<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344</id><updated>2012-01-08T23:58:31.763-02:00</updated><title type='text'>Poesia do meu silêncio</title><subtitle type='html'>A Poesia do meu silêncio</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3954425083417030912</id><published>2011-12-05T15:03:00.003-02:00</published><updated>2011-12-05T15:10:57.269-02:00</updated><title type='text'>Poema Identidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jpmNRdRf8fQ/Ttz6y57-emI/AAAAAAAAAOI/1WxVGnj9bIM/s1600/quem_sou_eu.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 140px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682692582287506018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-jpmNRdRf8fQ/Ttz6y57-emI/AAAAAAAAAOI/1WxVGnj9bIM/s320/quem_sou_eu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Poema Identidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos sonhos não me recordo,&lt;br /&gt;E se quando ao dormir eu esteja&lt;br /&gt;Dormindo quando acordo?&lt;br /&gt;Se certeza por certo seja&lt;br /&gt;Essa porque concordo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais ilusões são paredes&lt;br /&gt;E vela todo vazio aparente:&lt;br /&gt;Nessa sociedade que crede&lt;br /&gt;Em toda verdade que invente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem a construiu que recolha&lt;br /&gt;Os restos e esses sinônimos&lt;br /&gt;Que me propõem em escolha&lt;br /&gt;Esses autores anônimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses sonhos não são meus!&lt;br /&gt;A sociedade é quem sonha&lt;br /&gt;E sopra nessas narinas,&lt;br /&gt;Pois essa minha alma tristonha&lt;br /&gt;Não há de ser obra divina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do céu vejo minha janela...&lt;br /&gt;Será Deus que se revela?&lt;br /&gt;Ou será outro sonho dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão Grande sociedade! Como&lt;br /&gt;Cabe em minha identidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3954425083417030912?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3954425083417030912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/12/poema-identidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3954425083417030912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3954425083417030912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/12/poema-identidade.html' title='Poema Identidade'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jpmNRdRf8fQ/Ttz6y57-emI/AAAAAAAAAOI/1WxVGnj9bIM/s72-c/quem_sou_eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4249705866842239997</id><published>2011-11-24T10:43:00.003-02:00</published><updated>2011-11-24T10:57:45.349-02:00</updated><title type='text'>TEOLOGIA EM PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-McnMjMUZga0/Ts49N8EzF6I/AAAAAAAAANk/o30pVvNyyVw/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 202px; DISPLAY: block; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678543489834620834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-McnMjMUZga0/Ts49N8EzF6I/AAAAAAAAANk/o30pVvNyyVw/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Teologia em perspectiva sociológica: uma breve passagem pelo Jesus dos evangelhos e a Igreja contemporânea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rafael de Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em uma atenta leitura dos evangelhos e do cotidiano eclesiástico é possível identificar alguns fenômenos sociais estudados pela sociologia. Primeiramente no que diz respeito ao surgimento de Jesus em uma sociedade judaica cuja fidelidade a trama de significados definidos e aceitos em consenso deteriorava-se, os sistemas sociais encontravam-se num processo de não- reconhecimento por certo em virtude do agressivo domínio romano, a partir de então a sociedade começa a fabricar novas expectativas, a fomentar um messias e um novo reino. Esse foi um solo fértil para o nascedouro de Jesus que se apresentava como uma resposta a expectativas sociais e sua conduta proporciona-lhe a identidade almejada do messias, antes tínhamos Jesus de Nazaré, depois do ministério apresenta-se Jesus o Cristo. Acredito que pelo modo como o Jesus dos evangelhos se coloca acima da tradição e da legalidade, pela maneira que apresenta uma nova trama de significados que redefinem Deus e a existência humana e que são aceitos, pois é significativo o número de seus seguidores no decorrer dos tempos, em virtude desses fatores Jesus também pode ser descrito em termos do carisma weberiano. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda que no seu momento inicial o cristianismo mais pareça um processo de alheamento grupal, construindo um submundo com uma cosmovisão própria, todavia logo expandiu e se tornou o novo pressuposto da sociedade. A mudança de significados nos evangelhos é tão clara que enquanto inserido nos moldes tradicionais da sociedade precedente Jesus morre como um criminoso, pois afinal foi crucificado, e após uma mudança, uma redefinição das verdades sociais, Jesus então é apresentado como o Salvador, o Cristo. A sociedade muda e com ela mudam também os nossos heróis.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por outro lado, como é bem colocado por Peter Berger: “A extraordinária paixão de um movimento carismático raramente vive por mais de uma geração. (...) o carisma reintegra-se as estruturas das sociedades em formas muito menos radicais.” Acredito que talvez a extraordinária paixão do cristianismo tenha sobrevivido mais de uma geração, porém é inegável que este integrou-se as estruturas das sociedades e hoje grande parte sua é apresentada como a instituição chamada igreja que, assim como outros órgãos dessa natureza, padroniza a conduta humana, utiliza sistemas de controle e apresenta seus caminhos desejáveis como única opção plausível. Em termos doutrinários a igreja também é definida em parte por pessoas que já morreram, mas que suas palavras ainda continuam vivas entre nós, em outras palavras mais diretas, a igreja também possui um dispositivo que gera identidade e dispõe aos seus membros um sistema de significados a ser adotado que propiciará uma cosmovisão, uma explicação para sua própria existência e para o mundo ao seu redor. A alternação sofrida pelo indivíduo envolve um rito de passagem que chamamos de batismo, este abre as portas para uma nova identidade gerada e para o ingresso no ambiente eclesiástico. É possível observar que a igreja também possui mecanismos de reconhecimento que sustentam essa nova identidade e a preservam do não- reconhecimento externo, além disso, o grupo de referência eclesial sem dúvidas é decisivo nas opiniões e ações desse indivíduo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na verdade não pretendo construir uma mera crítica, apenas estou tentando observar a sociologia na igreja e nos evangelhos, essas palavras são apenas mais uma perspectiva. Particularmente acredito na necessidade das instituições e vejo o nome cristão como um termo que supera o simples papel social, na verdade creio que a fé vaza os papéis sociais e necessita fazer parte de todos estes que formam nossa identidade, para que não haja incoerências em nossas vidas. Nesse sentido a sociologia pode ser importante para o exercício do pastorado, também contribui para abrir nossos olhos sociais para todas as funções manifestas ou latentes que a igreja tem gerado e assim avaliar cada tradição e ideologia e, se preciso for, redefini-las, como fez Jesus. Para que nossa identidade seja conforme a identidade do nosso Deus revelado em Jesus. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4249705866842239997?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4249705866842239997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/11/teologia-em-perspectiva-sociologica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4249705866842239997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4249705866842239997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/11/teologia-em-perspectiva-sociologica.html' title='TEOLOGIA EM PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-McnMjMUZga0/Ts49N8EzF6I/AAAAAAAAANk/o30pVvNyyVw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5581817751003015896</id><published>2011-11-17T09:55:00.001-02:00</published><updated>2011-11-17T10:03:18.410-02:00</updated><title type='text'>TEOLOGIA EM FOCO - A Biblía: Uma Biografia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Bíblia: Uma Biografia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Karen Armstrong&lt;br /&gt;Capítulos 1 e 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;Por Rafael de Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A premissa que norteia as informações desses capítulos nasce a partir da destruição do templo judaico no ano 70 d.c, pois esse foi um fato desencadeante de diversas escrituras judaicas e cristãs, inclusive da maior parte do Novo Testamento. A religião judaica sofreu ramificações, transformações que após a queda do templo intensificaram-se. Uma dessas reverberações foi o cristianismo que nasce como uma alternativa de interpretação do judaísmo, e vale ressaltar, ainda muito ligado a este. O movimento cristão nasce da necessidade de uma nova leitura das escrituras sagradas judaicas, uma hermenêutica que se aproximasse mais com uma realidade de conflito com Império Romano. Jesus surge e logo é abraçado por um contexto que carecia urgentemente de algo, ou alguém, que substituísse o que outrora foi o centro da religião judaica, a saber: o templo. A religiosidade dos judeus foi alimentada como efeito direto do conflito com Roma, portanto, a concepção de um messias fortificou-se, a expectativa do Reino de Deus foi fomentada, e o produto desse imaginário religioso ardente foi literário, tanto da parte dos cristãos como da parte dos rabinos judeus. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo foi uma hermenêutica que se destacou entre tantas outras seitas oriundas do judaísmo, como a própria autora ressalta: “O cristianismo é uma proeza exegética onde toda a história de Israel foi redefinida”. A crença fundada numa tradição é reinventada quando enfim reduz a Torá, o templo e os profetas a uma sombra do Cristo. Enxergar o Cristo nas escrituras sagradas dos judeus foi um método exegético que perdura até os dias atuais e de certo modo fundamenta o cristianismo. Essa revisão da Torá funcionou como meio de legitimação de uma nova forma de enxergar e interpretar Deus, para cristãos e para os rabinos pós queda do templo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse florescimento plural de interpretações nascentes do judaísmo foi tanto, que mesmo não se pode falar de uma única visão cristianizada, na verdade, a vertente cristã se ramificou em diversas compreensões a respeito do Cristo, por exemplo, as igrejas da Ásia Menor estavam desenvolvendo um evangelho de cunho mais apocalíptico distinto, em alguns pontos, da interpretação das outras comunidades. A pluralidade de opiniões que inventaram muitos cristos tem uma fonte comum, mas contextos diferentes. Enfim, cada Jesus era desenhado segundo as demandas que eram distintas em cada comunidade. De certa forma isso ocorre até os dias de hoje, de modo mais intensificado, a partir da reforma protestante quando as escrituras sem restrições novamente estiveram abertas para as mais possíveis interpretações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse livro também esclarece que esse fenômeno de reinterpretação das escrituras sagradas não foi restrito apenas aos movimentos cristãos, os rabinos judeus também estabeleceram sua nova compreensão dos escritos sagrados, e esse novo modo de entender a fé e a tradição também foi aceito por muitos judeus, a Midrash é o principal exemplo dessa nova visão nascida no farisaísmo. Assim estabeleceram-se dois ramos Judaicos conflitando entre si pela verdadeira hermenêutica do AT. Nos meados dos anos 80 e 90 os fariseus tornaram-se oponentes a medida dos cristãos, fato que possivelmente explica a maneira negativa sempre atribuída aos fariseus nos evangelhos. Os dois movimentos se coincidem em alguns pontos de suas interpretações, de modo que tanto judeus como cristãos experimentavam a Shekhinah de Deus tendo como principio maior a compaixão para com seu semelhante. Pode-se supor também que a regra da compaixão seria uma forma de evitar novos conflitos com Roma, evitando assim mais tragédias. Então se tem um paralelo entre rabinos e comunidades cristãs, ambos os seguimentos em uma intensa construção literária e conseqüentemente conflitando entre si. Todavia, é interessante lembrar que esses eram novos escritos, novos testamentos que respondiam as necessidades de um povo violado pelo caos da guerra. Por outro lado, para corresponder como consolo a aquela realidade, muitas vezes, seja por cristãos ou por rabinos, a significação original do texto sagrado necessitou ser sacrificada, ignorada em prol de uma hermenêutica mais coerente as necessidades do povo. Esse também é, por certo, um dilema para teólogos e pastores hoje: ignorar o significado real do texto sagrado para assim atender as necessidades da sua comunidade atual, ou permanecer fiel ao significado original evitando relativizar uma verdade crida como sagrada? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo prevaleceu sobre todas as outras correntes do período pós queda do templo, diversos fatores podemos supor para justificar esse fato, a partir desses dois capítulos: Primeiro revisando os escritos sagrados para atender necessidades latentes do povo. Segundo aderindo os gentios sem impor a eles o judaísmo. Terceiro opondo-se fortemente aos movimentos contrários. Quarto definitivamente sua adoção pelo Império Romano.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5581817751003015896?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5581817751003015896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/11/teologia-em-foco-biblia-uma-biografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5581817751003015896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5581817751003015896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/11/teologia-em-foco-biblia-uma-biografia.html' title='TEOLOGIA EM FOCO - A Biblía: Uma Biografia'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4706655902432824060</id><published>2011-10-28T18:04:00.005-02:00</published><updated>2011-10-28T18:15:44.583-02:00</updated><title type='text'>TEOLOGIA EM FOCO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oUFMov6d5OM/TqsLpTgRnGI/AAAAAAAAANY/u0mJ9QRRDPU/s1600/cristo2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 138px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668637360214088802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-oUFMov6d5OM/TqsLpTgRnGI/AAAAAAAAANY/u0mJ9QRRDPU/s320/cristo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;CRISTO&lt;br /&gt;UMA CRISE NA VIDA DE DEUS&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Jack Miles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;em&gt;por Rafael de Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O paradigma que o autor evidencia para posterior formulações e teses, tem como base a o processo de transformação sofrido por Deus no decorrer dos tempos a partir das literaturas canônicas judaico – cristãs, e mais especificamente na transição de personalidade entre o Deus dos exércitos até o Cristo crucificado, ou seja, a passagem imprescindível do forte para o fraco. Deus é apresentado ao seu povo, Israel, após a saída do Egito, como Deus que é senhor de toda terra e maior que todos os outros deuses, não somente um deus nacional, isso porque a enormidade de sua força derrotou os egípcios – o mais poderoso império conhecido - em favor do seu povo escolhido... É importante a ressalva que esse sentimento de triunfo sobre as outras nações foi introgetado coletivamente em Israel. As conquistas militares do povo israelita demonstram o caráter personificado do seu Deus. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A forma que o povo encara seu Deus passa a sofrer um processo de mudança iniciado a priori nos momentos de exílios. Quando as conquistas cessaram e todas as expectativas e esperanças voltadas para o Deus dos exércitos frustraram-se, fez-se necessário aos poucos uma mudança na face, na pessoa desse Deus. Diante de um contexto que na prática estava além das forças de Israel modificá-lo, a saber, o domínio e poder violento do Império Romano, a ultima saída consistiu na premissa: se a realidade é imodificável, transforma- se então o Deus desse povo para contextualizá-lo sem retirar-lhe seu trono, em outras palavras, já não é por meio da guerra que Deus irá demonstrar ao mundo seu poder, e seu recurso a partir de então centraliza-se na personalidade mansa de Jesus o Cristo, segundo Jack Miles: “uma nova maneira de preservar a dignidade de Deus sem recorrer a guerra. O Deus da guerra está pronto para se tornar o Deus da sabedoria”. Os anseios do povo, dentro desse processo de transição, também se tornam outros distintos à vitória militar, agora são metafísicos tais como salvação, imortalidade da alma. Os heróis literários são vitoriosos não mais pelo viés militar, mas sim pelas suas virtudes, tal como Daniel. Esses são alguns fatores da transição. Todavia essas mudanças do caráter de Deus ganharam ênfase a partir do momento histórico mais favorável por vir, a saber: a destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 da era cristã... Momento que emerge a necessidade de uma nova significação para Deus. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O cristianismo é concebido, na verdade, como uma revisão da identidade de Deus, e Jesus como um reparador dos seus erros passados. A restauração principal de Jesus ocorre quando este revoga para os homens a maldição da morte e abre, a partir de então, as portas para a vida eterna. O livro demonstra que Cristo é o resultado mais do que necessário de uma crise que ameaçou o nome, o trono, a credibilidade do Deus de Israel. Jesus é o Deus contextualizado, revisto, reinventado para garantia da vitória sobre o mundo. Jesus abre as portas para uma vitória transcendente que pode de certa forma demonstra a incapacidade de intervenção de Deus na vida real, isto é, mascara um fracasso militar, mas devolve as esperanças quando dirige o seu povo as moradas do seu Reino celeste. Jack Miles nós esclarece a esse sentido magistralmente com suas palavras: “Deus redefiniu a vitória e, ao fazer isso, redefiniu a si próprio”. A mansidão de Cristo contrasta inteiramente com o Deus dos exércitos e essa incompatibilidade provavelmente foi fator determinante para o nascimento de uma nova religião distinta da judaica, onde Jesus protagoniza a frente como o próprio Deus.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4706655902432824060?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4706655902432824060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/10/teologia-em-foco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4706655902432824060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4706655902432824060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/10/teologia-em-foco.html' title='TEOLOGIA EM FOCO'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oUFMov6d5OM/TqsLpTgRnGI/AAAAAAAAANY/u0mJ9QRRDPU/s72-c/cristo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3226398339120648865</id><published>2011-10-06T14:26:00.004-03:00</published><updated>2011-10-06T14:37:29.535-03:00</updated><title type='text'>IMAGENS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vPEIKGNS0EQ/To3mE7nQPlI/AAAAAAAAANQ/BM4A8F7FJ2E/s1600/2619832385_2cf8238015.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660433279070781010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vPEIKGNS0EQ/To3mE7nQPlI/AAAAAAAAANQ/BM4A8F7FJ2E/s320/2619832385_2cf8238015.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sábios religiosos antigos acreditavam que espírito (pneuma) era um nome pelo qual os ventos atendiam, quando o espírito de Deus visitava um homem, era semelhante a um sopro, uma brisa, gélida talvez, que tocava a pele e penetrava na alma. O vento só é visto quando as folhas de outono dançam a sua música. Deus modelou o homem e quando decidiu dar-lhe a vida, soprou para dentro dele preenchendo- o com o espírito feito do ar, da respiração que vinha das suas entranhas, como se Deus doasse, deslocasse, o que guardava dentro de si para um novo recipiente chamado de homem. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O ser humano carrega o íntimo do seu Criador, o ser eterno do próprio Deus em seu corpo mortal. As pessoas andam pelas ruas asfaltadas e por entre shoppings e favelas sem imaginar que carregam o âmago de um Deus dentro delas. A crença no mito judaico da gênese, se real, pode mudar o curso da vida do seu crente, pois afeta de maneira direta as relações sociais. Poderíamos criar as mais belas utopias a partir desse credo, em outras palavras, sendo breve, realize: Quando que os assassinos poderiam imaginar que matar o outro, é como matar o Deus presente nesse outrem? Qual a sentença para o assassino de Deus? Imagine a grandeza da ética composta pela seguinte premissa: Praticar qualquer forma de mal a alguém que seja a imagem de Deus, é atentar mal contra Deus. Violentar seu semelhante, que o Senhor a sua semelhança o criou, é como esfacelar, desfigurar a face de Deus. Quem dera, para nós homens, se aquele individuo sujo, faminto, drogado, caído a margem da rua não fosse a representação viva do seu Criador... Quem dera, pois desse modo nossa pena seria mais branda, a responsabilidade seria minúscula. Como imaginar que o Pai de tudo criado tem fome e pede o que comer? E qual espécie de culpa seria essa que diria ao homem: Teu Deus teve fome, e não deste a ele o que comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar o abalo causado por Jesus nas estruturas políticas e religiosas da sua realidade, e sua morte foi uma resposta, dessa sociedade, a altura do seu impacto social e espiritual. Jesus é o cordeiro de Deus sacrificado pelos pecados de muitos, crença que não nega que ele também foi um protagonista político de importância sem precedentes e procedentes, que o sistema romano achou melhor sacrificar. A crucificação de Jesus ensaia em moldes divinos, o que se repete diariamente em termos humanos. No dia a dia, de igual modo ocorrido com o Cristo, sacrificamos pessoas que são a imagem de Deus por razões políticas, imperialistas, econômicas e hipocritamente religiosas. Sacrificamos seus direitos a dignidade, a educação, a moradia, a fé saudável em favor dos interesses capitalistas, mascarados como sonhos de vida ou como liberalismo econômico, que não são sonhos próprios e muito menos plano de Deus, na verdade nada mais é do que a patologia consumista em padrões religiosos. Ao exaltar qualquer lei religiosa ou financeira, qualquer fim pessoal ou político acima da vida, é o mesmo que posicionar-los acima de Deus. A maneira que uma sociedade, uma igreja ou individuo responde aos direitos humanos mais básicos do seu próximo, diz respeito de modo concreto, a relevância ou posição que Deus ocupa na vida dessa pessoa ou desse grupo. Cada um que morre nas mãos do tráfico de drogas, míngua na fila de um hospital público, é como se Deus fosse novamente fosse açoitado, humilhado e crucificado por motivo do pecado humano, a saber: falta de amor ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia a ética judaica da gênese inebria a alma com quimeras que até parecem apontar para outro mundo. Todo ser é uma representação viva de Deus na terra, se real, esse seria o fim que qualquer forma de desigualdade e o início de uma aceitação das diferenciações que fazem de cada um especial ao seu modo. Servir a Deus sempre será tarefa impossível, ou fingida, enquanto o mito da gênese não nos convencer a ver Deus no outro, de modo que amando o próximo é a única forma real de amar a Deus, outra forma distinta dessa, é religião vazia. Se Deus for mesmo encontrado nos olhos dos filhos, na face dos pais, nas mãos do amigo, os relacionamentos por certos sofrerão uma transformação como resultado dessa fé. Aterroriza pensar que cada mal que fiz nessa vida, o fiz contra o meu Deus. Todavia alimenta toda virtude a movimenta o amor pensar que todo bem, cada pessoa que alimentei, cada sorriso que doei, cada palavra amiga ofertada, cada gesto, mínimo ou extraordinário, de amor, o fiz para o meu Deus. Pois o Senhor Deus presente impregnadamente em cada homem teve fome, teve sede, esteve nu, foi preso, e a maneira que reagi a suas necessidades prova o quanto o amo e valida meu cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. (...)&lt;br /&gt;O Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.(...) Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.&lt;br /&gt;E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna&lt;br /&gt;Mateus 25:34-46 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3226398339120648865?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3226398339120648865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/10/imagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3226398339120648865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3226398339120648865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/10/imagens.html' title='IMAGENS'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vPEIKGNS0EQ/To3mE7nQPlI/AAAAAAAAANQ/BM4A8F7FJ2E/s72-c/2619832385_2cf8238015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-9068753717648202391</id><published>2011-09-19T16:13:00.006-03:00</published><updated>2011-09-19T17:10:56.222-03:00</updated><title type='text'>ONDE NASCE A GRATIDÃO?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CwALJpqQT7o/TneawwbjWjI/AAAAAAAAANI/Um_-ZtDeOfg/s1600/CRIANA%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654158019611810354" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-CwALJpqQT7o/TneawwbjWjI/AAAAAAAAANI/Um_-ZtDeOfg/s320/CRIANA%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Essa lógica inconveniente parece clara: A vida se encontra muito além do nosso controle e zomba dos nossos cuidados. Não é difícil convir que exista uma infinidade de motivos e efeitos, causas e conseqüências que simplesmente infligem os mais calculados planos, sem nenhum respeito surpreendem previsões minuciosas e, potencialmente, extrapolam nossas forças. Saiba que o som da existência reverbera uma música impregnada de notas alheias a sua escolha. Uma música rascunhada com rimas e risos, porém, quando enfim perfeita, pronta para ser cantada, de repente... faz chorar! É a vida! E diante desta, o que é o homem senão uma criança? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que está frente a você é uma falsa sensação de segurança e controle, pois nem toda tecnologia moderna, reunida como um muro de proteção, não é maior do que tsunamis de trinta metros de altura, e toda a supremacia econômica não paga a mínima parte do empréstimo que temos com nosso planeta. A cada dia se constroem mais presídios, mais modernos, mais seguros na certeza que o modo humano de viver é previsível. As universidades nos prepararam bem para o sucesso no mercado, só não avisaram que a vida não é um shopping e as relações sociais não se sustentam apenas na troca. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De repente nos encontramos inevitavelmente fracos, diante de um mundo sobremodo maior do que nossos esforços de proteção. De repente nos encontramos frágeis e sensíveis a toda sorte de possíveis adversidades que são imanentes à vida. De repente nos encontramos como diante de espelhos e nos vemos feios, com nossas imperfeições à mostra. Os pensamentos mais egoístas do íntimo meu, rechaçados em público e os erros que marcam, para que nunca ousemos esquecer que somos seres inacabados. Quando, por fim, nos encontramos incapazes e ignorantes a qualquer falso sentimento de poder... Já não de repente, o caminho por diante é indesviável e a sensação prestes a nascer após um longo tempo de gestação, diz respeito somente a duas palavras, respectivamente nessa ordem, indignidade e posterior gratidão. No coração dos indignos, seu nascedouro, a gratidão é notável. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No momento que a vida se ergue bravia contra nós, e o que resta é a certeza da capacidade e dignidade que nos falta... somos sorrateiramente surpreendidos diante do transcendente que de forma imerecida e não condicionada presenteia- nos com a faceta mais maravilhosa que a vida esconde. A despeito de todo o perigo a de redor, leva- nos por águas tranqüilas e contenta o nosso coração com uma alegria que até então fora desacreditada. Toma para si os nossos sonhos e quimeras e como o ourives manuseia- os para que sejam a mais pura obra de suas mãos. A surpresa diante do inesperado e a felicidade diante do presente imerecido precedem de maneira ultima a real gratidão. Por certo, chorosos de contentamento, caímos abruptamente de joelhos no chão e não haveria outra forma de se pôr, pois toda a beleza contida nesse único “Hoje”, e não bastante, mas cada benção que vem ao encontro de surpresa, ou mesmo o ar que inconscientes respiramos, por certo não é somente resultado final da dignidade ou muito menos de capacidade humana, logo, é milagre! Deus é sua causa primeira. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fazer de cada bem, de cada momento, de cada realização um milagre sem igual, é a forma mais bela de atribuir a Deus a razão e o destino de toda nossa gratidão! Graças a Ele. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Castro Lins &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-9068753717648202391?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/9068753717648202391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/09/onde-nasce-gratidao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/9068753717648202391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/9068753717648202391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/09/onde-nasce-gratidao.html' title='ONDE NASCE A GRATIDÃO?'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CwALJpqQT7o/TneawwbjWjI/AAAAAAAAANI/Um_-ZtDeOfg/s72-c/CRIANA%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-355759801367141237</id><published>2011-08-24T10:24:00.002-03:00</published><updated>2011-08-24T10:31:17.333-03:00</updated><title type='text'>INCONSTANTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wI14vhF79NQ/TlT8OTC-c7I/AAAAAAAAANA/opawyKuWCa0/s1600/tumblr_l4lk51kiLO1qc9ag1o1_500.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644413555563197362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-wI14vhF79NQ/TlT8OTC-c7I/AAAAAAAAANA/opawyKuWCa0/s400/tumblr_l4lk51kiLO1qc9ag1o1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;INCONSTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é a vida, a criança quer saber?&lt;br /&gt;Oh querida, saudade é a vida&lt;br /&gt;De constante só o atar e o romper,&lt;br /&gt;Hoje és minha doce criança&lt;br /&gt;A criança amanhã é lembrança&lt;br /&gt;E a vida: uma eterna inconstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constância que creio consiste&lt;br /&gt;Na eterna inconstância persiste,&lt;br /&gt;Esse pleno, a saber: não existe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo amor é a lápis gravado,&lt;br /&gt;Felicidade escreve na areia,&lt;br /&gt;A saudade sim, nessa creia!&lt;br /&gt;Que é hoje como é no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza tem fim, meu pai?&lt;br /&gt;Claro que sim, minha pequena,&lt;br /&gt;Assim como a alegria se vai,&lt;br /&gt;Acaso essa dor seria plena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem pra si o fim a inconstância,&lt;br /&gt;Como ultimo bem e ofício,&lt;br /&gt;Um nome porém, não alcança:&lt;br /&gt;O Eterno sem fim nem inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constância é o Deus que canta!&lt;br /&gt;Criança, viva a inteira infância&lt;br /&gt;Pois, perguntar não adianta...&lt;br /&gt;Vive, enquanto dure, a constância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-355759801367141237?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/355759801367141237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/08/inconstante-que-e-vida-crianca-quer.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/355759801367141237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/355759801367141237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/08/inconstante-que-e-vida-crianca-quer.html' title='INCONSTANTE'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wI14vhF79NQ/TlT8OTC-c7I/AAAAAAAAANA/opawyKuWCa0/s72-c/tumblr_l4lk51kiLO1qc9ag1o1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2857121441892054242</id><published>2011-06-03T10:15:00.002-03:00</published><updated>2011-06-03T10:19:40.766-03:00</updated><title type='text'>POEMA OUTRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ERwUVtBmGGA/TejfGhqIuxI/AAAAAAAAAM4/e1_PyXnDhN4/s1600/clavedesol1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613982238724635410" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ERwUVtBmGGA/TejfGhqIuxI/AAAAAAAAAM4/e1_PyXnDhN4/s200/clavedesol1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Poema Outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordes totalmente outros,&lt;br /&gt;Velados até essa noite outra&lt;br /&gt;Dança triste de outra espera,&lt;br /&gt;Seu som secreto reverbera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bela música é sua voz!&lt;br /&gt;Posso ouvir eternidades&lt;br /&gt;E tudo que possa vir após...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordes tocaram meus dedos,&lt;br /&gt;Sou a dança da voz que impera&lt;br /&gt;Suas notas sempre em segredo,&lt;br /&gt;Seu som secreto reverbera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bela música é sua voz!&lt;br /&gt;Posso ouvir eternidades&lt;br /&gt;E tudo que possa vir após...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em três notas me compôs&lt;br /&gt;Com música apodera, pois&lt;br /&gt;Minha alma, em dança a fizera,&lt;br /&gt;Seu som secreto reverbera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bela musica é sua voz!&lt;br /&gt;Posso ouvir eternidades&lt;br /&gt;E tudo que possa vir após...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite se foi e agora acordes&lt;br /&gt;Outros me compõem – deveras&lt;br /&gt;Logo o poema outro transborde...&lt;br /&gt;Seu som secreto reverbera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bela música é sua voz!&lt;br /&gt;Posso ouvir eternidades&lt;br /&gt;E tudo que possa vir após...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2857121441892054242?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2857121441892054242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/06/poema-outro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2857121441892054242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2857121441892054242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/06/poema-outro.html' title='POEMA OUTRO'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ERwUVtBmGGA/TejfGhqIuxI/AAAAAAAAAM4/e1_PyXnDhN4/s72-c/clavedesol1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-815973796663873365</id><published>2011-05-20T14:20:00.004-03:00</published><updated>2011-05-20T14:44:28.047-03:00</updated><title type='text'>Somente Diferente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9m9edFtYtfU/TdaoS_8GsoI/AAAAAAAAAMs/giVG_TJ2a7I/s1600/469492d063ee367c6e9561aed4575ffa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 142px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608855430291174018" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9m9edFtYtfU/TdaoS_8GsoI/AAAAAAAAAMs/giVG_TJ2a7I/s200/469492d063ee367c6e9561aed4575ffa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_XxF_0xoN80/TdanUIWgPQI/AAAAAAAAAMk/ctKw74YNONI/s1600/469492d063ee367c6e9561aed4575ffa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;É coerente com a sociedade, defender o pensamento que cada ser humano individual, em resumo, é fruto de uma construção humana coletiva, ou seja, social. Em termos mais alegóricos é como se o homem estivesse sempre em construção, inacabado, e cada relacionamento pessoal e social no decorrer de sua vida construísse um pouco da sua identidade. Os fundamentos desse edifício que denominamos “homem” são postos pelos pais, esses, salvo exceções, são o primeiro objeto de relacionamento do homem e por seguinte os primeiros a construir uma identidade ainda em desenvolvimento, num estado, digamos, fetal.&lt;br /&gt;Num segundo momento, o homem sai da realidade exclusiva aos pais e então passa a relacionar-se com o ambiente em que se insere, a partir de então cada outro relacionamento vem a definir em parte o que aquele homem é, de modo que podemos supor que o homem é um cultivo de uma determinada sociedade, podemos ir até mais além, acreditando que cada ser humano carrega em si, como processo dessa construção de identidade, um pedacinho do outro, uma parcela de contribuição inconsciente que é fruto de relacionamentos. O pensamento ideológico dominante que molda o contexto desse ator, também é predominante na sua formação como individuo, por exemplo, o homem moderno carrega consigo toda uma bagagem antropocêntrica talvez inacessível ao homem da idade média, o advento da ciência e a certeza que a terra não é o centro do universo, são de certa forma conceitos indissociáveis de uma identidade moderna.&lt;br /&gt;Ao terceiro momento, certo da sua identidade como um processo único e acabado, esse indivíduo encerra o processo de construção, rejeita qualquer contribuição a mais e desconsidera qualquer outra identidade construída distinta da sua. Para esse encerramento, necessita a este, o romper das relações, que são sempre construtivas, com o outro diferente que ameace sua formação cultural identitária. Buscando-se razões para esse romper, faz-se uso de uma visão etnocêntrica a respeito desse outro ameaçador, e a partir de então se exerce um valor sobre, que na maioria dos casos é depreciativo para justificar a superioridade de determinado grupo cultural. Um pensamento coletivo de superioridade e de inferiorizarão do outro acarreta sérios riscos danosos, pois fomenta motivos e justifica ações de natureza violenta, em outras palavras, essas são de certa forma as mesmas razões que alimentaram a escravidão, a inquisição, entre outros muitos exemplos de intolerância que a história pontua.&lt;br /&gt;O passo inicial para uma proposta de convivência saudável, pauta-se na não interrupção do processo de construção da identidade, de modo que o homem sempre encontre-se inacabado e carente de relacionamentos que o construam, todavia numa etapa adulta o indivíduo desenvolve-se a sujeito da sua vida e não um simples cultivo social, dessa maneira pronto para rejeitar toda cultura que violenta as relações sociais, e abraçar toda cultura que promove vida de qualidade em termos de religião, arte, ideologia, economia... Por fim, colocando sob critério o que virá a ser parte dessa identidade, esse indivíduo também deve atentar-se sobre qual olhar que ele deve lançar sobre as mais diversas manifestações culturais colocadas a seu dispor observatório, pois uma visão que opina a partir de realidades distintas ao nascedouro de determinada cultura, corre o sério risco de desvirtua-se e corroborar numa reprodução de conceitos discriminatórios que partem de experiências isoladas e generalistas.&lt;br /&gt;Portanto o homem é um ser social construído da diversidade das relações, e não há outro modo mais humano de encarar o diferente que não seja apenas como “diferente”, nem melhor nem pior, somente diferente. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Castro Lins &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-815973796663873365?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/815973796663873365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/05/somente-diferente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/815973796663873365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/815973796663873365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/05/somente-diferente.html' title='Somente Diferente'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9m9edFtYtfU/TdaoS_8GsoI/AAAAAAAAAMs/giVG_TJ2a7I/s72-c/469492d063ee367c6e9561aed4575ffa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-1567280950224309350</id><published>2011-05-06T09:59:00.004-03:00</published><updated>2011-05-06T10:13:08.592-03:00</updated><title type='text'>ESCUTAS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w7lWkRz07tU/TcPzHAzTbPI/AAAAAAAAAMc/UgNs2AVuZ5U/s1600/Deus-cada-dia-que-passa-eu-me-sinto-tao-triste-e-derrotada.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 176px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603589663178845426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-w7lWkRz07tU/TcPzHAzTbPI/AAAAAAAAAMc/UgNs2AVuZ5U/s200/Deus-cada-dia-que-passa-eu-me-sinto-tao-triste-e-derrotada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escutas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os templos ruíram sem ruídos,&lt;br /&gt;Perdera Deus agora sua morada?&lt;br /&gt;Onde escondes tua face sagrada?&lt;br /&gt;Por que não atenta a mim teus ouvidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormir foi meu único pedido,&lt;br /&gt;Acordar contigo o ultimo sonho.&lt;br /&gt;Tanto amo esse Deus que envergonho...&lt;br /&gt;Quisera eu, nunca ter nascido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpa minha do pecado compor&lt;br /&gt;Esse ser que nascer não escolhe?&lt;br /&gt;A cegueira de vê ainda que olhe&lt;br /&gt;O triste viver que queres me impor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É graça, bom Deus que os seus acolhe&lt;br /&gt;Em afagos tão ternos, embora,&lt;br /&gt;Semeaste esta vida de outrora -&lt;br /&gt;Hoje madura, apressa-te colhe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro para da vida fugir;&lt;br /&gt;A quem com suicídio compare,&lt;br /&gt;Mas é só dor que quero que pare&lt;br /&gt;E não vejo pecado em pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus paterno, não ouves quando oro?&lt;br /&gt;A mim concede ter-te de perto!&lt;br /&gt;És pai e se não me escutas por certo&lt;br /&gt;É porque sabe que a morte imploro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-1567280950224309350?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/1567280950224309350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/05/escutas-os-templos-ruiram-sem-ruidos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1567280950224309350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1567280950224309350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/05/escutas-os-templos-ruiram-sem-ruidos.html' title='ESCUTAS?'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-w7lWkRz07tU/TcPzHAzTbPI/AAAAAAAAAMc/UgNs2AVuZ5U/s72-c/Deus-cada-dia-que-passa-eu-me-sinto-tao-triste-e-derrotada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2889544787869667535</id><published>2011-05-03T11:36:00.010-03:00</published><updated>2011-05-03T13:55:21.092-03:00</updated><title type='text'>FUNDAMENTAL VERDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MuYez-Z_bKY/TcAUOk_rptI/AAAAAAAAAL0/WKYb_dk-i6o/s1600/LOGICA-IRREFUTAVEL.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 148px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602500177130399442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-MuYez-Z_bKY/TcAUOk_rptI/AAAAAAAAAL0/WKYb_dk-i6o/s200/LOGICA-IRREFUTAVEL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;FUNDAMENTAL VERDADE &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A alma é como uma rainha a espera desejosa do seu rei. Diante dela, ao redor do mundo, há incontáveis pretendentes, verdades e mentiras, cujo desejo ultimo é vir a tornar-se objeto do agrado da alma. Todavia na porta de cada coração, que dá acesso intimo a alma, moram os dois maiores e mais poderosos exércitos de proteção do ser humano, a saber: a razão e os sentidos, estes possuem a indelével responsabilidade de reconhecer e ao mesmo tempo deter as mentiras que intentam alojarem-se na alma e trazem ao homem como um todo, danos sem medidas. O corpo necessita do alimento para mantença da vida e a alma se alimenta das verdades que nutrem a vida, dando-a sentido. É como se o corpo responsabilizar-se em fornecer a matéria prima do navio desde a proa ao mastro e a alma, por sua vez, tem em posse a bússola e o mapa que leva ao tesouro desejado, enfim, sem um destino não há porque navegar. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O dever da razão e dos sentidos é sem precedentes iguais, pois se por ventura uma mentira passar por entre tais exércitos, a alma encontrar-se-á desprotegida, vulnerável, prestes a navegar e entregar-se plena a uma mentira. Porém a alma por sua sensibilidade desmedida não foi feita para a inverdade e por certo, diante de uma, a repudiaria. O grande risco, no entanto, procede da mentira que perspicaz se traveste de verdade e conquista a alma com seus encantos hipócritas, a rainha então se apaixona e se curva ao seu rei, até o dia em que toda ilusão, por algum motivo externo, se desfaz e desaparece como a fumaça no ar. Repentinamente a vida pára e já não se sabe para onde navegar, pois o tesouro pereceu e a bússola já não sabe para onde apontar. Cada mentira que invade e depois evade a alma acarreta nela sinais dolorosos de incompatibilidade ou de um parasitismo que a enfraquece e talvez até leve a morte do hospedeiro. Por outro lado, a cada mentira evadida, o tempo é oportuno para a alma se expandir, após a crise, para comportar e recepcionar novas verdades, estas mais dignas de confiança do que as de outrora. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma alma ferida é levada reforçar suas defesas, de modo que as verdades são colocadas a prova por testes ainda mais infalíveis pertencentes à lógica e aos sentidos, de forma, quase sempre equivicada, a creditar validade apenas as verdades postas nos conformes da ciência. O medo de vivenciar um novo equívoco, algumas vezes, promove na alma um caráter cético que suspeita e repudia grande parte, ou talvez todas, as verdades colocadas a disposição. Sem dúvida esse é um mecanismo útil de defesa do ser, todavia se esquece que a alma carece de verdades como o corpo carece de alimento e longos períodos de privações adoecem a alma, em termos mais concretos, essa ausência afeta negativamente os relacionamentos pessoais entre pessoas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A suposição de uma alma desprotegida a mercê de invasões de toda natureza ideológica, é sem fundamentos, pois a mesma dispõe de toda uma lógica, além de um conjunto de regras invariáveis construídas socialmente e que também são parte de uma consciência natural do homem que auxilia no discernir entre o bem e o mal, e ainda, entre o verdadeiro e o falso. Todavia temo em crer, que há algumas exceções que despreparam todas as defesas da alma e por fim enganam os sentidos. Ocorre quando os exércitos de defesa de repente encontram-se incapazes de exercer a menor reação diante da passagem de dois invasores, são estes: o amor e a fé, contra eles não há impedimento. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tratemos do amor: Nem sequer há necessidade de narrar os inúmeros casos em que o amor sobrepõe a razão, desmerece as regras e seduz os sentidos; ele cativa a alma que se dá sem reservas, e em conseqüência altera a vida cotidiana do individua que por vezes ganha novos rumos, de modo inconsciente o amor manipula os sonhos que, a partir de então, são sempre favoráveis as vontades desse novo amante da alma.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mesmo usando o termo: "invasor", nem sempre o amor traz malefícios ao seu hospedeiro, na verdade ele é indispensável para um ser humano de natureza relacional. Entretanto, essa abertura na defesa da alma proporciona, por um lado, a oportunidade do amor tão esperado e, por outro, um acesso livre para dezenas de ilusões travestidas de amor. Devo convir que esse é um risco necessário, porém a ilusão tem vida curta e quando ela se vai, como já relatado acima, as dores da desilusão de um amor perdido são indescritíveis. A alma é a matriz da sensibilidade humana e qualquer toque de mentira rasga-a violentamente, roubando dela sua funcionalidade e fazendo-a, a cada mentira, mais insensível.&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tratemos modestamente da fé: esta age em termos semelhantes ao amor. A razão ainda consegue participar da fé, todavia a fé sucede a razão de modo que não é rara a fé que implanta-se na alma, mesmo contrária a uma lógica resistente num primeiro momento. Num segundo momento, a razão, já indefesa diante da tomada da fé, deixa de lado a tentativa de provar a fé em termos de existência, pois para a alma invadida a comprovação é desnecessária diante do fato, e o empenho da razão, a partir de então, decorre na tentativa máxima de explicar de modo a dar sentido à fé em suas manifestações. No que diz respeito aos sentidos, estes perdem algumas de suas funcionalidades perante a fé: Tomé pede para tocar nas chagas das mãos de Jesus após este ressuscitar dos mortos, e as escrituras cristãs esclarecem esse momento com a seguinte frase de Jesus: “Felizes aqueles que não viram e creram”.&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo Paul Tillich, “fé como estar possuído por aquilo que nos toca incondicionalmente”. Quando algo perpassa pelas portas do coração e toca a alma, esta já não estabelece condições para fé e se curva cativa ao seu rei. Por meio de tal virtude e constatação, as escrituras dizem que ao Senhor Deus ama-se de todo coração, força, entendimento... Pode-se convir que não há barreiras na alma para fé, todavia, a mesma problemática carregada pelo amor, também segue a fé. Do mesmo modo que essa abertura irrestrita da alma deixa-a acessível ao toque de Deus, também a vulnera ao toque de dezenas de ilusões travestidas com a roupagem de Deus. E como a fé consiste incondicionalmente, suas práticas também não respeitam limites de modo que em nome de um “falso deus”, qualquer tipo de perversão e atrocidade também são reflexos de uma fé incondicional. O livre acesso pelas defesas da alma, infelizmente, possibilita a passagem de toda espécie de ilusão reivindicando o trono de deus para a alma.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Partindo da premissa constatada, que diante da fé e do amor boa parte do sistema de defesa da alma encontra-se inerte e quase incapaz de distinguir entre a verdade e a mentira. A pergunta é: O que fazer perante isso? Apostatar da fé e negar o amor? A resposta da segunda pergunta é mais simples: não, afinal a alma necessita do amor em termos relacionais e da fé em termos de sentido a uma existência para manter-se saudável, o desvincular talvez seja mortal para indivíduo. Para primeira pergunta a resposta, se é que existe uma, não é tão simples. Excluindo a opção da apostasia da fé e do amor, logo, ambos precisam permanecer em contato com a alma humana para a manutenção de uma vida saudável, ainda que estes, a fé e o amor, possam ser ilusões que, no entanto, são imprescindíveis a vida. Não digo que o amor e a fé são ilusões, apenas esclareço o risco da ilusão que faz uso do amor e da fé.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que parece claro nessa questão, é que não há parâmetros lógicos nem sentimentos que assegurem a entrega da alma apenas ao verdadeiro amor, ou garantam a fé voltada somente ao Deus verdadeiro. O que tenho de mais inteligível, ou melhor, apresentável, é a distinção do real e da ilusão que, para essas duas vertentes, pode nascer da experiência pessoal e da observação. Pois numa etapa inicial, a alma é tocada por uma suposta verdade e num momento posterior essa verdade vai ser aperfeiçoada e, a cada dia, tornando-se mais digna de confiança, ou, no entanto, ela vai desvanecer, atrofiar-se perante as pressões reais do cotidiano, deixar-se emboscar pela razão ou pela consciência ética humanizada e se revelar, finalmente, como mentira mascarada de verdade. Todavia, o processo da experiência implica erros recorrentes e, algumas vezes, inevitáveis; Implica também em decepção, no caos que desmorona certezas que levaram anos para serem construídas, desnorteamento, dores entranháveis fruto da perca de algo a que se creditou fé, ou da desilusão do amor que alimentou tantos sonhos. A experiência certamente remete ao sofrimento, mas o que se sustem a após as crises possivelmente é a fundamental VERDADE.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2889544787869667535?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2889544787869667535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/05/fundamental-verdade-alma-e-como-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2889544787869667535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2889544787869667535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/05/fundamental-verdade-alma-e-como-uma.html' title='FUNDAMENTAL VERDADE'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MuYez-Z_bKY/TcAUOk_rptI/AAAAAAAAAL0/WKYb_dk-i6o/s72-c/LOGICA-IRREFUTAVEL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6413007130907074062</id><published>2011-03-31T17:09:00.005-03:00</published><updated>2011-03-31T18:02:54.279-03:00</updated><title type='text'>CONTO: ÁRVORE DOS OLHOS VERDES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qb1O9es_KwA/TZTf0QGL3hI/AAAAAAAAALs/WCScC_5POcI/s1600/verdes_psd.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qb1O9es_KwA/TZTf0QGL3hI/AAAAAAAAALs/WCScC_5POcI/s320/verdes_psd.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590339126240730642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A ÁRVORE DOS OLHOS VERDES&lt;span&gt;          &lt;/span&gt;(Segunda parte) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Deus, meu Paim, tu que é acima dus homi. Tu que cunhece a peleja do nordeste e sabe do meu querer bem. Tu que é o poçu prufundo que num seca, cunforme tuas águas que são vivas, mas se faz sedento para compadecer do seu sertanejo. Tu que é Deus do sol e derrama graça como a chuva de inverno. A velhice frágil demonstra o quanto tu é forte e a juventude altiva o quanto sou fraco, igual gaio podre, diante de ti.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Peço Paim, uma ultima glória que vai além do que sou. Dá a esse velho, bom Deus, a chance de uma nova vida, devolve, pela sua misericórdia e carim, meus anos perdidos!” Foi caído em terra seca com o sol sobre sua cabeça e a boca sedenta com o gosto da poeira, que o velho Jaime recitou sua oração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;De repente uma sombra... Ele abre os olhos e seu cavalo o estava a esperar. O vaqueiro monta em seu impetuoso cavalo e desperto da fuga do boi do tempo, dispara a cavalgar tão veloz quanto vento sul. Após três dias ininterruptos de cavalgada no rastro derradeiro do boi, o vaqueiro encontra-se por fim paralelo ao animal cujos cascos desterram o chão onde pisam, deixando uma nuvem de terra suspensa pelo seu caminho. Espinhos e galhos lhe são como capim que o vento corta. Estava cego, pela tempestade de areia que o boi causara em sua fuga, uma perseguição sem precedentes semelhantes entre mortais... &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Jaime aproxima seu cavalo ao som dos cascos compassados, e enfim suas velhas mãos alcançam o rabo do boi do tempo. Ele sentiu como se seu braço estivesse a ser arrancado, porém nem mesmo o escuro sangue a escorrer por entre os dedos, tirou-lhe a firmeza. O velho cavalo fez seu último desvio em força para esquerda antes de sua morte pelo cansaço, e o boi do tempo foi arrastado e posto em queda, desabou por muitos espaços até, após horas, parar, prostrado resfolegando sem reação. Caído inconsciente, Jaime dormiu por três dias ao lado do cadáver frio do seu cavalo. Quando acordou, seu primeiro respirar consciente soube que seus pulmões agora comportavam o ar como balões bem cheios, seus olhos acompanhavam o horizonte e seus passos testemunhavam uma jovialidade inesgotável. Viril e moço, como seus tempos de herói, ele voltou em pressa de quem furta do tempo, para o encontro com aquela do seu desejo de amor.&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na medida do longo tempo, recuam os espaços; e logo o vaqueiro retornou para o seu sertão. Compassou seus passos vagarosos, intentando atrasar as horas e chegar em sua caverna no exato momento em que a lua frouxa derrama toda sua luz sobre a noite, no esperado instante da visita do amor que não bate em portas, apenas entra e logo faz morada como hóspede. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Toda espera naquele momento encerrou-se. Jaime entra na caverna e a luz da lua continuava a infiltrar por entre a brecha enlarguecisda, iluminando o gélido corpo de vida ausente da bela jovem, cujos olhos verdes agora estavam cerrados em fechadura.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; O príncipe dos vaqueiros tremeu como uma criança que não sabe o caminho de casa. De joelhos diante da moça de pele confundível com a própria terra onde faleceu, ele chorou, pois agora havia acumulado muitas águas em sua alma. Ao seu lado estava o poço seco, cúmplice da assassina sede. Naquele mesmo local, enlutado, ele a enterrou como o camponês que enterra a semente na esperança da chuva. A brecha da caverna ganhou mais tamanho, para que a lua o consolasse com sua luz e o sol zombasse do seu degredo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dia e noite Jaime chorou sobre a terra onde enterrou sua amada de olhos verdes e pele cor de terra. E quando não havia verde algum por sobre a terra do nordeste, regado a lágrimas diárias, um pequeno broto rompe o solo e nasce. Um milagre! Naquele dia choveu no sertão embebedando a vida árida. A pequenina planta de olhos verdes, nascida sobre a morte, cresceu e tornou-se árvore, viveu os mesmos anos que o vaqueiro conquistou em sua vitória sobre o boi do tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Jaime ganhou uma nova vida, apenas para saborear o doce vício do amor que se apodera do amante e o amargor triste de perder a quem se ama; “o que adiantou anos mais, sem ela comigo para vivê-los?” Repetiu seu jargão por muitos dias... Todavia logo pode convir que destino pior, tem aquele que morreu sem nunca amar, sem nunca entregar-se ao risco ou a busca do tempo, tentando de alguma forma deter-lo para estender um segundo mais a felicidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Diante dos anos dados, Jaime deixou sua vida antiga, seu afã pela fama e glórias heróicas. Dessa vez viveu uma vida ordinária, simplória para apreço do bom Deus que se agrada dos seus pequeninos. Guardou a sela e passou a viver de pequenos artesanatos oriundos apenas da sua “árvore de olhos verdes”. A despeito da tamanha simplicidade, a história da sua segunda vida também percorreu o nordeste como o sopro do vento com tantas direções, pois casais incontáveis vinham a seu encontro para que forjasse de sua árvore alianças de madeira. Alguns fizeram desse artesanato, o símbolo de almas jovens que ousam contra o tempo. Símbolo de um amor de origens sertanejas humildes, plantado em terra seca, regado a lágrimas, mas, sobretudo forte, vivo e verde como olhos da bela jovem da pele cor de terra molhada.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;          &lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;                                                                                                                         &lt;/span&gt;Castro Lins&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration:none"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Certamente ao ler, em qualquer estação do tempo, saberá que escrevi para você esse conto de madeira, fruto do meu simplório artesanato. Espero mágica dele... Que ele seja símbolo de amor, tempo e força em sua vida, ainda que em dias de seca. Dedico-te com todo meu carinho nordestino... Castro Lins&lt;span&gt;     &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 800;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; font-weight: bold; "&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6413007130907074062?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6413007130907074062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/conto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6413007130907074062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6413007130907074062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/conto.html' title='CONTO: ÁRVORE DOS OLHOS VERDES'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Qb1O9es_KwA/TZTf0QGL3hI/AAAAAAAAALs/WCScC_5POcI/s72-c/verdes_psd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6307004534652489864</id><published>2011-03-31T17:00:00.001-03:00</published><updated>2011-03-31T17:02:30.862-03:00</updated><title type='text'>NÃO AMAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Hey, você me ama?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Um palpite vou arriscar:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Eu te amo contra minha vontade,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Se no amor houvesse liberdade,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Escolheria não amar.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Não há lógica nesse sacrifício,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Não há prazer sublime ou algo mágico.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Quem ama é mártir por puro oficio,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;E seu amado não passa de um sádico.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A todo amor uma cruz precede:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Pai, afasta de mim esse cálice!”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;É o pedido que todo filho pede.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Todavia há outra vontade além,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Diante dela dirá o que, filhinho?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Resta-lhe somente o pobre amém&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;E na boca o gosto acre desse vinho.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Eu amo por essa Maior Vontade,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Aquém dei escrava minha liberdade;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cheio sim de má vontade sem fim,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mas amo porque o amor quer e invade,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Domina o meu incondicional, abusa e&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Pede toda minha felicidade;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Não é sem razão que tanto reclamo...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Infelizmente não há outra verdade:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Eu te amo, te amo, amo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Castro Lins&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-Vrxd6r5Ivfw/TZTdmfi_5TI/AAAAAAAAALk/rKnjn9-eIp0/s200/instantnelson.jpg" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 153px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590336690846688562" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6307004534652489864?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6307004534652489864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/nao-amar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6307004534652489864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6307004534652489864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/nao-amar.html' title='NÃO AMAR'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Vrxd6r5Ivfw/TZTdmfi_5TI/AAAAAAAAALk/rKnjn9-eIp0/s72-c/instantnelson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-7844663359282582042</id><published>2011-03-25T18:29:00.009-03:00</published><updated>2011-03-25T19:01:33.991-03:00</updated><title type='text'>CONTO: ÁRVORE DOS OLHOS VERDES</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qlIAOvBJH-I/TY0KJ8IiokI/AAAAAAAAALM/FoHqHr6xvw0/s1600/terra_seca_e_arvore.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588133878513705538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-qlIAOvBJH-I/TY0KJ8IiokI/AAAAAAAAALM/FoHqHr6xvw0/s320/terra_seca_e_arvore.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;ÁRVORE DOS OLHOS VERDES&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(PRIMEIRA PARTE )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Houve tempos em que os heróis nasciam no nordeste brasileiro, vestiam couro impenetrável, cruzavam a caatinga hostil em seus cavalos impetuosos a arrebanhar. Quando despertos a fuga do boi ligeiro, os vaqueiros disparavam a cavalgar... E quando por fim paralelos ao seu alvo, um desses prendia sua mão firme como corrente no rabo do boi arisco e com um forte desviar esquerdo do seu cavalo, o pobre animal fugitivo vinha ao chão erguendo poeira para ocultar sua queda abruta. Toda aquela perseguição empolgava o dia a dia do sertanejo. E o árido solo nordestino era um coliseu romano onde o homem e a fera arisca furtiva duelavam, uma caça envolta a arte de perseguir e derrubar, uma tourada brasileira que foi parte do trabalho exaustivo do sertão em dias de outrora. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Seu Jaime foi o maior vaqueiro de profissão conhecido entre aqueles tempos, pisara em todos os solos denominados nordeste desse Brasil, derrubou tantos bois quanto os dias da sua vida. Cavalgava esbelto e levava em sua garupa os corações das moças dos vilarejos por onde passava, deixava-as carentes, amputadas de órgão tão vital sempre quando ele partia em busca de uma nova aventura, um novo desafio. Jaime conquistara o respeito do povo pobre pela sua humildade e coragem, ninguém contava histórias como ele! Também se beneficiou de forma tamanha das riquezas dos fazendeiros, que logo careciam de seus serviços como vaqueiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O tempo é um boi santo e bravo que nem o próprio Jaime, príncipe dos vaqueiros, poderia perseguir e deter, ele não é nunca arrebanhável e foge como uma presa que zomba de seus caçadores. Conta a lenda que aquele vaqueiro capaz de emparelhar-se em corrida com o boi santo do tempo e, ferozmente, freá-lo puxando por seu rabo para então lançá-lo em terra, esse tão capaz, seria galardoado com uma nova juventude viril. O tempo será retrocedido para coroar esse vaqueiro vencedor. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Durante os dias do mandacaru verdeado, do caju que trava na boca e da pitomba com caroço... Jaime tinha se empenhado sobre tudo nessa vida e sua fama de herói do nordeste ganhou até as terras mais distantes e agrestes, entretanto, o boi do tempo havia fugido de suas mãos de corrente e Jaime envelheceu. O vaqueiro refugiou-se enquanto sua velhice, em uma terrinha simples de trechos salobra no sertão baiano. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O sol que estava sobre a terra, decidiu fixar-se não cedendo espaço para nuvens escuras que lembram um belo dia para o sertanejo. Por um tempo de sobremodo incômodo a qualquer vida, não chovia no sertão. Os rios secaram. A fome tornou-se peste que levou muitos embora consigo. A semente foi a primeira a ser enterrada e lá permaneceu sem nunca ousar germinar. A seca fez da terra esposa estéril e dos homens maridos infrutíferos, certamente a mais algoz conhecida pelo seres que moram embaixo do sol. Poucos fortes da caatinga ainda sobreviviam. Entre estes estava Jaime, quando todos outros de sua idade jaziam mortos. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;A vida ainda resistia, cativa a seu velho corpo. O vaqueiro possuía em suas terras uma caverna, um lugar em segredo onde milagrosamente ainda havia água barrenta em um poço secreto. Era dessa fonte escondida que o próprio retirava o seu resto de vida, ainda bebia ele e seu velho cavalo de mocidade. Jaime vigiava atento dia e noite sua fonte, pois sabia bem que não podia dividi-la para mais alguém antes que a seca findasse. Todavia naquela noite ultima, dava a lua mais luz que o necessário e entre as sombras o atento vigilante percebe o aproximar de passos a adentrar lentamente em sua caverna. Ele segue o vulto, pronto para um degradante possível duelo pela água. A espreita, escondido entre os lajedos, Jaime observa a aparência do ladrão que de repente é revelada, quando este cruza uma brecha na caverna por onde a luz da lua penetra de forma irrevogável. E o vulto dá lugar a uma bela jovem de traços exóticos, com a pele cor de terra molhada e os olhos de um verde incomparável, afinal, por muitas datas que não houvera verde por sobre a terra. Como nunca antes Jaime estava encantado, sem medidas. Aquela moça era como a chuva mais esperada em anos de sequidão, sua pela confundida com a terra a que pisava e seus olhos de um verde como de um jardim suspenso. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Não havia luz da lua todas as noites. Mas a despeito, o vaqueiro espera a razão do seu encanto por entre as sobras observando-a beber. Á água passara a ser comum, como se fosse farta num rio, cuja importância viera a ser apenas de isca, ou luz que atrai a mariposa desejada. Jaime apaixonou-se perdidamente pelo verde dos olhos da moça da pele cor de terra. Num árido dia decidiu se preparar para então, naquela noite, revelar sua paixão para aquela que ele já a muitas noites conhecia por observar; deixaria ele seu oculto esconderijo nas trevas e contemplaria de perto os olhos de sua amada. Todavia, quando ao dar de beber ao seu cavalo, percebeu o seu reflexo ligeiro e colorado na água barrenta do seu poço. Lembrou da sua velhice em oposição ao seu passado heróico. Os traços maldosos da idade fizeram-no temer o repudio ao revelar-se a sua preferida. Jaime não pode chorar ainda, pois a seca alcançara a sua alma. Decidido a um ultimo gesto de fé antes da morte pelo desgosto tristonho, o vaqueiro selou seu velho cavalo, precaveu-se do máximo de água que poderia carregar e partiu veloz em busca do boi do tempo, decidido a derrubá-lo e ganhar em troca sua juventude de volta. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Em sua velhice, naqueles dias de seca e fome, o vaqueiro novamente cruzou todo o nordeste na busca corajosa do boi santo do tempo. Viu em sua viajem muitos miseráveis e retirantes fugidos da seca, relutavam contra a morte que os perseguia em encalço. Três meses passaram, e quando a morte sedenta veio das trevas buscar os últimos suspiros do lendário vaqueiro, ou quando o mesmo mal conseguia manter-se mais sobre seu cavalo. Sem espera, algo acontece e surpreende até mesmo a morte que interrompe sua vinda. Um vento altivo de ímpeto indescritível e força indelével perpassa entre a mata, levantas suas folhas secas, choca-se com o velho vaqueiro e o derruba sem esforço do seu cavalo. Era o boi santo tempo, fujão e zombador. Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(CONTINUA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-7844663359282582042?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/7844663359282582042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/conto-arvore-dos-olhos-verdes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7844663359282582042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7844663359282582042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/conto-arvore-dos-olhos-verdes.html' title='CONTO: ÁRVORE DOS OLHOS VERDES'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qlIAOvBJH-I/TY0KJ8IiokI/AAAAAAAAALM/FoHqHr6xvw0/s72-c/terra_seca_e_arvore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3672201377685389377</id><published>2011-03-04T14:51:00.007-03:00</published><updated>2011-03-04T15:05:49.742-03:00</updated><title type='text'>TEOLOGIA EM INSERÇÃO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teologia em inserção &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;                Desvios no curso inicial da vida, são efeitos diretos e, por vezes, conseqüentes do simples fato consistente de acreditar em vocação. Diferente de um prédio projetado invariável, a vida por sua vez se projeta enquanto se constrói, ou melhor, vivendo-a. A cada passo que se vive, o homem pode depara-se com descobertas sobre ele capazes de mudar planos sólidos ou até mesmo os sonhos mais almejados. Entre tais descobertas, a de maior persuasão é, sem dúvida, a vocação. Ela coloca cada indivíduo em seu lugar exato na sociedade, como uma peça indispensável para o funcionamento de uma máquina ou um órgão vital para o corpo.      &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;                Na busca ininterrupta desse meu lugar entre as pessoas, encontro na teologia meu encaixe como peça nesse quebra - cabeças social. Muito além da cômica curiosidade da criatura a procura de entender o Criador, a teologia se insere na minha vida como a área de conhecimento na qual claramente me identifico, melhor sei reproduzir, criar e recriar, enfim, aplicar de forma direta nas vidas que me cercam. Surpreende-me e cativa de sobremodo, a forma singular que a pessoa de Jesus penetra, influi sobre alguém e transforma sua substancia impura, como mágica ou química, em algo de natureza nova, ou mesmo sincera; consciente pecador ascendendo pelo caminho que leva a perfeição varonil. Um novo nascimento sem a necessidade de retorno ao ventre materno, uma observação transcendente que como nenhuma outra é digna de notoriedade.  Talvez nenhuma outra profissão ou ideologia, seja capaz de atingir de modo tão significativo e poderoso a vida das pessoas, ao ponto da fé tornar-se centro único que move (pelos mais diversos caminhos), direciona, unifica vidas. Apesar dos tantos equívocos eclesiais, a religião nunca se ausentou da história; ela é parte das sociedades e da alma humana e, a meu ver, em virtude, digna também de análise e estudo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; A teologia empreita a frente uma caça por respostas, cujas perguntas promovem a marcha da vida em busca de sentido e felicidade, por essa razão ela sempre se coloca imersa a todas as questões indissociáveis ao homem. Sem dúvidas, entender Deus vem a ser uma presunção sem medidas, todavia a marcha por resposta certamente caminha indesviável ao Seu encontro.  Por sua importância e presença inquestionável no cotidiano humano, ser teólogo insere-se nos meus planos como objeto digno de vivenciar e fazer uso para benefício das pessoas e crescimento próprio. Crescimento em termos de fé, serviço e descobertas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;                Jesus já é alguém intrigante e atraente o bastante para justificar a dedicação de boa parte de minha vida na tentativa de interpretar sua real mensagem, para assim envolver-se por ela e enfim difundi-la na espera de mudanças reais que começam na vida, mas cujos efeitos, acredito, vão muito além do tempo, ou mesmo da morte. Sem tantos mais rodeios, confesso que inserção da teologia na minha vida alimenta minha fome de conhecimento sobre Deus, todavia não fixa cegamente meus olhos para o céu, pelo contrário, aproxima-me involuntariamente das pessoas, pois é nelas que os termos abstratos da fé se concretizam e, afinal, são elas o objeto do amor divino. De modo que teologia não se prende apenas a sua relação com o estudo de Deus, mas estende-se, sem medidas, em direção as pessoas. Por essa razão talvez, relaciona-se sempre a teologia ao ministério pastoral, pois afinal, pastorear em termos simples resume-se em cuidar das pessoas. Entendendo assim, o pastoreio é parte integrante dos meus projetos de vida e certamente a teologia contribuirá para essa realização.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;                Em termos mais diretos: cuidar das pessoas, auxiliar como servo nos ministérios da minha igreja – principalmente no que diz respeito ao ensino - e galgar uma evolução acadêmica progressiva, são objetivos pretendidos por mim e essa graduação vai ser um sólido e necessário fundamento para concretizá-los. Além de qualquer argumento, acredito também em vocação e estou disposto passar as páginas de uma vida objetivada pelas minhas necessidades, e atentar a essa voz que promete apenas um lugar de servo na sociedade, uma fé a ser guardada e uma carreira que ainda preciso completar.        &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;         Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3672201377685389377?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3672201377685389377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/teologia-em-insercao_6168.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3672201377685389377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3672201377685389377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/03/teologia-em-insercao_6168.html' title='TEOLOGIA EM INSERÇÃO'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5377475891913647326</id><published>2011-01-31T15:26:00.004-02:00</published><updated>2011-01-31T15:52:17.197-02:00</updated><title type='text'>O DIA DA ILUSÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TUb2x5DvsRI/AAAAAAAAALA/yAdavlC222Q/s1600/63941_Papel-de-Parede-Luzes-de-Natal--63941_1024x768.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TUb2x5DvsRI/AAAAAAAAALA/yAdavlC222Q/s200/63941_Papel-de-Parede-Luzes-de-Natal--63941_1024x768.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568409326280749330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0pt;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Particularmente aprecio, sem medidas, a data do  natal. As luzes são encantadoras e seus enfeites travestem a vida com um brilho  magnífico que esteve ausente durante um ano quase inteiro. As refeições são  fartas e as mesas se compõem de familiares que normalmente estiveram ausentes  durante muito tempo. As igrejas ensaiam corais, entoam lindos louvores sobre o  dia em que Deus fez-se menino para habitar entre os homens a fim de salvá-los,  trazendo raros nuances do nascimento de Jesus que estiveram ausentes da memória  por praticamente um ano, perdidos entre os meses que antecedem  dezembro.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sinceramente, a magia natalina não  importuna meus sonhos. O que em verdade preocupa é o que esteve ausente durante  o restante do ano. O natal é encantador, e não poderia proceder de outro modo,  pois romanceia a vida nos moldes que ela deveria decorrer durante o ano todo...  Todavia, é imperdoável limitar a ceia – alimento responsável por amarrar os  laços de uma família - a apenas uma noite em especial; ou escolher somente um  entre os outros tantos dias da vida para ser grato a Deus. Restringir o  nascimento do esperado Cristo a um dia na história, seja ele qual for, faz de  Jesus mais uma entre inúmeras lendas de seres extraordinários. Apenas mais  alguém improvável, personificado nos livros de história e nos contos  imagináveis, ou um Bicho Papão que a igreja inventou para amedrontar os homens e  encabrestar suas ações. A inabilidade para c rer e festejar a encarnação de Deus  no transpassar de cada dia, faz do natal a data que os homens escolheram para  viver sua maior mentira... Feriado cuja razão não vai muito além das massivas  compras de pessoas entregues a apelos consumistas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os homens aprenderam a selecionar datas para boas  obras e virtudes, na tentativa de calar uma consciência que requer em exigência,  tais atitudes diariamente; não se constrói um castelo em feriados, pelo  contrário, o que é de importância suma, exige a maior parte do nosso tempo.  &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De forma semelhante aos judeus, contemporâneos a  Jesus, que deixaram o real significado do sábado perde-se nos moldes sólidos da  tradição, os cristãos também estabeleceram o seu dia da ilusão, a saber: o  domingo. Para alguns, esse é o dia, entre outros seis, escolhido para falar,  vestir, cantar e enfim viver como cristãos. O dia da ilusão. Pois o castelo  verdadeiro ao qual cada homem constrói, reside no lugar ou nas ações pretendidas  com a maior parte do seu tempo, de modo que, em maioria de casos, as horas dadas  ao trabalho ou a escola e família são de sobremodo maiores comparadas a aquelas  dedicadas a visita dominical numa igreja. Portanto são essas as horas, e esses  os exatos locais onde o real cristianismo merece ser manifesto com inteireza.  &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O domingo ganha termos hipócritas  quando se diferencia do restante da semana: Quando Deus é exaltado com palavras  no primeiro dia da semana, numa construção eclesial e esquecido no segundo dia  num estabelecimento comercial desonesto, por exemplo. No terceiro dia por vir,  Deus é ignorado no lar de pais e filhos intransigentes e carentes do menor sinal  de afeto, cabível a família e ainda mais aos cristãos. No quarto dia, já tão  distante do domingo, a alma encontra-se vazia e faminta por qualquer forma de  relacionamento seja ele real ou não, abusivo ou faça uso egoísta de alguém. No  quinto dia, Deus é retirado do campus universitário e preso nas gaiolas da  igreja, local seguro onde Ele não pode chocar-se com ideologias ou talvez  interromper os interesses tão comuns de ascensão social e distinção econômica  que a universidade tanto propicia. Deus é tão sagrado, que ao sexto dia é  excluído do ambiente de trabalho e assim Ele não pode ouvir todas as palavras  maldosas e traiçoeiras que se profere contra colegas, ou um chefe. Ao sétimo dia  Deus descansou, mas o homem continua a correr pelas cidades sem saber ao certo  onde deseja chegar, a passos largos despercebido para as vestes maltrapilhas dos  mais pobres que contrastam as roupas cristãs formais de domingo, o primeiro dia.  &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dividir a vida em compartimentos à mercê de períodos ou ambientes, é uma forma perigosa que impede que o homem  exerça o papel de um único personagem ao longo dos seus dias, sobre o palco  particular da existência que possui apenas Deus como expectador. O Natal é uma  mentira! Pois não é enorme o bastante para substituir todas as ausências do ano;  de modo que sua veracidade depende, exclusivamente, do natal celebrado em  verdade e amor todos os dias que possam anteceder dezembro. De caráter  indistinto, os cultos dominicais são ilusões que ganham tons reais e veracidade  apenas quando celebrados todos os dias conscientes de uma vida, fazendo do  trabalho, lar, clube, trânsito, escola, cinema, fazenda... locais sagrados de  culto continuo. No entanto, o papai Noel aparece uma vez no ano, na  noite de natal. Semelhante ao deus feito de ausências, cujas aparições se  limitam a um dia da semana. Entristece convir que muitos ainda acreditam no  Papai Noel dos domingos à noite.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="ecxMsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Castro Lins  &lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5377475891913647326?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5377475891913647326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/01/ah-uns-toques-gramaticais-por-vir-merce.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5377475891913647326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5377475891913647326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/01/ah-uns-toques-gramaticais-por-vir-merce.html' title='O DIA DA ILUSÃO'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TUb2x5DvsRI/AAAAAAAAALA/yAdavlC222Q/s72-c/63941_Papel-de-Parede-Luzes-de-Natal--63941_1024x768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-143794841349659089</id><published>2011-01-19T20:28:00.003-02:00</published><updated>2011-01-19T20:57:29.670-02:00</updated><title type='text'>A ESTRANHA AMIZADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TTdnbdcELVI/AAAAAAAAAKo/cTY3-3wH08g/s1600/intimidade.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564029586096008530" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TTdnbdcELVI/AAAAAAAAAKo/cTY3-3wH08g/s320/intimidade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Interessa atentar aos amigos e o modo como nos relacionamos com eles. Estranhamente, cada vez menor a proximidade, mais os tratamos com cordialidade e respeito. Temos- os semelhantes a visitas, oferecendo sempre o melhor - como um sinal de hospitalidade - tendo sempre em mente que as visitas nunca permanecem por longos períodos em nossas casas, assim, esse sacrifício cordial é encarado como breve, finito e louvável. Todavia quando se trata de amigos de verdade as ordens se invertem: ao invés de uma breve visita e posterior afastamento, o amigo a cada dia se aproxima mais tornando a cordialidade e o respeito um sacrifício duradouro demais que logo é posto de lado. Não é difícil identificar sinais de bons e velhos amigos, basta perceber os apelidos carinhosos ou gozadores; basta observar a implicância de um com o outro, ou a forma cara de pau que um se intromete na vida do outro sem medir palavras nem vender conselhos. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As formalidades se corrompem, pois nunca de boa consciência alguém, despercebido, deixaria escapar uma furtiva lágrima na frente de uma ilustre visita, porém, no que diz respeito aos amigos, lavamos o chão com todo nosso pranto se assim exige um desabafo. Mais cômico ainda é o modo ao qual reivindicamos dos nossos amigos alguns direitos: atenção, carinho, conselhos, dinheiro emprestado, telefonemas em horas importunas, depoimentos virtuais, memória impecável e entre outros. Fardos por vezes pesados e que nunca ousamos impor a um estranho. Favores a níveis mais difíceis remetem sempre ao amigo de nível mais verdadeiro, de modo que os sacrifícios do cotidiano estão sempre a cargo dos melhores amigos. Nem mesmo a memória dos amigos escapa de tantas exigências quando a questão refere-se a datas. As brigas também são um fator curioso, pois não é difícil crer que na mesma medida eminente da amizade, ocorre uma freqüência maior de brigas e uma disposição ainda maior para reconciliações. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Penso nesse instante, que todas essas estranhas relações entre amigos assemelham-se ao tratamento mais comum entre os irmãos: para esses, as implicâncias e discussões são tão normais quanto a ternura, altruísmo e proteção de caráter fraternal; de forma que os sinais de um desapontamento e total afastamento entre amigos ou irmãos não são exatamente as brigas, exigências, invasão de privacidade ou a falta da cordialidade ... mas sim, sem dúvidas, o sinal mais verificável corresponde a indiferença nos diversos aspectos da vida do outro. A inevitável petrificação do coração ocorre, não completamente, quando se deseja o mal a alguém – esse estágio de maldade nem sempre é alcançado – na verdade a forma mais comum de separação se faz quando não nos importamos nem mesmo com o bem e muito menos com o mal que afeta aquele que outrora foi próximo a nós. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Essa semelhança aparente entre o relacionamento de amigos e irmãos, não tem outra razão lógica a não ser o fato que a amizade é um caminho de aproximação que alcança a estatura da irmandade, implica também no que diz respeito aos desagrados, como já ditos: implicâncias, exigências... Todavia o fator mais glorioso é o aspecto da proteção e apreço cabíveis aos irmãos, porém conquistados com bravura pelos amigos. É uma elevação do amor... como mágica que transforma dois sangues distintos num único somente. A amizade é desafiar o destino e reescrevê-lo inserindo na história dois irmãos que outrora foram estranhos, nascidos de mães diferentes. As relações do amor são confusas de métodos indelicados, que por vezes fogem do nosso entendimento, e aos olhos dos homens são engraçados e sem sentido. Por outro lado, os incovenientes da intimidade são um preço mínimo comparado ao prazer de um amigo verdadeiro... Fazer dos simples visitantes da vida, irmãos para eternidade... é como fazer de um mundo separatista e indiferente uma enorme família num banquete de natal. Bem aventurado quem faz de um amigo um irmão chegado. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Castro Lins &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-143794841349659089?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/143794841349659089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/01/estranha-amizade.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/143794841349659089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/143794841349659089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/01/estranha-amizade.html' title='A ESTRANHA AMIZADE'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TTdnbdcELVI/AAAAAAAAAKo/cTY3-3wH08g/s72-c/intimidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4745232679741290933</id><published>2011-01-13T22:12:00.003-02:00</published><updated>2011-01-13T22:40:22.016-02:00</updated><title type='text'>DESTINADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TS-X9XVclfI/AAAAAAAAAKg/9P3dH1fkC8M/s1600/caminho-de-pincel.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561831145317635570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TS-X9XVclfI/AAAAAAAAAKg/9P3dH1fkC8M/s200/caminho-de-pincel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Confissões dispostas no destino...&lt;br /&gt;Falsas palavras nas quais repito,&lt;br /&gt;São ordens de bom parecer divino,&lt;br /&gt;Teatro de roteiro outrora escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias póstumos postos no passado,&lt;br /&gt;Igual aos mortos são os vivos visto&lt;br /&gt;Que ainda nada pode ser mudado-&lt;br /&gt;A eternidade com fim previsto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi num dia chuvoso de repente,&lt;br /&gt;Ousei contra o destino  fi-lo ausente&lt;br /&gt;Minutos... e Deus deu-me alguns somente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bravio roubei do destino sua pluma,&lt;br /&gt;Navio de mar nordestino de espumas,&lt;br /&gt;Doçura que dura minutos de bruma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu de cheiro macio para os dedos,&lt;br /&gt;Água pura que nas mãos corre turva,&lt;br /&gt;Mel dos olhos e chora a cheia chuva&lt;br /&gt;Para mares lava alma e leva os medos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avermelhados lábios são telhados&lt;br /&gt;Talhados aos anseios mais pedidos&lt;br /&gt;Das preces poemas dados aos ouvidos&lt;br /&gt;Do Deus o escultor de tudo criado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado do destino ditador...&lt;br /&gt;Por minutos fui livre e libertado,&lt;br /&gt;Liberto a milhas perto do amor&lt;br /&gt;Que fugia embora entre os estados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos minutos de sonho passados,&lt;br /&gt;Acordo do lado e vejo o abandono...&lt;br /&gt;Sono do amor nunca a mim destinado,&lt;br /&gt;Engano do tempo meu sol no outono;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destinado a nunca esquecer a emenda,&lt;br /&gt;Desvio no destino encurvo de rendas:&lt;br /&gt;Noite de chuva, estrelas e lendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do tempo predestinado a estar&lt;br /&gt;Preso afável ao meu amor imutável&lt;br /&gt;E assim destinado ao destino mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4745232679741290933?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4745232679741290933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/01/destinado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4745232679741290933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4745232679741290933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2011/01/destinado.html' title='DESTINADO'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TS-X9XVclfI/AAAAAAAAAKg/9P3dH1fkC8M/s72-c/caminho-de-pincel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3725090787882211113</id><published>2010-11-30T10:11:00.002-02:00</published><updated>2010-11-30T11:27:53.604-02:00</updated><title type='text'>TEMPOS ETERNOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TPT7t7LRcpI/AAAAAAAAAKU/ZuirOf1lJKo/s1600/181_2825-StarryNight2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545333807597580946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TPT7t7LRcpI/AAAAAAAAAKU/ZuirOf1lJKo/s200/181_2825-StarryNight2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O solitário é sozinho enfadonho...&lt;br /&gt;O amor cujas palavras a ser lenda,&lt;br /&gt;Hoje simples estória a mais um sonho&lt;br /&gt;Bastante erro para que se arrependa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amor gerado a gerações de outrora,&lt;br /&gt;Agora em bares outras mais estórias&lt;br /&gt;- No tempo a eternidade em uma hora -&lt;br /&gt;Já não passas da glória mais inglória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto - duvido tua veracidade...&lt;br /&gt;Encanto nunca posto a prova antes,&lt;br /&gt;Pois não eras verdadeiro, era a verdade!&lt;br /&gt;Minha eternidade de breve instante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterro o amor nas terras do tempo&lt;br /&gt;- Isso e nada mais és sobre o chronos -&lt;br /&gt;És eterno entre romances que invento...&lt;br /&gt;A história que levas... é o que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Castro Lins &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3725090787882211113?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3725090787882211113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/11/tempos-eternos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3725090787882211113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3725090787882211113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/11/tempos-eternos.html' title='TEMPOS ETERNOS'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TPT7t7LRcpI/AAAAAAAAAKU/ZuirOf1lJKo/s72-c/181_2825-StarryNight2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4201886033428506320</id><published>2010-11-12T20:22:00.005-02:00</published><updated>2010-11-12T20:49:56.711-02:00</updated><title type='text'>EM MEMÓRIA DE MIM</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TN3DK1fMR0I/AAAAAAAAAKM/_vPRqjE1Jtk/s1600/raposaflambo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538797707659593538" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TN3DK1fMR0I/AAAAAAAAAKM/_vPRqjE1Jtk/s200/raposaflambo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TN3B0D5emLI/AAAAAAAAAJ8/TQyXmYanJ0Y/s1600/raposaflambo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;“Olá Castro. Estou com saudade de ti. Lembro que um dia disseste que achas flamboyants floridos muito belos, semana passada vi um. O pior é que pouco a pouco mais e mais dessas árvores vão florir e com isso minha saudade vai aumentar.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A saudade é estado de ausência que é fome em quem a porta. Emprestei a uma amiga, minha pura admiração pelos flamboyants.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sem exitar vejo que ela fez dessa árvore um altar, um símbolo que incita a memória humana e traz o passado de volta ao presente: enfim, tem-se uma definição próxima para saudade. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O concreto, outrora inanimado, ganha vida através da metáfora. E a árvore florida perde sua simploriedade comum a todas as pessoas ressaltando, a partir desse instante, um significado novo e único para dois indivíduos em especial. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O flamboyant é o altar que levantamos para relembrar nossa amizade. Todavia o símbolo só faz sentido diante da ausência do que se espera.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;É como contemplar a fotografia de alguém que partiu. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;De mesmo modo funciona a esperança que existe na perspectiva da vinda, que por vezes é celebrada e vivida antecedendo a chegada. A saudade por sua vez, em termos idênticos, também carece da existência do ausente, remete ao desligamento, ou melhor, ao romper das relações de união. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;De modo que cada altar que os homens construíram aos seus deuses, no transpassar da história, é a evidencia mais clara de uma saudade latente entranhada neles... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Saudades do desconhecido, do místico que, antes do misterioso romper, era parte vital desses homens. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;E Jesus tomou o pão e dando graças o partiu dizendo:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;“Esse é o meu corpo que é entregue em favor de vós. Façam isso em memória de mim”. De igual modo pegou o cálice e disse: “Esse é o cálice da nova aliança feita por Deus com seu povo, selado com meu sangue. Cada vez que vós beberes do cálice, façam isso em memória de mim.”&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fazei isso em memória de mim, disse ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Após tais palavras, para aqueles homens, o vinho já não tinha o mesmo sabor, eles passaram a degustá-lo com a alma, e a cada gole a memória instintiva era remetida diretamente a Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Antes do flamboyant, o pão e vinho prestavam a mim menos significado. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O flamboyant é meu símbolo de amizade e o vinho é a expressão metafísica de uma aliança entre Deus e seu povo. No breve instante do partir do pão e do beber do cálice os Cristãos erguem, onde quer que estejam, um altar que reaviva a memória e seja qual for a relevância do sacrifício de Jesus no passado, agora, é parte da vida dos cristãos hoje, no presente.&lt;br /&gt;A memória humana se alimenta dos símbolos... É o cheiro da chuva que inevitavelmente percorre as narinas e manda um recado para a memória, e por fim lembramo-nos de alguém ou de algum instante. Bastam apenas meros gestos particulares e um magro colo para que alguém reveja sua mãe, estando ela presente ou não. Ou perante a cor da farda militar, que ainda não desbotou na mente dos torturados da ditadura de 64, uma memória mórbida que conduziu muitos ao suicídio.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A memória tem fome de símbolos, e Jesus parecia estar certo disso quando instaura sua ceia santa. O pão é o corpo de cristo, e a única mágica ali presente diz respeito às metáforas e ao mundo dos significados. O vinho é seu sangue e ao mesmo tempo uma assinatura que sela um compromisso, recorda uma aliança! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Reagindo de forma indiferível, sem exceções alguma a diferir, o flamboyant lembra minha amizade de outrora, ou talvez, a aliança cuja matéria que a compõe são promessas cabíveis no universo da linguagem, porém, ainda assim, tais palavras ganham formas concretas de metal conforme um perfeito encaixe nos dedos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A ceia, assim como o flamboyant ou o cheiro da chuva, para esse que vós escreve, são meus altares. Símbolos sagrados que o homem constrói para aproximar-se do ausente, e ao mesmo tempo celebrar em anseios a sua volta. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Altares nos lembram de quem amamos, imortalizam seus feitos e existem sempre em memória de alguém. Assim o povo Judeu, em suas longas caminhadas, levantava altares para preservar sua gratidão a Deus, essa freqüentemente passível ao ingrato esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cada símbolo é parte intima do que somos e o que não podemos nunca esquecer, portanto, sou um construtor de altares para que a memória não se esvazie dos significados mais ternos como a gratidão, amizade, pessoas amadas, Deus... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O flamboyant é sagrado em memória de uma amizade. O vinho e o pão em memória de Jesus e assim por diante... De forma a aproximar-se do ausente objeto de amor. Sempre em memória de alguém.&lt;br /&gt;Castro Lins &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;“Até o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, para abrigar seus filhotes; eu, os teus altares, Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu!” Salmo 84&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4201886033428506320?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4201886033428506320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/11/em-memoria-de-mim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4201886033428506320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4201886033428506320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/11/em-memoria-de-mim.html' title='EM MEMÓRIA DE MIM'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TN3DK1fMR0I/AAAAAAAAAKM/_vPRqjE1Jtk/s72-c/raposaflambo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4675027183177750123</id><published>2010-11-04T15:53:00.008-02:00</published><updated>2010-11-04T16:17:47.626-02:00</updated><title type='text'>CONSELHO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CONSELHO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“O que diremos, pois, à vista dessas coisas?” As vezes fogem as palavras. Sou um bom escritor impessoal, todavia, quanto mais próximo do meu leitor, mais desmontado fico. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;É muito fácil ser distante, descompromissado para com o outro. Tendo em mente esse diagnóstico C. S. Lewis afirma ser o amor, esse em suas diversas facetas, um caminho direto, e por vezes sem volta, para o sofrimento!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quando criança, eu ingênuo suficiente, a parte de qualquer preservação própria, dava-me empenhado a amar meus amigos e pais irrestritamente sem saber que estava fadado a dar de cara com o sofrimento... Diante dessa surpresa inconveniente, passei a odiar o amor pela sua forte ligação ao desespero e dor...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Fui castrado dolorosamente desse sentimento vil decidido a não mais sofrer. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De repente, no beliche do meu quarto de internato, sozinho, senti que alguém corajosamente abrira as partas do amor. Tentei adverti-lo do sofrimento por vir, mas ele não me deu ouvido e ousou amar-me consciente de toda a dor que isso lhe causaria. Ele me amou primeiro, e amou até o fim... até a cruz. Nada em troca me pediu, nada de ide ao mundo, nem a igreja. Somente Vinde... Vinde a mim... Vinde de novo... Vinde... e eu o atendi! &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sempre, inclusive hoje, temo o amor e estou certo que ele não faz sentido, pois enfim, como diria Camões: “ele é contrário a si...” e no seu decorrer depara-se com a dor conseqüente, mas já não importa: “é dor que dói e não se sente.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Instantes dizem que algumas pessoas conseguiram desvendar o segredo do amor, vou contar-lhe não porque resolvi o enigma, narro apenas o que ouvi dizer: O amor e a dor são entrelaçados, todavia para raros, o amor cresce tanto... que a dor assim, mais parece um detalhe que afeta e machuca no entanto não detém, pode ferir mas não mata, aviva. Nessa fase o amor é posto na balança junto ao sofrimento e o desnível da balança nos diz que a dor é um preço mais que justo para o amor... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;É sobre a cruz que lhe falo em metáforas! A cruz abominável pelos homens foi apenas um preço justo e pequeno diante da Salvação e do plano inequívoco de Deus. A cruz é parte da história como conseqüência inerente a um amor sem igual, todavia ela não é o fim... é somente parte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Enfim... conselhos chateiam quando muito longos. ... Quero apenas que lembres que não importa os esforços seus para amar alguém, tudo que é verdadeiro nasce em atentar aos repetitivos: Vinde... Vinde... Vinde... Esse é o segredo mais público que conheço. Vai! Esse é meu conselho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Castro Lins &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4675027183177750123?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4675027183177750123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/11/conselho.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4675027183177750123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4675027183177750123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/11/conselho.html' title='CONSELHO'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4042199964755712134</id><published>2010-08-28T11:55:00.002-03:00</published><updated>2010-08-30T10:21:01.912-03:00</updated><title type='text'>SE EU MORRESSE AMANHÃ</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THuv524O8SI/AAAAAAAAAJ0/T_r-mR9NO2s/s1600/solidao20das20arvores20secas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511191977536712994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THuv524O8SI/AAAAAAAAAJ0/T_r-mR9NO2s/s320/solidao20das20arvores20secas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THkl7HWRzgI/AAAAAAAAAJk/539RrbP_pMk/s1600/185048.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Se eu morresse amanhã,&lt;br /&gt;O esquecer seria pleno,&lt;br /&gt;Quem nesta triste manhã&lt;br /&gt;Fecharia meus olhos ao menos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruma de saudade sem valor,&lt;br /&gt;Quem essa frágil criança mata?&lt;br /&gt;Diga em que peito bateria amor,&lt;br /&gt;Herdaria quem minha rasa falta?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Salvo as saudades de minha mãe,&lt;br /&gt;A que coroas mais eu estaria preso?&lt;br /&gt;Meu céu incolor, amigos, irmã e&lt;br /&gt;O amor que trata-me em vil desprezo? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mísera pena que não te iluda,&lt;br /&gt;Quisera eu morresse amanhã,&lt;br /&gt;Seria a dor cruenta enfim muda&lt;br /&gt;Por sopro gélido em febre terçã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, se mesmo morresse amanhã...&lt;br /&gt;Podes tu adornar primaveras,&lt;br /&gt;Podes tu flori minhas quimeras,&lt;br /&gt;Tu, compor a vida menos vã? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o passado o que não era&lt;br /&gt;E que não foi, o que se espera&lt;br /&gt;Dar-me-ia uma esperança sã?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Amanhã se morresse eu&lt;br /&gt;Aprenderia a tecer alvas manhãs,&lt;br /&gt;Vestidos de aurora em pontos de lã...&lt;br /&gt;Repouso terno no colo de Deus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levaria aos céus algum adeus?&lt;br /&gt;Não sei! Pois se amanhã eu morresse,&lt;br /&gt;Seriam tristes mais os dias dos meus?&lt;br /&gt;Nem lágrimas ou ais levaria desses! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuro que seria não pode ser,&lt;br /&gt;Seria se eu não morresse amanhã e&lt;br /&gt;Se não - oh Deus- seria capaz de morrer! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4042199964755712134?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4042199964755712134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/08/se-eu-morresse-amanha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4042199964755712134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4042199964755712134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/08/se-eu-morresse-amanha.html' title='SE EU MORRESSE AMANHÃ'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THuv524O8SI/AAAAAAAAAJ0/T_r-mR9NO2s/s72-c/solidao20das20arvores20secas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-1004757321471022695</id><published>2010-08-24T07:20:00.005-03:00</published><updated>2010-08-24T09:55:19.707-03:00</updated><title type='text'>O Quinto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THOjYabkxCI/AAAAAAAAAJc/WE7AyU-1z0k/s1600/www%5B1%5D.laba.ws_Stunning_Black_+0012.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THOjYabkxCI/AAAAAAAAAJc/WE7AyU-1z0k/s320/www%5B1%5D.laba.ws_Stunning_Black_+0012.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508926409011414050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                                                                         &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Quinto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não desconsiderando as justas exceções, causa curiosidade saber que as lágrimas quando derramadas, provêem, quase alcançando uma constante, de dores da alma. Sua origem, salvo casos raros, sempre emerge internamente sem manifestação visível, a priori, no corpo do indivíduo; ou melhor: não são os ferimentos ou doenças dolorosas as principais razões do choro humano... Não ocorre o mesmo com as crianças cujos berros são inegáveis diante dos machucados, comuns, após as freqüentes travessuras. O ser adulto aprendeu engolir o choro da dor referente ao corpo, mas sua alma ainda é como uma criança chorona sem causa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É assim... poucas foram a vezes que chorei por que realmente sentia dor em meu corpo, todavia, muitos foram os momentos que o meu corpo chorou vendo a dor da minh’alma. Devo confessar que quase sempre ao chorar, pude identificar um personagem, outrora oculto, fazendo parte determinante do conflito inicial. Qual nome dou a esse ser abstrato de efeitos fatuais? Não sei ainda, porém me ajuda saber que a nossa palavra amor possui quatro significados distintos para qualquer cidadão grego; apenas para termos de informação: cada amor refere-se diretamente a suas traduções respectivas. Para nós, basta saber que um remete ao sentimento de amizade, outro ao de afeto, outro mais a fins eróticos, em estremo resumo consideremos o sexo, e por fim, o quarto em minha cronologia refere-se ao amor do próprio Deus, sublime e absoluto. Minha pretensão última é criar um quinto amor, que diz respeito aos outros quatro, porém ainda distinto em alguns aspectos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Quinto é o amor fadado ao esquecimento, exilado nas periferias dos nossos sentidos, pois afinal, sua existência carece proporcionalmente do insucesso, da não correspondência, dos outros quatro amores. Esse é o ser responsável pelas lágrimas, tão comuns, de nossas almas. Fazendo uso de uma simplória analogia grego - cristã: considera-se o Hades (lugar de sofrimento) como uma resultante de um falível plano cujo fim é o Paraíso, isto é, o Inferno não existe, ao menos a princípio, esse nome ganha significado apenas em detrimento da possibilidade do Paraíso que se perdeu. O que realmente existe é um Paraíso com defeito, incompleto, um plano sem sucesso.    Assim, se um plano de amor frustra-se, o efeito imediato é o surgimento de outro amor de natureza contrária a aquele que lhe deu origem. Se o homem considera esse amor primeiro perfeito, ou próspero no sentido de um desejado objetivo para ser alcançado, o amor segundo, resultado de um plano sem êxito, conota a imperfeição, ou a prosperidade duvidosa, ou ainda, se o inicial satisfaz e remete a beleza e felicidade, esse posterior sempre vai causar uma reposta de insatisfação, feiúra e seu hospedeiro vem a ser mais um indivíduo infeliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo sendo esse, um sentimento periférico, ele é mais comum do que parece e sua relevância justifica-se no fato que todos os quatro amores correm riscos de desvios do seu destino final, e os amores extraviados são dolorosamente renegados pela imperfeição. Veja, Almeida Garret descreve em versos “O Inferno de Amar”:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Este inferno de amar- como eu amo!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Quem mo pôs aqui na alma... quem o foi?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Essa chama que alenta e consome,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Que é a vida - e a vida destrói -&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Como é que se veio atear,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;Quando – ai quando se há de ela apagar?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A invisibilidade do Quinto causa curiosidade, afinal sua presença em poemas, músicas, prosas, é de uma freqüência notória. Ouso crer que uma parcela enorme de nossa arte representa formas de expressão dos quatro amores, desde a Capela Sistina drenando entre cantigas populares, poemas líricos e até ainda músicas modernas... Seja em louvor a Deus ou em devoção a Marília de Dirceu, sejam as paixões que compõem marchinhas de carnaval ou um retrato de família, o tema é único: O amor em suas ramificações peculiares. Todavia outra parcela, também considerável, remete apenas ao amor mal correspondido, imperfeito, aquele que gosto de chamar de Quinto. Impressiona a enormidade de músicas modernas, belas ou inaudíveis, que contam de um amor entre o homem e uma mulher que, a parte qualquer sentimentalismo ou exagero, simplesmente não deu certo. Inspiração suficiente para compor a respeito desse, outrora desconhecido, sentimento que é parte da vida e agora razão da morte dos amantes. Lembro dos saciáveis versos de Konstantinos Kaváfis que narram a poesia da mãe a esperar, em vigília, o filho marinheiro; emociona sua prece vã, inconsciente do fato que ele não haveria de voltar. O amor de uma mãe maculou-se diante da morte do filho, e naquele momento ele falha em seu objetivo primeiro, deixa de está entre os quatro amores iniciais e ganha as novas formas de um quinto amor derradeiro e manchado pela falha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejando-se resumir todas essas quatros formas do amor, podemos defini-las apenas como uma tentativa de relacionamento entre o homem e seus semelhantes e, entre o homem e Deus... sendo o primeiro também criado a semelhança de Deus. Assim, assumindo a religião como uma tentativa de religar e instaurar um relacionamento rompido entre o homem e Deus, ela toma pra si as mesmas proporções e finalidades do amor, sendo esta também uma forma outra de amar. O amor tem por objetivo último o relacionamento, a união entre os seres da terra, ou em termos teológicos, entre os seres da terra e os seres celestes. O Quinto todavia, é filho do rompimento desses laços, seja pela morte do filho, ou pelo desdenho do amado, ou ainda, seja pela religião que talvez, traindo a razão da sua existência, deixou um abismo enorme entre Deus e os homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A presença do Quinto talvez fuja da percepção, no entanto ela é inegável e bem crível quando considera-se uma sociedade cujo fundamento, inerente ao ser humano, é o relacionamento, ou melhor: o amor, esse que nem sempre desenvolve –se no rumo que deveria e  poucas vezes alcança a maioridade, e ainda criança não o deixamos crescer. O que o mundo vive é a meninice do amor. A maneira entranhada que o relacionamento faz-se corporal e parte vital do ser humano, consiste no fato que a dor, em suas piores facetas, está ligada de forma existencial ao rompimento e frustração de tais relacionamentos. Como eu disse antes, as dores da alma são as principais causas do choro humano, tanto que, não seria heresia alguma crer que o inferno (expressão mais detestável de sofrimento) seja apenas o lugar dos relacionamentos desfeitos, inclusive no que se trata ao próprio Deus cuja união, neste lugar, inexiste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não quero delongas mais a respeito dessa visível necessidade humana de envolvimento com seus semelhantes. Porém a provável existência, ou minha pretensão de identificar e expor o Quinto, suponho que foram concluídas; talvez não com todos os argumentos que o tema carece... Aliás, minha vivência intensa com esse personagem mórbido, ao longo de minha vida, não me permite duvidar, nem se quer supor que ele é fruto da minha imaginação. Os boêmios apaixonados e poetas certamente concordam comigo, também aqueles que não trocam palavras com quem amam, seja em virtude de desafetos ou por culpa da vil morte. Haveria muitos casos outros se quisesse citá-los, mas... Sem resquício algum de orgulho, nesta tentativa simplória de ler a vida, infelizmente, encontrei essa quinta tradução para o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                                                    Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-1004757321471022695?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/1004757321471022695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/08/o-quinto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1004757321471022695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1004757321471022695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/08/o-quinto.html' title='O Quinto'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/THOjYabkxCI/AAAAAAAAAJc/WE7AyU-1z0k/s72-c/www%5B1%5D.laba.ws_Stunning_Black_+0012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5075008752498972769</id><published>2010-08-19T08:08:00.003-03:00</published><updated>2010-08-19T08:27:20.871-03:00</updated><title type='text'>Alma Nordestina</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TG0UKKGrVdI/AAAAAAAAAJU/QuJzWt_aS8M/s1600/seca+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507080084087592402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TG0UKKGrVdI/AAAAAAAAAJU/QuJzWt_aS8M/s320/seca+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alma Nordestina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Minh’alma nordestina&lt;br /&gt;Sem rumo no destino...&lt;br /&gt;Sem gancho pralma rede;&lt;br /&gt;Senti sede do nordeste,&lt;br /&gt;Sendo gosto de salobra&lt;br /&gt;Dessa água que me destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minh’alma ser tão boba...&lt;br /&gt;Que lá na vila ninguém negue,&lt;br /&gt;Que ela na vida também segue&lt;br /&gt;O vento como se o visse&lt;br /&gt;E sonha como se vivesse&lt;br /&gt;Cantando igual canário belga&lt;br /&gt;Pelo caminho, a mais de légua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um caminho numa pedra&lt;br /&gt;E pura água numa rocha,&lt;br /&gt;Que dura o tempo de uma seca&lt;br /&gt;E a seca o tempo de uma vida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minh’alma cheia inxirida&lt;br /&gt;Quer a chuva e o céu também,&lt;br /&gt;Pois é do céu que a chuva vem:&lt;br /&gt;O céu é mar pra quem se ilude,&lt;br /&gt;Pro nordestino o maréaçude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu, rio doce que dá sede;&lt;br /&gt;Minh’alma sede que não morre,&lt;br /&gt;Procura cacimba sem tamanho&lt;br /&gt;E vê no céu o rio que corre,&lt;br /&gt;Te prepara pro frio banho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Deus disse com sotaque:&lt;br /&gt;“No céu tua sede eu pus,&lt;br /&gt;Mate ela, antes que te mate,&lt;br /&gt;Encha o bucho com Jesus!”&lt;br /&gt;Para se di dele e ele gancho&lt;br /&gt;Firme para armar a rede...&lt;br /&gt;Bebe alma nordestina!&lt;br /&gt;E cessa seca e essa sede.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5075008752498972769?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5075008752498972769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/08/alma-nordestina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5075008752498972769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5075008752498972769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/08/alma-nordestina.html' title='Alma Nordestina'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TG0UKKGrVdI/AAAAAAAAAJU/QuJzWt_aS8M/s72-c/seca+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3639477331065014819</id><published>2010-07-19T11:49:00.002-03:00</published><updated>2010-07-19T12:15:33.020-03:00</updated><title type='text'>BAILE DOS MASCARADOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TERr8M8ETGI/AAAAAAAAAJM/6p3gl7qlT7s/s1600/689420mascaras-de-teatro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495636127308336226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TERr8M8ETGI/AAAAAAAAAJM/6p3gl7qlT7s/s320/689420mascaras-de-teatro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Convenço-me que o ensino do meu país, veio a ser apenas mais uma religião travestida em vestes de carnaval. Em termos históricos, devo crer que o desvínculo entre a fé e a educação pode ser considerado recente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Veio a ser inquestionável, a rica herança do Torá judaico atribuída hoje ao nosso comportamento, estendendo-se até uma infiltração do pensamento grego a escorrer por entre toda filosofia cristã católica que regeu os tempos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Apesar das viris rédeas da religião cristã, foi imersa a ela e seus templos, o mais rico lugar onde podia-se encontrar as maiores e melhores bibliotecas, grandes mestres e enfim os mais veementes rebeldes institucionais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A igreja de certa forma formou e alimentou seus piores inimigos, esse é um risco inevitável quando a educação é posta a disposição e acesso como um banquete farto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não duvido da destreza de Lutero como mestre, muito menos da sua influência instigadora para inflamar seus alunos, de forma que: um professor possui em mãos a atenção de seus alunos, e saber manuseá-la, é exercer poder... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;em virtude, os livros podem ser armas e atitude estopins que contagiam multidões. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Antes de Lutero, creio que houveram muitos outros professores críticos, corajosos o bastante para expor suas idéias, todavia, poucos entre estes, acreditavam em seus ideais ao ponto de arriscar a vida pelos mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se as crenças de Lutero eram verdadeiras ou não, não cabe a eu colocar nesse momento minha opinião, porém, fundamentais ou insólidas, verdadeiras ou falsas, importa que ele, Lutero, creu nelas o bastante para contaminar seus alunos e seguidores, a ponto de desafiar um gigante poderoso sistema institucional, a igreja.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Nosso coração é um fabricante eminente de palavras, algumas destas possuem consigo o selo da autoridade, outras são vazias e apenas ocupam os ouvidos, seu ultimo limite. Para as palavras carregadas da autêntica autoridade, o percurso se estende de coração a coração e sua influência na vida do receptor é um mistério que pode desvendar as mais diversas, perversas, ou brilhantes atitudes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Palavras dessa natureza podem mover uma nação desiludida e instigar seu ódio falecido como uma brasa preste a apagar que de repente, com um pouco do combustível correto, pode erguer uma enorme chama e queimar em nacionalismo e guerras tudo ao seu redor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As palavras bem ou mal usadas podem erguer holocaustos, amontoar corpos e suas conseqüências são mundiais. Se Lutero desafiou a temida igreja, Hitler desafiou o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A crença alemã era fundamental ou insólida, falsa ou verdadeira? A moral que carregamos hoje responde bem que o pensamento alemão era de fato atroz e incorreto, porém o que surpreende, é que nesse caso, sobre a influência da palavra, a moral foi desconstruída e posteriormente reconstruída com outros fundamentos, pois enfim, creio que nenhuma consciência dentro do moldes da nossa moral, seria capaz de atrocidades sem um mínimo de remorso imediato. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Uma consciência desvirtuada pelo nacionalismo ou ressentimento de outrora, imersa num contexto social decadente... facilmente se corrompe e posta-se de portas abertas para receber palavras revestidas de autoridade, uma nova moral que justifique seus atos, fazendo- os legais e virtuosamente necessários. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não existem vilões na sociedade, todos os criminosos encontram um motivo, uma brecha na moral, para justificar seus atos. A maior parte destes, é movida por mentiras perversas travestidas de verdades heróicas, pois quem seria capaz de suportar o peso que consciência investe contra eles? A forma mais suave encontrada foi cauterizar a própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras revestidas de autoridades dividem os tempos. Mesmo sendo os romanos os senhores da história, sem temor, Jesus a dividiu numa parte referente ao antes, e outra ao infinito depois que até hoje perdura sem pressa para o fim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Talvez Jesus tenha vindo a ser mais um iletrado, como muitos entre seus seguidores, ou não; pois enfim, a história parece nos dizer que Jesus conhecia bem a respeito das escrituras sagradas judaicas,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;porém não seria um dever de todo judeu conhecer os alicerces da sua história? Iletrado ou não, fato desimportante quando passamos a considerar que as palavras não são feitas apenas de letras. Sem dúvida há um certo poder, inconsciente a nós, mas entranhado entre as palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Relatos transcritos dizem que multidões de judeus e estrangeiros, inclusive gregos pais da sabedoria e militares romanos, todos, seduzidos em encantos com o discurso desse homem que mais parecia, e para alguns não deixava de ser, um Deus. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os judeus diziam que em suas palavras havia autoridade, de forma em extrema contrariedade se referiam aos Fariseus, escribas e outros religiosos da época, estes, os mais letrados, respeitados por sua santidade em eminência. O que os difere?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por que multidões de proporção assustadora, que se estendem até hoje, decidiram não dar ouvidos as autoridades religiosas e aos imperadores, estes, cujo poder dava-lhes titulação divina irrevogável?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E ao invés, dão ouvidos e corações a palavras de um judeu maltrapilho, convencido ser o Filho de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Convém acreditar que palavras não são feitas de letras... a autoridade, de mesma forma, não se constrói com poderio militar, ou qualquer outro tipo de imposição ou medo. Os Césares, Czares entre tantos outros ufanos imperadores, foram meros deuses do medo, cuja a divindade não perdura muito além de suas efêmeras vidas, apenas uma autoridade artificial, muitas vezes imposta contra vontade de seus servos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A autoridade diz mais a respeito do senhor que simplesmente não impõe seu senhorio, atitude desnecessária, pois a alma humana sabe reconhecer um senhor quando diante de um.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jesus não levantou espada, nem a sua presença corpórea é necessária para, hoje ainda, arrebatar mais e mais servos, alguns dispostos a dar a vida por Ele... E o que estes homens atuais possuem desse Cristo, agora em seus dias? Apenas suas palavras, tão vivas quanto eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Jesus veio trazer uma mensagem nova aos homens, principalmente aos judeus - povo ao qual ele teve maior contato em vida, todavia, mesmo ele, o próprio cristo, adjetivo que remete a Jesus, afirmava que seu propósito não era revogar as escrituras, sagradas aos judeus, e sim cumpri-las. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Escrituras essas: estudadas, lembradas e relembradas para o povo pelos sacerdotes, fariseus, escribas, interpretes da lei judaica... As palavras não foram ignoradas pelos religiosos, eles sempre a repetiam. A lei era ensinada como conduta de vida aos pais, aos filhos e as descendências por vir... todavia, Jesus incontente com o simples falar das escrituras, decidiu vivê-las e cumpri-las.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jesus encarnou suas palavras e transformou uma religião de letras em pergaminhos, numa prática de vida. Falava de Deus, a quem ousou chamar de Pai, como se esse Deus estivesse sempre com ele, numa proximidade tamanha... dava a entender que ambos eram um somente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O Senhorio de Jesus era nato, a despeito de milagres, sendo desnecessário qualquer poderio militar. Um mestre que esteve eternamente certo a respeito da mensagem que pregava, a diferenciar-se da religião judaica que naqueles dias, mais parecia um carnaval de máscaras, cujas palavras e a prática de vida tomavam dois extremos inteiramente antagônicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jesus vivia de tal forma o que pregava, que Ele era o próprio cumprir de suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jesus e sua mensagem eram indistinguíveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quão enorme a autoridade e o poder instigador; as pessoas já não sabiam mais prestar ouvidos aos sons feitos somente de fonemas e letras... Relatos marcantes impressionam: "aonde ir, se só tu tens as palavras de vida eterna?" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Repito: estou convencido que o ensino de meu país veio a ser apenas mais uma religião travestida em vestes de carnaval. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sou um professor tão jovem quanto a mocidade dos meus sonhos, e por alguns breves minutos envergonho-me ao cantar o hino nacional, que se perde em letras imutáveis transparecendo nunca deixar de ser apenas letra, papel e melodia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A distância entre a realidade e a beleza do hino nacional, é eqüidistante a dos fariseus e suas escrituras sagradas. Em termos menos globais, especificamente, a educação brasileira compra para si esses mesmos reflexos hipócritas, e maquiagens iguais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Logo faltam a nós educadores os valores a que tanto ensinamos, falta acreditar em nossas próprias palavras e a conseqüente autoridade necessária, para que alguma relevância haja, em qualquer discurso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Entristece saber que Hitler fazendo uso de sua moral ignóbil, era um melhor instigador do eu, professor, cidadão pós- moderno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A desesperança e conformismo social dos meus pais passaram para mim, e como uma corrente, de modo despercebido, de repente encontro-me ensinado essa mesma desesperança aos meus alunos, que por sua vez serão pais e deixaram essa herança aos seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A educação é mais uma entre as tantas religiões do mundo, vivendo de sombras institucionais, burocracia e ideologias que não são nada além de letra e papel...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Escolho não mais exigir uma integridade de meus alunos, a menos que essa mesma integridade seja parte de mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não ouso pedir para que enxerguem o aprendizado como meio de formação de um caráter cidadão, a menos que meus olhos sejam curados da miopia que ver a educação como um mero trampolim de ascensão econômica, ou de uma busca esquizofrênica do oprimido que, cansado da opressão, vai para escola estudar para torna-se o opressor de amanhã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Sinceramente só serei capaz vedar a boca do meu aluno diante de um palavrão, simplesmente quando minha vida deixar de ser um, em seu resumo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O professor que ensina apenas para receber um montante em dinheiro, cria alunos que vão a escola ambicionando somente receber um montante em dinheiro, logo que formados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Na verdade nunca importou a sociedade no que o indivíduo se formou, mas sim em que formas ele foi formado, em que moldes suas atitudes são desenhadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Só quero lembrar que o carnaval não deve exceder a quatro dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O baile dos mascarados finda, exatamente quando os meus verbos se fizerem carne, quando eu encarnar os meus verbos, quando eu vir ser o próprio cumprir das minha palavras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Castro Lins &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3639477331065014819?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3639477331065014819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/07/baile-dos-mascarados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3639477331065014819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3639477331065014819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/07/baile-dos-mascarados.html' title='BAILE DOS MASCARADOS'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/TERr8M8ETGI/AAAAAAAAAJM/6p3gl7qlT7s/s72-c/689420mascaras-de-teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2785120894706085967</id><published>2010-05-17T19:00:00.007-03:00</published><updated>2010-05-20T07:52:26.181-03:00</updated><title type='text'>SINTOMAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S_HIsuLllGI/AAAAAAAAAJE/JTv2HABVT4E/s1600/depressao%2520pos%2520parto2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472375692868293730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S_HIsuLllGI/AAAAAAAAAJE/JTv2HABVT4E/s200/depressao%2520pos%2520parto2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S_HGev2rNAI/AAAAAAAAAI8/GzF8YHIS_zI/s1600/depressao%2520pos%2520parto2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;SINTOMAS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Quem és? Não te espero!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Verso zero;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;-Sou a morte que acena&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em horror despedida,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Seguirei-te em poemas,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em versos suícidas; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Verso um.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Meu verso é febrl,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Minha rima ignóbil,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Meu ser pueril; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Fiz das noites alegres &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Restos de última posse...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Se sonho delírios em febre,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Acordo em tétrica tosse. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Tosse entre três tremores&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Expele frio da pele, suor,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;No corpo esconde tumores,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;N´alma há chaga maior: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Há ninho de seres nefastos,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Carinho, saudades, e ferrugem;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Há amor, pecados e ratos,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Vermes, mas versos não surgem...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Cético ri, meus sintomas...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Médico diz, incrédulo:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;-Tu és enfermo incomum,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Teu mal: Mal do século...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Verso Vinte um.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2785120894706085967?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2785120894706085967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/05/sintomas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2785120894706085967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2785120894706085967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/05/sintomas.html' title='SINTOMAS'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S_HIsuLllGI/AAAAAAAAAJE/JTv2HABVT4E/s72-c/depressao%2520pos%2520parto2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-7956069762753724789</id><published>2010-05-10T10:23:00.002-03:00</published><updated>2010-05-10T10:41:09.314-03:00</updated><title type='text'>A saber: o amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S-gMyDZa8KI/AAAAAAAAAI0/HRoiPJiTuVA/s1600/Anjos_e_Demonios__by_sabremandf.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469635801486389410" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S-gMyDZa8KI/AAAAAAAAAI0/HRoiPJiTuVA/s320/Anjos_e_Demonios__by_sabremandf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A SABER: O AMOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todos os demônios que assolam a alma humana, nenhum é tão vil e voraz como o amor. Nem mesmo nas mais obscuras trevas infernais habita um ser tal, que vocifera sua posse pelas almas alheias. Preciso esclarecer, porém, que entre inúmeras máscaras, suponho o amor na sua tradução mais grotesca, em sua face mais hostil... Erguem-se dois gêmeos de tênue distinção, delicadamente confundíveis e a ambos confere atender a todas as vozes, mas pelo mesmo e único nome, a saber: amor. Sei bem que Deus é amor, todavia não duvido que o amor seja um demônio, quando ousa ser deus. Gêmeos quase idênticos em aparência, todavia de natureza oposta, como se a vida e a morte tomasse para si o mesmo nome, apenas para confundir a tolos de repente surpreendidos com a morte, pensando ter encontrado a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exorcismo foi adotado... usado como forma de devolver aos seus devidos donos suas almas invadidas, apossadas por seres imundos, demoníacos. Por outro lado, o exorcismo foi mais uma palavra corrompida, cujo significado se perdeu nos átrios religiosos... Foi quando o homem usou dele, não mais para libertar, mas tão somente para aprisionar seu próximo numa religiosidade filha de uma hipocrisia diabólica, alienada, que usa do medo profano e da fé sagrada para manipular e oprimir, assim... encontro-me a pensar: o homem é o demônio do próprio homem, pois, enfim, ele mesmo se encarrega em exercer domínio carcerário a pobres almas de outros homens... Lamento, mas a maioria de nós somos possessos por seres infernais, que, todavia, são humanos. Esses, levam vidas à miséria, de forma a envergonhar os verdadeiros demônios tão menos engenhosos... Sociedade possessa! Escrava do consumismo. Riquezas, bens que são senhores de seus donos... Meras marionetes dançantes a passo de um comportamento hermético, amedrontados pelos demônios de vestes sagradas e olhos azuis, estes, fugitivos dos infernos de outrora e, que, habitam hoje em seus majestosos templos construídos a preço da fé desvirtuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre de nós, escravos daquele cujo nome ressoa no inferno, a saber: o amor... esse em sua faceta mais vulgar, ser ignóbil! Então o tempo pára, diante da mais inesperada pergunta: Como exorcizar o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenterro de minhas lembranças tesouros literários, e vem-me a memória Sierva Maria, uma menina concebida como endemoniada pela igreja e dada ao encargo do Padre Cayetano Delaura, responsável pelos ritos de exorcismo. A certo ponto dessa intrigante obra de Gabriel García Márquez, o padre Delaura perde sua razão, ou talvez até mesmo a fé, e enlouquecido de amor pela menina de alma usurpada, envolve-se numa trama de volúpia, sossego, sacrifício próprio e amor sem medidas. Em virtude do muito amar, creio e ouso convir que talvez o endemoniado dessa história tenha sido o próprio exorcista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro de Shakespeare, em Romeu e Julieta, tem como personagem oculto o amor em sua forma mais avassaladora e obsessiva. Mais do que uma história de famílias rivais... Romeu, servo impuro do amor: ignora a vida e desrespeita a morte, assim como ordena seu senhor. O mesmo acontece com Julieta, capaz de desejar a morte dos próprios pais sob ordem desse mesmo deus... é no exato momento em que os senhores se confrontam: o amor que passa por cima e escarnece do amor, ou em outras palavras: por amor o homem é movido em direção aos piores atos de desafeto. É sincronicamente quando Romeu, por muito amar a bela Julieta, comete atrozes assassinatos e por fim atende a mais demoníaca ordem de seu deus e senhor: Romeu devoto, comete suicídio. Pelo fato de servir ao mesmo deus, creio que não há necessidade de recontar o destino de Julieta... O amor vem a tornar-se um demônio, onde o pobre endemoniado certamente não negará nenhuma de suas ordenanças, mesmo que consista no degenerado fim, a qualquer vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No teatro da vida real, é até mesmo cansativo ver as sombrias tragédias cujo elo do vil assassino e sua triste vítima é um simplório sentimento de afeto familiar, ou erótico. Desde Caim, não há mais surpresa, ou escândalo, ante tantas funestas notícias de morte em família... e, diante dos dias que passam, não há assombro pelo fato do sangue do seu sangue derramado. Pais e filhos, ambos de mãos ensangüentadas. Deve-se prever que o homem aprenda temer o amor, mais do que o ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como exorcizar o amor? Não sou exorcista, mas me é pertinente acreditar que o menor sempre dá lugar ao maior. É como um Rei que vai a terras distantes, e na sua ausência, seu reino é dividido e disputado por muitos vassalos iludidos, acreditando numa realeza que não lhes é devida. Assim agem os demônios, ratos que só surgem à noturna, quando todos adormecem, porém, num simples aproximar de passos, se escondem alvoroçados. Basta acreditar no retorno do rei para que todos os demônios, sejam estes homens ou qualquer outro tipo de ser, se escondam como meros ratos sujos e assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é um rótulo que pode estar sobre distintos conteúdos, como um único copo que pode conter água para gargantas sedentas ou veneno para anseios suicidas... Uma mera palavra apenas, um título plagiado de conteúdo inverso e vulgar ao original sagrado. Ao falso inapercebido, por vezes inúmeras, foi dado o nome de real, assim, venho a crer que apenas a verdade pode exorcizar a mentira travestida, de igual modo, o exorcista do amor é o Amor somente. Enfim, interessa não duvidar que a plena manifestação de Deus e o disfarce mais encantador do diabo escorrem da mesma insuficiente palavra, a saber: o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-7956069762753724789?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/7956069762753724789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/05/saber-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7956069762753724789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7956069762753724789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/05/saber-o-amor.html' title='A saber: o amor'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S-gMyDZa8KI/AAAAAAAAAI0/HRoiPJiTuVA/s72-c/Anjos_e_Demonios__by_sabremandf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-455458870100005729</id><published>2010-04-20T07:46:00.006-03:00</published><updated>2010-04-20T19:49:56.898-03:00</updated><title type='text'>CEM SENTI DOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S84vhy1HtnI/AAAAAAAAAIs/mI4mYKg3EaE/s1600/escuridadaodacrucificaoDorec.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462355655673755250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S84vhy1HtnI/AAAAAAAAAIs/mI4mYKg3EaE/s200/escuridadaodacrucificaoDorec.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S82KZTL75zI/AAAAAAAAAIk/56gyTZaWQDQ/s1600/escuridadaodacrucificaoDorec.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S82J0TeybzI/AAAAAAAAAIc/LOdgT5AJUIk/s1600/escuridadaodacrucificaoDorec.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Amar gosto de desdém,&lt;br /&gt;Desde ser com respondido e&lt;br /&gt;Não com responder alguém;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém tira de vê eras,&lt;br /&gt;Só pó desmedir do&lt;br /&gt;Zero ouro do sem o&lt;br /&gt;A mortalha amar de ira,&lt;br /&gt;Ar modelado se vê&lt;br /&gt;Em choque amor tecido,&lt;br /&gt;Em teias ardor Messias,&lt;br /&gt;Salva dor erguido:&lt;br /&gt;Aos céus olhos sempre vias&lt;br /&gt;Amor tear de cruz,&lt;br /&gt;Por tecido com ciente,&lt;br /&gt;Se entrego ou&lt;br /&gt;Ao prego ou vi da&lt;br /&gt;Já anelo a que&lt;br /&gt;Senti dor não faz,&lt;br /&gt;O amor de existi&lt;br /&gt;Por via mar -te mui tu&lt;br /&gt;E de mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar gosto de desdém,&lt;br /&gt;Desde ser com respondido e&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Não com responder alguém.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-455458870100005729?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/455458870100005729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/04/amar-gosto-de-desdem-desde-ser-com_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/455458870100005729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/455458870100005729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/04/amar-gosto-de-desdem-desde-ser-com_20.html' title='CEM SENTI DOR'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S84vhy1HtnI/AAAAAAAAAIs/mI4mYKg3EaE/s72-c/escuridadaodacrucificaoDorec.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-8795169269184081077</id><published>2010-03-19T11:25:00.003-03:00</published><updated>2010-03-19T11:31:38.918-03:00</updated><title type='text'>EXISTÊNCIA EM PROVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6OKvA5xLaI/AAAAAAAAAIU/s4uBgwzAwrE/s1600-h/Outono.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450352514349215138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6OKvA5xLaI/AAAAAAAAAIU/s4uBgwzAwrE/s200/Outono.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6OKBuyfrHI/AAAAAAAAAIM/ENzqHIPZvqk/s1600-h/Outono.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Existência Em Prova&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;As divinas poesias sagradas, uma vez me disseram: “o amor não acaba!” E se porventura acabar, só me resta crer num engano temporário: o que jaz em seu fim não é o amor, mas sim um engodo, um plágio indistinguível, bijuteria bela aos olhos mais inconsistente ao tempo, enfim, uma ilusão tola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Talvez o amor, esse ser que nem mesmo a abstração pode apalpar, possa ser, numa tentativa quase falível, compreendido através da história de um jovem, que certo dia encontrou uma vistosa fruta avermelhada... confundida sempre a jóias, por virtude do seu fascínio e beleza exalada aos sentidos, úmida, e penetrante pelos poros da pele sedenta. Sem mais razões além do seu puro encanto, o jovem deu ao fruto um nome: coincidentemente, amor. Dias felizes como aqueles nunca mais ousaram existir, o sabor do amor é como o doce de cupuaçu, e sua cor é tão vermelha como morangos, seu cheiro cheira a chuva em terra árida, após temporadas cruéis de seca. E seus olhos, são estrelas emprestadas durante o dia, a espera da noite para voltar ao céu. O amor é a fruta da eternidade, mas só dá uma vez no ano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Já era de se esperar... a primavera, cúmplice vil do tempo, se foi. Dias de sequidão e tempestades assombradas, trouxeram o fim para a fruta outrora acreditada como eterna. Apodrecida, a fruta amor acabou, ou será mais crível que nunca veio a existir? “impossível”, respondeu o jovem a si. Seria um tanto insano para ele negar a veracidade do amor, pois o tinha saboreado, tocado a sua face, seu gosto ainda adocicava sua língua. Seria o real assim de tão difícil distinção, ou seria a ilusão tão irreconhecível? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Certamente, nunca mais a chuva exalou seu cheiro de forma impercebida por aquele terno rapaz, suas saudades comovem as estrelas que de tristeza cadente vieram a cair em desconsolo. Ainda apaixonado, o jovem finda seu romance prematuro em pleno inverno seco, diante da saudade dos bons tempos de morangos... Porém num instante que antecede o fim, segundos, não de arrependimento, todavia prestes a convencer-se da doce ilusão... o autor da história de repente lembra que aquele jovem de coração quebradiço, personagem seu, carregava consigo algumas sementes no bolso esquerdo. Após um cômico sorriso, o autor desfecha seu pensamento sem mais rodeios: por certo o amor não acaba, ele é uma fruta que sempre deixa sementes, quando saboreada.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-8795169269184081077?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/8795169269184081077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/03/existencia-em-prova.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/8795169269184081077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/8795169269184081077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/03/existencia-em-prova.html' title='EXISTÊNCIA EM PROVA'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6OKvA5xLaI/AAAAAAAAAIU/s4uBgwzAwrE/s72-c/Outono.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5068049424680954797</id><published>2010-03-17T19:25:00.005-03:00</published><updated>2010-03-17T19:37:50.345-03:00</updated><title type='text'>O ÍNSTANTE É BREVE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6FZtBwk8NI/AAAAAAAAAIE/h3ZhTSPlmMk/s1600-h/Bissau_26_-_Junho09___163_c%C3%83%C2%B3pia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449735654196179154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6FZtBwk8NI/AAAAAAAAAIE/h3ZhTSPlmMk/s400/Bissau_26_-_Junho09___163_c%C3%83%C2%B3pia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6FXS1uKwXI/AAAAAAAAAH8/WAK5MjTbVGI/s1600-h/Bissau_26_-_Junho09___163_c%C3%83%C2%B3pia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O Instante é Breve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simplesmente lamentável não saber ao certo quanto tempo há, antes que a bola de sabão estoure. Sabe-se apenas que o instante é breve. Ela paira no ar, o vento por vezes a leva sem direção, esfera de cores indefinidas, plágio safado do arco-íris; e sem mais tempo para descrições... de repente ela estoura, de forma tão repentina quanto ironicamente esperada. Entre os ares, tão leve quanto breve... Não se deve negar a brevidade da bola de sabão, no entanto, ignorar os sorrisos espantados das crianças, efeito imediato, seria pura injustiça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Suspeito que a felicidade é curta, de mesmo tamanho que a efêmera existência simplória de uma bola de sabão, num instante desaparece, porém, deixa num rosto infantil a infindável marca de um belo sorriso. Juntaram-se os lábios para um sopro delicado, foi quando Deus soprou nas narinas do homem... Cada vez maior a bola, maior ainda o suspense, o encanto... Quando a bochechas inflam e o ar úmido corre como um rio entre os lábios, as pessoas descobrem o fôlego exigido pela felicidade, ousadia de soprar cada vez mais a despeito do previsível estouro a por vir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Engraçadas bolas de sabão, fazem rir apenas alguns poucos bobos adultos agraciados, e as crianças de olhos virgens... essas tentam agarrar-las veementemente antes que caiam e estourem no chão. Hoje nós, Senhoras e Senhores, quão mais infelizes, pois enfim, pouco sabemos rir das bolas de sabão da vida, essas mesmas de vã existência colorida, perdemos a graça, a qualidade de rir do ridículo, do transitório belo. Na medida em que a vida amadureceu, nossos olhos, outrora virginais, foram violentamente violados e aprenderam a chorar secas lágrimas que não sabem para onde escorrer. A felicidade dura instantes, ou até metade de instantes irrisórios, merecedores de longa gozação. Essa razão leva as crianças a soprarem uma bola após outra, sem descanso, sem a duvidosa importância com os futuros prévios estouros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo há, antes que a bola de sabão estoure? Não imagino uma resposta... Vi uma criança a sorrir, apenas isso importa saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5068049424680954797?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5068049424680954797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/03/o-instante-e-breve-e-simplesmente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5068049424680954797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5068049424680954797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/03/o-instante-e-breve-e-simplesmente.html' title='O ÍNSTANTE É BREVE'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S6FZtBwk8NI/AAAAAAAAAIE/h3ZhTSPlmMk/s72-c/Bissau_26_-_Junho09___163_c%C3%83%C2%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6610521602099074084</id><published>2010-03-07T16:36:00.002-03:00</published><updated>2010-03-07T17:14:22.977-03:00</updated><title type='text'>IPÊ</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S5QJDKexynI/AAAAAAAAAH0/4SgigX587EY/s1600-h/Ip%25C3%25AA%2B2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445987799355476594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S5QJDKexynI/AAAAAAAAAH0/4SgigX587EY/s400/Ip%25C3%25AA%2B2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Forte gemido da noite,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Vento vozes e açoite...&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Já cheia a lua caiu,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Nascente estéril hostil,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Já morta o mar lhe engoliu.&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Naus noite negra escura,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Derramas sombras sangrentas&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Cai como fruta madura,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Tua cor é a noite cruenta.&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Olhos de sono atormenta,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Aurora, o sol logo nasce...&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Já és Morta a noite que jaz&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Como se alguém lhe açoitasse,&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Desconjuntasse a vida tenaz.&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Lindo claro dia a nascer;&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;A negra noite a morrer...&lt;br /&gt;Jequitibá!&lt;br /&gt;Suas flores por folhas caídas:&lt;br /&gt;Ipê!&lt;br /&gt;Em sou tronco jaz outra vida.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6610521602099074084?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6610521602099074084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/03/ipe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6610521602099074084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6610521602099074084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/03/ipe.html' title='IPÊ'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S5QJDKexynI/AAAAAAAAAH0/4SgigX587EY/s72-c/Ip%25C3%25AA%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6689302710659142621</id><published>2010-02-25T09:58:00.004-03:00</published><updated>2010-02-26T15:25:17.667-03:00</updated><title type='text'>CHEIRO DE CHUVA...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S4gR73Y3p7I/AAAAAAAAAHs/8GP6yNheZ-g/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442619869855459250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S4gR73Y3p7I/AAAAAAAAAHs/8GP6yNheZ-g/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cheiro de Chuva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És tu que cheiras a chuva...&lt;br /&gt;És tu videiras e uvas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos de sorrisos vastos...&lt;br /&gt;Vem forte vento sul,&lt;br /&gt;Sem dó dobra e deita os pastos,&lt;br /&gt;Doce como cupuaçu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro de chuva és tu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És tu que a chuva cheiras...&lt;br /&gt;Umedece a árida alma,&lt;br /&gt;Bêbada a ávida fauna&lt;br /&gt;Chora vinho em cachoeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inunda o sertão afunda,&lt;br /&gt;Manga por ser tão linda,&lt;br /&gt;Tomba o sol como pitomba,&lt;br /&gt;Cai e a semente sol vinga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando o novo dia nasceu&lt;br /&gt;Pra logo a tarde morrer...&lt;br /&gt;Sede, sinto o cheiro seu,&lt;br /&gt;Chora o céu, volta a chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6689302710659142621?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6689302710659142621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/02/cheiro-de-chuva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6689302710659142621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6689302710659142621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/02/cheiro-de-chuva.html' title='CHEIRO DE CHUVA...'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S4gR73Y3p7I/AAAAAAAAAHs/8GP6yNheZ-g/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-1775999212961841605</id><published>2010-01-23T21:14:00.002-02:00</published><updated>2010-01-23T21:49:46.231-02:00</updated><title type='text'>Desceu ao Hades</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S1uK_qveZ8I/AAAAAAAAAHU/lZIrztUvPAg/s1600-h/napalm.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430086602135070658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S1uK_qveZ8I/AAAAAAAAAHU/lZIrztUvPAg/s200/napalm.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A professora de português acabara de entrar na sala... Lá vinha ela com seus exercícios chatos sobre orações coordenadas e análise sintática. Fui sinceramente incapaz de perceber alguma utilidade naquelas aulas. Ela passou de mesa em mesa, distribuindo cópias de uma folhinha que conquistou minha atenção pelos versos e minha antipatia pelos posteriores exercícios. Depois daquele dia, guardei comigo aquela folha de A4 por alguns bons anos. Por fim, envelhecida, ela amarelou. Hoje, ao lecionar, vejo-me com o dever inquieto de repassá-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração Sem Nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor desse poema, quem o sabe? Foi encontrado em pleno campo de batalha, no bolso de um soldado americano desconhecido. Do rapaz estraçalhado por uma granada, restava apenas intacta esta folha de papel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta, Deus:&lt;br /&gt;Jamais falei contigo.&lt;br /&gt;Hoje quero saudar-te. Bom dia! Como vais?&lt;br /&gt;Sabes? Disseram-me que tu não existes,&lt;br /&gt;E eu, tolo, acreditei que era verdade.&lt;br /&gt;Nunca havia reparado tua obra.&lt;br /&gt;Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas,&lt;br /&gt;Vi teu céu estrelado&lt;br /&gt;E compreendi então que me enganaram,&lt;br /&gt;Não sei se apertarás a minha mão.&lt;br /&gt;Vou te explicar e hás de compreender.&lt;br /&gt;É engraçado: neste inferno hediondo&lt;br /&gt;Achei a luz para enxergar o teu rosto.&lt;br /&gt;Dito isto, já não tenho muita coisa a te contar:&lt;br /&gt;Só que... que... Tenho muito prazer em conhecer-te.&lt;br /&gt;Faremos um ataque à meia-noite.&lt;br /&gt;Não sinto medo.&lt;br /&gt;Deus, sei que tu velas...&lt;br /&gt;Ah! É o clarim! Bom, Deus, devo ir embora.&lt;br /&gt;Gostei de ti... Vou ter saudade... Quero dizer:&lt;br /&gt;Será cruenta a luta, bem sabes,&lt;br /&gt;E esta noite pode ser que eu vá bater-te à porta!&lt;br /&gt;Muito amigos não fomos, é verdade.&lt;br /&gt;Mas... Sim, estou chorando!&lt;br /&gt;Vês, Deus, penso que já não sou tão mau.&lt;br /&gt;Bem, Deus, tenho que ir.&lt;br /&gt;Sorte é coisa bem rara:&lt;br /&gt;Juro, porém: já não receio a morte. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;“As mais belas orações de todos os tempos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil, e ao mesmo tempo curioso, entender o que aconteceu com esse soldado. Quando se caminha pelas veredas do inferno, a última pessoa que esperamos encontrar é Deus. Esse encontro foi no mínimo surpreendente. Estive a refletir um pouco sobre a vida e suas dores: Há um enorme sofrimento, tanto quanto o azul suave do céu, ambos, sobre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uma certa idade, a criança depois de muito chorar e mesmo assim ser ignorada, cessa o choro e tenta, sozinha, solucionar os seus conflitos. A dor dos escombros de um mundo em pedaços fez muitos enxergarem apenas uma ausência no espaço reservado a Deus. O resgate não chegou, elas tentaram sozinhas sair das ferragens e tratar dos ferimentos da vida. Para muitos envoltos a fatalidades quase infernais, o diabo ou qualquer outro ser que represente uma angústia ou dor, faz-se mais crível que o próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era mais um adolescente brasileiro, perturbado com minhas cotidianas crises depressivas, quando a guerra hedionda violentava as terras do Iraque... Com uma personalidade ainda incompleta, limitado para entender aquilo tudo, eu apenas chorava sobre a beliche do meu quarto de internato. Foi quando decidi, robótico, comparecer àquela inútil aula de português. Entre as orações coordenadas, interessou-me substancialmente aquela “Oração Sem Nome”, de autor desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que posso parecer irracional, todavia, por mais irônicas que sejam minhas palavras, estou certo de que, por entre o sofrimento, Deus pode revelar seu amor; e, se fosse diferente, creio não haver necessidade de uma cruz e um Deus pregado nela. Devo convir que Deus não retira de nós em totalidade a dor a qual estamos sujeitos, ao invés, Ele sujeita-se a ela junto a nós, de livre vontade. E, se antes Deus parecia distante, ausente de toda confusão e calamidades que vivemos, a ponto de alguns negarem sua existência... agora, Ele parece próximo, imerso nas mesmas dores, fazendo sua existência tão clara quanto à existência de um Pai protetor em tempos de guerra. Provando a todos que quiserem tocar nas feridas de suas mãos, que Ele é mais que a figura invisível de um fantasma, e tão real quanto eu e minha carne que sofre. Provando Sua presença no escorrer de cada lágrima salgada... Na solidão, talvez a me ouvir na cama de cima da minha beliche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um filho, criminoso, destinado à prisão, e um pai justo empenhado, até o fim, a manifestar seu amor pelo filho. Ele tinha o poder de interferir nesse destino doloroso do filho e negar a justiça, ou, simplesmente, deixá-lo sofrer justamente pelos seus erros. O pai resolveu perdoá-lo sem reservas, todavia não interferiu nas consequentes aflições recorrentes aos crimes de seu filho. Por fim, de livre escolha, o pai resolve tomar para si o mesmo lastimoso destino do filho; ambos, juntos, foram presos e aguardavam em meio a aflição do cárcere, o dia da justa liberdade. Essa foi a forma pela qual o pai escolheu manifestar seu amor. Não creio que Deus seja limitado demais, frágil ou fraco para deter as sombras do sofrimento, penso apenas na melhor e mais justa forma para manifestar tão eminente amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o jovem Michael conhecia da vida era apenas uma face deteriorada: os abusos do padrasto, a pobreza, as drogas, o suicídio. Ele, outrora, nunca poderia ao menos imaginar os compassivos negros olhos, de tom semelhante à cor da pele, daquele senhor que conheceu na noite da sua horrível overdose. Após sucessivas dores mórbidas, Michael estava caído, febril, em qualquer calçada, quando o senhor Jonas colocou-lhe em seus ombros largos e o levou para sua casa - um banho quente e também alguns antitérmicos, um forte café e um suave pão. A dor deu a Michael a oportunidade de experimentar o aconchego de um lar onde mora até hoje e, sobretudo, Michael ganhou um pai naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito dos jardins e suas flores, sorrisos infantis inspiradores, da esperança bem protegida que guardamos na alma... A despeito do belo, todos os que choram testemunhariam contra minhas palavras se eu ousasse insinuar um pleno estado de felicidade nesta vida; na verdade, o que temos são relâmpagos, clarões de luz numa noite escura e tenebrosa. E, se mesmo assim, houvesse múltiplas razões para sorrir, meu sorriso perderia a cor desbotado pela lágrima de algum aflito. Apenas se vivêssemos numa bolha, isolados da realidade, apenas assim, poderíamos pregar um pleno estado de alegria nesse mundo, mais parecido, no entanto, com um conformismo covarde. Quero dizer que é simplesmente difícil sorrir enquanto muitos choram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que as estrelas nos apontem a felicidade, somos como aquele simplório soldado contemplando o céu de uma trincheira rasgada por granadas. E a seriedade cômica consiste exatamente nesse inferno hediondo, lugar esse onde o Pai reside, apenas para estar próximo de seus filhos. Ele nunca abandonou os presídios, senzalas, campos de guerra, favelas, escombros, o escuro sombrio do meu quarto... Ele nunca nos deixou à mercê do acaso. Sua presença comprova- se em seu amor e consolo entre os prantos do dia a dia, em sua escolha cega pelos excluídos e feridos dessa funesta guerra da vida. Deus não escolheu a dor, antes, sujeitou-se à mesma dor que nós escolhemos. Deus não escolheu a morte, porém entregou-se à morte destinada a nós. Essa é a prova incontestável, não somente de sua existência; além do imaginável, é o veredito da sua compaixão... Certo disso, em partida para a cruenta luta à sua espera, o soldado encerra sua oração: “Juro, porém: já não receio a morte”. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Castro Lins&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?&lt;br /&gt;Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.&lt;br /&gt;Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.( salmo 139)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer lugar no espaço, Deus permanece com seus filhos... ainda que soterrados entre os escombros de um terremoto. Deus Abençoe o Haiti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22/01/2010 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-1775999212961841605?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/1775999212961841605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/01/desceu-ao-hades.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1775999212961841605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1775999212961841605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/01/desceu-ao-hades.html' title='Desceu ao Hades'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S1uK_qveZ8I/AAAAAAAAAHU/lZIrztUvPAg/s72-c/napalm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2697894188106217102</id><published>2010-01-09T19:42:00.005-02:00</published><updated>2010-01-09T20:15:00.245-02:00</updated><title type='text'>VIVOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S0j_feyyNyI/AAAAAAAAAHM/fhklM75Iv-A/s1600-h/CrimeECastigo_b.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424866667474859810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S0j_feyyNyI/AAAAAAAAAHM/fhklM75Iv-A/s200/CrimeECastigo_b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A morte roubou lágrimas de Deus! Jesus chorou ao ver o sepulcro do amado Lázaro. A vida roubou lágrimas de um homem, foi quando a morte se fez mais preferível que a vida; todavia, da vida sabemos da dor pertinente a ela, da morte nada sabemos... essa relação, para alguns, é um risco sensato, daí a morte é uma aposta no mínimo coerente. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em dias de fome e desigualdade entre os homens, uma mulher foi impelida a prostituir-se para alimentar seus irmãos ainda crianças. Alguém lhe indagou com furor: “ o que te impede de lançar-te daquela ponte, para que o feroz rio recolha tua vida e leve em suas águas todo o teu sofrimento?” Ela chorava, e não sabia responder-lhe. Ele olhou para a velha cama ao seu lado e viu uma bíblia sobre os lençóis, de repente, já com as escrituras sobre as mãos, esse jovem homem insiste para com a moça imperativamente: “leia para mim sobre a ressurreição de Lázaro!” Assim ela o fez, e o capítulo chega ao fim com a seguinte e literal frase: Lá estava... “ uma prostituta e um assassino diante das Escrituras Sagradas.” Esse breve trecho do livro &lt;strong&gt;“Crime e Castigo” de Dostoiévski,&lt;/strong&gt; mostra em sutilezas a violência e dor pertinente a vida. O jovem assassino teve sua resposta, não proveniente das palavras da mulher, pois talvez nem ela mesma sabia ao certo o que a sustentava viva. A resposta que ele procurava estava sobre a cama, bem ao seu lado. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Quando assolados pela sombra do suicídio, na busca do alivio das dores do mundo, percebo o quanto Deus é a única base solida, sustentáculo, que faz da vida ainda mais preferível que a morte. O alívio incerto que busca-se na morte, encontra-se, indesviavelmente, em Deus. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Jesus Atrai para si de braços estendidos e olhos fechados em amor... suicidas, prostitutas, assassinos, publicanos, ovelhas perdidas, pobres, doentes... Todos encontram nele o perdão de seus crimes, e consolo de suas almas torturadas brutalmente pela culpa. Todos inclusos, assentados ao redor das escrituras, como famintos em busca de pão numa mesa farta, como mariposas atraídas pela luz sedutora. “O cristianismo - ponderou Nietzsche - tomou o partido de tudo que é fraco, vil e malogrado...” Talvez suas mentes não saibam ao certo responder o que os sustenta vivos, mas convêm saber... que neles há vida mesmo cercados pela morte, marcham a caminho da felicidade mesmo em prantos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;A morte ainda hoje rouba lágrimas de Deus, no entanto Jesus trouxe Lázaro de entre os mortos, pois enfim Ele preferiu a vida, e acrescentou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim ainda que morra viverá.” Depois de tanto procurar a resposta... agora sei o que ainda me mantem vivo!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2697894188106217102?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2697894188106217102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/01/vivos-morte-roubou-lagrimas-de-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2697894188106217102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2697894188106217102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2010/01/vivos-morte-roubou-lagrimas-de-deus.html' title='VIVOS'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/S0j_feyyNyI/AAAAAAAAAHM/fhklM75Iv-A/s72-c/CrimeECastigo_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3887454193933492067</id><published>2009-11-29T17:35:00.002-02:00</published><updated>2009-11-29T17:59:19.539-02:00</updated><title type='text'>APENAS LOUCURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SxLSjxwWVSI/AAAAAAAAAG0/v0SBIBLI17M/s1600/dom+quixote.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 235px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409617614518768930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SxLSjxwWVSI/AAAAAAAAAG0/v0SBIBLI17M/s320/dom+quixote.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Talvez o visível limite que separa o normal e o patológico, seja apenas uma linha feita a giz, e bem fácil de ser apagada com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo ainda bem distante de uma interpretação plena, minha velha memória ainda é capaz de folhear um intrigante livro que li em minha adolescência. Lembro-me bem do renomado médico que recolheu, ou melhor, encarcerou, em sua casa de tratamento, grande parte de uma cidadezinha do interior do Rio do Janeiro, conforme justificativa sólida de um diagnóstico de loucura. Cômico pela aproximação da realidade, o fato que qualquer anormalidade, ou atitude incomum, era um incontestável sintoma de insanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do afã da caça aos loucos, ao “Alienista (1) ”, restou apenas, uma única e decisiva análise pelas profundezas de sua própria mente. Depois de muito averiguar... nada encontrou, nenhuma anomalia, nem se quer um sintoma para fazer-lhe um insano, nada anormal, apenas o fato dele diferenciar-se de todo o restante da cidade. Diante de tantos doentes, ele percebeu sua plena sanidade, isso fez dele diferente, isso fez dele um louco! Por fim, o próprio internou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo de mortos, respirar é um ato de loucura. Porém é inaceitável se dizer o mesmo, ou defender esse vil diagnóstico, num mundo de vivos, onde respirar é extremamente comum. De qualquer forma, tudo que se difere da força maior, ou da maioria, atribuímos como insanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha memória mesmo que por vezes furtiva, agora me fala sobre outra obra clássica: Quando envolto a traições, diante de pessoas que levam a nada o valor da vida na fome pelo poder.... Perante esse quadro de traços fúnebres que o pintor deu o nome, humanidade... Não é possível, e não creio que o louco dessa estória seja o jovem Hamlet (2). Sua loucura era apenas revoltar-se contra – como o próprio pronunciou - “esse mar de calamidades” que os sensatos ainda ousam chamar de vida. Estando preso a essa minuciosa obra de traições e morte, que homem sensato não se revoltaria? Obra essa, nada mais que uma réplica imperfeita de uma realidade ainda mais fétida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre senti diante da vida – esse quadro fúnebre – a mesma insatisfação de Hamlet, e as mesmas dúvidas. É quando o mundo impõe com furor o “ser”, mas o pouco de sensatez que nos resta aconselha “não ser”. Ser, ou não ser? Diante das dúvidas e calamidades da vida, a morte parece ser a única a apontar um caminho. Todavia como o próprio Hamlet deixa claro nesse parágrafo citado (3), a morte é apenas outra pergunta, uma insegurança, não há certezas, assim deixa de ser uma alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns como Hamlet, apenas incertos diante da morte, ou aqueles teimosos o bastante e insistentes em rejeitar as formas e formas da vida, ou do mundo, não se deixando moldar; esses inconformados são aqueles a quem os homens chamam de loucos, cuja única alternativa sensata é não se conformar, não se fazer um mero produto. Em seus corações, são construtores da cidade fortificada de Canudos, imunes ao sertão, fazendo dele e da morte aliados e nunca entregues as forças e as forcas que os cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem orgulho algum, percebo que desde adolescência temi a loucura. O medo que nossa vida seja uma literatura infantil de patinhos feios, nos faz aceitar, ou conformar-se, ou melhor, formatar-se a todo esse mar de calamidades e misérias que já não irritam os olhos, pois o homem aprendeu a indiferença... Sim! Na verdade era essa palavra que procurava para melhor me expressar: “indiferença”... Afinal ser diferente é sinônimo de loucura e rejeição, e quando uma vez entregue a desenfreada busca pela aceitação, fazendo-a vital, indispensável, necessariamente opta-se pela indiferença. Homogêneos indiferentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante os senhores dos homens, doido é aquele ao invés de fazer da breve vida um momento de conforto - como essa pessoa não sabe o que faz – resolve revolutamente confortar a outros. Loucura é acreditar nos sonhos, ao ponto de vivê-los na realidade. Poucos como Dom Quixote, são insanos o bastante para acreditar que os heróis ainda vivem. Poucos são tão ausentes da realidade, na medida suficiente e devida, para crer na honestidade, coragem e amizade. Loucos porque ainda vêem donzelas e ouvem a voz do horizonte, convidando-os para eternidade. Alguns poucos como Dom Quixote ainda sabem acreditar com tanta veemência, tanta... que sua fé envergonha nossa religião materialista e sem sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábios loucos, sabendo que lhes falta um parafuso na cabeça, decidem não ouvir a maioria. Alguns não têm ouvidos para os próprios pais, alucinando um dever a outra paternidade que julgam divina, e depois de alguns risos... caminham descalços sem suas quatro rodas, como fazem os loucos, buscando a felicidade em lugares bem distintos das vitrines e caixas eletrônicos. Talvez esses doidos encontrem a Deus, entretanto, certamente não encontrarão o deus lógico da humanidade sã. Lunáticos de olhos fitos no longe céu e suas estrelas, a procura de um Deus além... Além dos delírios esquizofrênicos humanos, mais que uma doce ilusão confortável, um ser real aos sentidos, um Deus dos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que é pertinente a respeito desse Deus, sabe-se que sua loucura foi diagnosticada pelos alienistas do dia a dia, afinal, esse Senhor, simplesmente ausentou-se das lógicas e não se submete a tradições e culturas, sendo assim, era de se esperar que todo aquele, Deus ou homem, que escape das fronteiras do entendimento humano, venha a ser, de maneira incontestável, nada mais que um louco. A sabedoria dos homens, pobre e frágil, e apesar de tantas tentativas, foi incapaz de abraçar esse Deus com seus braços curtos, então decidiu expeli-lo como a um organismo estranho em seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dadas mais chances de aceitação a esse Deus, as sagradas religiões construíram toda uma cultura ao seu redor, e foi inútil! Seus rituais já não o agradavam mais e suas gaiolas não puderam prendê-lo em seus manicômios, como normalmente se aprisiona os loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é como a tola criança obstinada a agarrar o sol com a mão, o adulto sábio, todavia, já é grato pela luz que o sol lhe envia, luz que aquece e dá sentidos aos seus olhos. O sol não foi feito para ser entendido ou tocado, ele nasce para encantar, alegrar, dar vida, e se põe para os homens esperarem sua volta, para que sintam saudades.&lt;br /&gt;A teologia é a criança tola que mais parece cega na tentativa de fitar o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes do Deus louco, existem os deuses considerados normais; estes são como animais outrora selvagens, agora domesticados que ao menor comando do homem cantam como passarinhos, ou mordem como cães raivosos. Deuses cuja lógica humana explica com maestria perfeita quem eles são, e os rituais prevêem fielmente suas vontades, dessa forma foi fácil manipulá-los. Enfim, a humanidade compreende esses deuses, tanto quanto compreende os próprios homens. Assim talvez se possa criar uma nova definição para loucura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loucura vem a ser tudo aquilo que o homem não pode manipular, inclusive Deus. Deus é loucura, assim fez-se Deus apenas dos loucos crentes nessa loucura pregada e, somente esses acusados por ouvirem vozes, possuem ouvidos sensíveis para ouvir sua límpida voz. Só os lunáticos que vêem o invisível, deslumbram a eternidade quando olham o horizonte. Só, apenas e somente os enlouquecidos livres, tornam-se, em virtude da sua insanidade, escravos do amor e tiram as sandálias para caminhar. Só os hamlets desses dias, são capazes de não se conformar com esse mar de calamidades e se chocar contra suas ondas furiosas. Apenas aos quixotes sonhadores, foi dada a fé que remove as montanhas. Loucura o desconcertante confronto de meras idéias... é o intangível Deus descalço a caminhar por entre os homens, em instantes... o mesmo Deus em simples desenho aos traços de uma cruz, seu amor define a loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem temer os manicômios e os alienistas, revelo-me louco, e o que prego em palavras presas ao papel não poderia ser mais que pura e apenas loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, poder de Deus. (...) aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.” Apóstolo Paulo (I Coríntios 1: 18-23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Referência ao livro “O Alienista” de Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Referência ao livro “Hamelet” de Willian Shaskespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Décimo nono parágrafo, contido no Ato Terceiro, Cena I do livro “Hamlet” de Willian Shaskespeare. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3887454193933492067?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3887454193933492067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/11/apenas-loucura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3887454193933492067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3887454193933492067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/11/apenas-loucura.html' title='APENAS LOUCURA'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SxLSjxwWVSI/AAAAAAAAAG0/v0SBIBLI17M/s72-c/dom+quixote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6898998558820979844</id><published>2009-11-16T16:22:00.005-02:00</published><updated>2009-11-18T17:02:26.981-02:00</updated><title type='text'>Surpreendente Descoberta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SwREs8OODYI/AAAAAAAAAGs/_IVRkR5OL7U/s1600/tempo-e-vida-7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SwREs8OODYI/AAAAAAAAAGs/_IVRkR5OL7U/s200/tempo-e-vida-7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405520991622139266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(105, 103, 103); font-style: italic; line-height: 19px;font-family:Georgia,'Times New Roman',Times,serif;font-size:12;"  &gt;&lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0in; text-indent: 0.49in;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:12;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0in; text-indent: 0.49in;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.3pt; line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.3pt; line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(105, 103, 103);font-family:Georgia;font-size:9;"  &gt;Assim disse Rubem Alves (paráfrase): “Na maior parte do tempo somos inconscientes do ar que nos dá vida, mas quando prestes a nos afogar ele é a única coisa que nos vem à cabeça”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.3pt; line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(105, 103, 103);font-family:Georgia;font-size:9;"  &gt;Algumas descobertas são como engrenagens capazes de deter, por alguns instantes, os ponteiros giratórios do nosso relógio da vida, todavia elas não podem pará-los. Já diziam que o tempo não pára, ou que a vida é breve, mas é intrigante, a meu ver, o quanto que uma “simples” descoberta pode causar mudanças não tão simples na vida de alguém. Falo a respeito da pessoa que de repente descobre em si uma doença terminal, para alguns, a partir desse momento a vida muda todo o seu curso anterior. No entanto, a descoberta que “somos pessoas terminais” não é motivo de surpresa, a convir que essa é uma simples descoberta mesmo quando tardia, isso por ser uma verdade irrevogável. As doenças são apenas lembretes colados em nossas geladeiras, quando inoportunamente eles nos chamam a atenção, percebemos algo escrito em letras grandes: “SOMOS TERMINAIS”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin: 5pt 0cm 0.0001pt -2.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.3pt; line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(105, 103, 103);font-family:Georgia;font-size:9;"  &gt;O que mais intriga é saber que a percepção de que a morte se aproxima, ironicamente, nos lembra da vida outrora ignorada, e nesse instante até adjetivos são outorgados a ela : breve, curta... Os valores invertem-se, e a forma de medi-los já não é a peso de ouro, ou a leves notas de papel. Agora o que está cotado em alta é o valor das pessoas... Sem motivos ou apelos emocionais, passamos a indagar a existência de um Deus... Ao pôr do sol, o furtivo entardecer deixa a nós uma saudade nunca antes sentida... Tudo isso deixa entender descobertas já não tão simples como a anterior, surpresas para além do ordinário. A descoberta da vida é surpreendente, não a da morte! Todavia a relação entre ambas é indissociável, necessita-se antes do inadiável término dessa vida, saber a verdade que “somos terminais”, e se assim o for... a vida deixar-se-á ser encontrada antes da morte, e talvez, simplesmente permaneça após ela, na surpreendente descoberta da vida eterna&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin: 5pt 0cm 0.0001pt -2.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.3pt; line-height: 14.25pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(105, 103, 103);font-family:Georgia;font-size:9;"  &gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6898998558820979844?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6898998558820979844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/11/assim-disse-rubem-alves-parafrase-na_16.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6898998558820979844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6898998558820979844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/11/assim-disse-rubem-alves-parafrase-na_16.html' title='Surpreendente Descoberta'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SwREs8OODYI/AAAAAAAAAGs/_IVRkR5OL7U/s72-c/tempo-e-vida-7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-1805573097764597704</id><published>2009-11-01T17:49:00.004-02:00</published><updated>2009-11-06T21:12:56.711-02:00</updated><title type='text'>Onde está a mudança?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Su3pcFza6UI/AAAAAAAAAGU/X4JGD0EeYG8/s1600-h/revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399228197090552130" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 200px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Su3pcFza6UI/AAAAAAAAAGU/X4JGD0EeYG8/s200/revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Um alguém cujo nome já não me recordo, contou-me algo curioso:&lt;br /&gt;"certa vez uma ousada jornalista resolve entrevistar Martin Luther King em meados de seus protestos pelo fim da discriminação racial nos EUA. A intrépida jornalista diz, (paráfrase minha):&lt;br /&gt;-Senhor Martin, qual a real validade de sua luta em favor dos negros do nosso país?Pois mesmo depois de tantos feitos e protestos... ainda não conseguimos ver resultados, os negros continuam tão discriminados e oprimidos quanto antes, enfim, onde está a mudança? Então ele respondeu com uma serenidade quase esmagadora:&lt;br /&gt;- Tens razão senhorita, até agora só conseguimos mudar alguns corações.&lt;br /&gt;Um dia disseram-me, que eu não devia me conformar com esses tempos maus. Entreguei-me a minha empolgação alternada com horas de desesperança, na tentativa um tanto falível de mudar o mundo. No fim acabo por perceber o quanto fui mudado, é irônico, mas na verdade... quem mudou fui eu. Perguntaram-me: "Onde está a mudança?"A&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;penas sei que não sou mais o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Castro Lins&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-1805573097764597704?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/1805573097764597704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/11/onde-esta-mudanca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1805573097764597704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1805573097764597704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/11/onde-esta-mudanca.html' title='Onde está a mudança?'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Su3pcFza6UI/AAAAAAAAAGU/X4JGD0EeYG8/s72-c/revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5121667866427215250</id><published>2009-10-25T18:50:00.005-02:00</published><updated>2009-10-25T19:35:55.111-02:00</updated><title type='text'>Carta - um pouco sobre palavras e amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SuTBHPsr6aI/AAAAAAAAAGM/u35HgjgVIx4/s1600-h/cartas-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396650583713900962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SuTBHPsr6aI/AAAAAAAAAGM/u35HgjgVIx4/s200/cartas-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Carta - um pouco sobre palavras e amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Cartas me lembram romances, boas novas e seus mensageiros. Jesus é uma carta de amor, o Verbo, que o próprio Deus escreveu a punho e endereçou aos homens. E dentro desse romance sem igual, nós – falo a cristãos - somos simplórios carteiros, cujos pés são formosos por anunciar esse amor. Não menos importantes na história, pois também somos os amantes e filhos aos quais o Noivo e Pai destinou essa correspondência que cruzou os céus e os tempos até chegar aos nossos pobres ouvidos, e até infiltrar em nossos, outrora, petrificados corações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Não sei se diante de ti, leitor, já pude justificar minha carta – é o que estou tentando fazer até agora. Permita-me agora escrever uma carta de amor, como se esse computador fosse pluma negra e sua tela meu papiro. Como se o amor estivesse mais perto do que longe, e mais real do que parece... Sinto-me a vontade quando escrevo, as palavras me cercam, protegem-me, estando elas sempre sujeitas não a minha vontade apenas, mas aos meus vivos e involuntários sentimentos, esses, na maioria das vezes, não se sujeitam ao meu querer. Eles são carregados nesse trem de palavras como uma longa locomotiva que percorre os montes e as horas, viajando até encontrar os desejados olhos da menina, a afortunada na qual os sentimentos e palavras se destinam ainda informes na mente do poeta. Cartas... elas sempre são seladas pelo receio por não poder estar ao lado da pessoa a quem as mesmas são destinadas. É como uma falível tentativa de alterar um destino presente, ou um alento para melhor aceitá-lo. A distância entre seres cuja proximidade fez-los um ser somente, que lógica pode explicar essa desventura da vida? Ainda teimo em aceitar mesmo a mais racional das respostas para essa pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Assim, resta apenas as cartas e seus perfumes de aromas para os olhos, essas narinas sensíveis da alma romântica. Não sei da minha engenhosidade para escrever uma carta, todavia algo me diz em voz sem som, internalizada, incomodando-me e creio que devo começar assim: “Mando a ti minhas palavras que escolhi com o mesmo carinho de quem colheu vistosos e vermelhos morangos. Palavras carregadas desse involuntário sentimento. A elas não existem longos percursos, nem pedras no caminho, elas sabem voar como um pássaro mensageiro, e sem tardar, logo não serão minhas palavras, serão unicamente tuas. Um presente, pois é para ti meu verso. Sabendo disso, implorei ao Senhor Logos seus mais preciosos verbos, os quais são desconhecidos dos dicionários. Palavras mágicas que falam mais do que dizem, e dos desapercebidos roubam lágrimas. Apenas um destes tais verbos mágicos visto aos olhos, corresponde a diversas e milhares de palavras postas em sonetos,cujas métricas não suportam tamanho amor quando visto ao coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Tenho comigo alguns bons verbos destes, e te ofereço. Eles são presentes do Senhor Logos, em virtude, são de indescritível valor. Agora peço para que feche os olhos e tente ouvi-los, não há tinta que os transcreva. Tu precisas senti-los, é mágica! Todavia devo adverti-la que para lê-los é preciso conhecer em profundidade a língua dos loucos apaixonados, é importante que se vá a sequidão das lágrimas. Língua de sobremodo mais prefeita que o dialeto dos anjos. Língua que o próprio Senhor Logos trouxe a existência e fez questão de ensinar aos homens que tinham ouvidos para ouvir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Devo confessar que ainda estou sendo alfabetizado nessa língua, mas já aprendi soletrar teu nome para fazer-te mais perto de mim. Clarice Lispector na tentativa de graduar-se nessa língua, disse certa vez: “A palavra é meu domínio sobre o mundo...” Na verdade, creio que a palavra exerça um domínio sobre mim, pois para aquela capaz de dominar um mundo, com menos esforço dominará um homem. Quero dizer apenas que desconheço a forma de escrever o que sinto por ti, – mau escritor de cartas sou - simples palavras não suportam tanto, então procuro por socorro nas palavras mágicas que o Senhor Logos incumbiu-me de guardar. Deves entender que elas não são escritas com tinta nem presas a mal traçadas linhas, são tatuagens eternizadas nas menininhas dos teus olhos, apenas eles,teus olhos, podem lê-las agora, se assim tu desejares. Só nós podemos soletrá-las e somente só a nós, cabe seu significado. Se fores capaz de acreditar nessas minhas palavras, esse é o sinal vivo que elas existem e não são uma alucinação de minhas loucuras, e já mais real ainda são essas emoções que elas, em sua magia, carregam consigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Clarice Lispector entendeu bem a semântica dessa língua quando diz: “Ela acreditava em anjos, por acreditar, eles existiam...” Verdades tornam-se de verdade apenas na mesma medida da nossa fé. Deixa-me tentar ser mais simples... Dou a ti minhas preciosas palavras mágicas, poderosas o bastante para romper o tempo e o espaço criando um caos a olhos de outros, mas uma primavera de morangos a sua destinatária e seu remetente.. O que elas dizem? Não me faça essa pergunta! Depende do que teus olhos vão ler. O destino sujeita-se agora as vontades da destinatária, o mesmo ocorre com o tempo. Bem sei que tenho amado na conjugação do “presente”, afinal, não sabes que o amor sempre é? Pois foi a eternidade a primeira a conjugá-lo dessa forma, e a partir do tempo em diante o homem tem cometido muitos erros de conjugação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;O débil ser humano, não entende que o amor as vezes se cansa e parece em constante mutação... mas nunca deixando se perder o que ele é, e apenas acrescentando, ou crescendo – seja como melhor tu possas entender - mas sem deixar nada no passado. De modo que nada se perde, não se substitui, apenas se uni de forma semelhante a uma construção. Talvez eu me faça entender com um exemplo: Quando falo de um amor que embriaga a alma de dois seres, um homem e uma mulher, mas que outrora, o mesmo amor fazia-se nos moldes esculturais e lindos da amizade entre esses dois seres, uma menina e um menino, refiro-me então ao amor que cresce junto com eles em metamorfose, e já em maioridade expressa-se ainda mais profundo e avassala um ao outro de formas distintas da infância suave entre amigos. Todavia esse amor nunca nem se quer cogitou deixar de ser a amizade de tempos anteriores, nele nada se tira apenas se recebe, por isso nada nele deixa de ser. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Enfim, depois de tudo exposto diante de nós nessa minha, talvez não tão clara, carta. Suspeito que podes até achar que não estou a ser sincero, já me peguei pensando isso também. Concordo em suma com o caro Fernando Pessoa quando o mesmo diz “ ser o poeta um fingidor”. Contudo, dessa forma seja o sonho também um fingimento! Pois ele não é real, estando tão longe da matéria. Dentro do que creio ser real, estão os sonhos junto a muitas outras coisas que não posso ver... “ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Essa carta é tão real quanto os sonhos são. Se destina aquela menininha dos olhos, invisível, contudo bem audível, de forma que sua voz é única capaz de ler tais palavras mágicas que o Senhor Logos recitou aos ares e deu a mim em secreto. Essa menina é tão real quanto os sonhos são, ou quanto eu possa acreditar neles... Sobre palavras... sei apenas que de extremo valor são as palavras que nos ajudam a entender quem somos, sem iguais são aquelas que nos ajudam a entender quem Deus é. Sobre amor ... apenas pelas palavras mágicas pode-se escrever em veracidade a seu respeito. Sobre cartas... feitas de palavras postas em seu papel. A carta sou eu, feito de palavras, porém postas em minha carne. Ambos – a carta e eu - apenas meros veículos do Verbo... que as vezes falam palavras de amor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Castro Lins &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5121667866427215250?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5121667866427215250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/10/carta-um-pouco-sobre-palavras-e-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5121667866427215250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5121667866427215250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/10/carta-um-pouco-sobre-palavras-e-amor.html' title='Carta - um pouco sobre palavras e amor'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SuTBHPsr6aI/AAAAAAAAAGM/u35HgjgVIx4/s72-c/cartas-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6477291286526258281</id><published>2009-10-11T11:25:00.005-03:00</published><updated>2009-10-11T21:53:49.502-03:00</updated><title type='text'>Medidas da alma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/StJ-FSCyjTI/AAAAAAAAAGE/3p9lMgxCc9I/s1600-h/20080801040941-triste.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 193px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/StJ-FSCyjTI/AAAAAAAAAGE/3p9lMgxCc9I/s200/20080801040941-triste.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391510333123890482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem já não sei de minha alma estatura,&lt;br /&gt;Em salto da planicie cai nos montes;&lt;br /&gt;A vil presa alma escrava alucinante,&lt;br /&gt;Fita o Hades lá dos Andes em loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo ondas fundas tomba os horizontes,&lt;br /&gt;Vi vil morte na vida, mal almejo&lt;br /&gt;Fim das miragens crônicas que vejo,&lt;br /&gt;Imortais mais desta hora, embora de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trevas traga o poeta triste, espéctro&lt;br /&gt;Jaz a letra erro métrico...soneto&lt;br /&gt;Faz medida da vida a cada metro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenas os poemas imperfeitos&lt;br /&gt;Com despeito patético e enfim tétrico,&lt;br /&gt;Alucinas a rima antes do leito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Castro Lins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6477291286526258281?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6477291286526258281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/10/medidas-da-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6477291286526258281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6477291286526258281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/10/medidas-da-alma.html' title='Medidas da alma'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/StJ-FSCyjTI/AAAAAAAAAGE/3p9lMgxCc9I/s72-c/20080801040941-triste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-7257713554362213813</id><published>2009-10-01T16:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-01T17:08:28.215-03:00</updated><title type='text'>Prece</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tu ó Deus!&lt;br /&gt;Que nos céus habita,&lt;br /&gt;Diga-me:&lt;br /&gt;Entre milhares e centenas&lt;br /&gt;A estrela mais bonita,&lt;br /&gt;Para que se escreva um poema&lt;br /&gt;A alguém... longe, porém&lt;br /&gt;Ainda posso vê-la...&lt;br /&gt;Poema fez-se o tema:&lt;br /&gt;Um menino amando uma estrela.&lt;br /&gt;No firmamento&lt;br /&gt;Onde distante mora,&lt;br /&gt;Da noite seu enfeite,&lt;br /&gt;Dorme quando acorda a aurora;&lt;br /&gt;Todavia,&lt;br /&gt;Todo fim do dia,&lt;br /&gt;Esse teu filho&lt;br /&gt;Uma estrela namora,&lt;br /&gt;Encantado com tanto brilho&lt;br /&gt;Que pela manhã vai embora.&lt;br /&gt;Ó Deus! Perdoa meu afã,&lt;br /&gt;Entre os ares&lt;br /&gt;Queria voar,&lt;br /&gt;Cruzar lindas estrelas em milhares,&lt;br /&gt;Mas apenas uma beijar.&lt;br /&gt;Deus que anda sobre os mares,&lt;br /&gt;Ensina-me sobre o céu caminhar.&lt;br /&gt;Deus meu!&lt;br /&gt;À distância e o amor&lt;br /&gt;São de mesmo tamanho;&lt;br /&gt;Deus! Bom pastor,&lt;br /&gt;Ouve este do teu rebanho;&lt;br /&gt;Teu doce favor&lt;br /&gt;Aquele de repente...&lt;br /&gt;Dedo teu, o céu balança.&lt;br /&gt;Sonho meu, a estrela cadente.&lt;br /&gt;E vindo...&lt;br /&gt;Eu possa sempre tê-la,&lt;br /&gt;E quando sorrindo... ela&lt;br /&gt;Ainda terá brilho de estrela...&lt;br /&gt;Estrela bela,&lt;br /&gt;Sol, mesmo longe aquece.&lt;br /&gt;Assim seja Querido Deus!&lt;br /&gt;Essa é minha prece...&lt;br /&gt;Castro Lins &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-7257713554362213813?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/7257713554362213813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/10/prece.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7257713554362213813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7257713554362213813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/10/prece.html' title='Prece'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-921424101033114918</id><published>2009-09-19T19:35:00.004-03:00</published><updated>2009-09-23T11:39:06.839-03:00</updated><title type='text'>Jesus aplicando EBI*!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Texto Bíblico: Lucas 10: 25-38&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Srady4J-06I/AAAAAAAAAF0/OpePemGe_Lo/s1600-h/vi%C3%A7osaEBI.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 230px; float: right; height: 181px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383663901961278370" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Srady4J-06I/AAAAAAAAAF0/OpePemGe_Lo/s320/vi%C3%A7osaEBI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jesus estava a caminho de um certo povoado, onde habitava uma certa mulher chamada Marta ( v38). Podemos supor, que durante esse percurso Jesus tenha sentado-se por alguns instantes sobre a sombra de uma bela árvore. Por que não imaginar que ele e seus seguidores fizeram um círculo para se olharem face a face? E como Jesus era sempre chamado de Mestre (v25), é bem provável que estava na maior parte do seu tempo ensinando. Os ouvintes - pelo menos alguns - eram pessoas íntimas do conhecimento(v25), pessoas cultas ( mestres em interpretar) que não deviam aceitar nada sem questionamento. Alguns com motivações duvidosas(v25), mas não se pode negar o interesse destes em conhecer mais sobre aquele homem intrigante. De repente eis o nascer de um diálogo e alguém do grupo levanta o braço com o dedo apontado para saciar sua questão: Mestre que farei para herdar a vida eterna?(v25)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do diálogo, Jesus naturalmente inicia seu estudo com uma pergunta de observação das escrituras: Que está escrito na Lei? Dando seqüência ao estudo, Jesus agora faz uma pergunta de interpretação das escrituras: E como interpretas?(v26). E como as perguntas de observação são sempre as mais fáceis, é só observar o que está escrito: “Amarás o Senhor, teu Deus de todo teu coração, de toda a tua alma, de todas tuas forças e de todo teu entendimento; e: amarás teu próximo coma a ti mesmo”(v27). Ironia Jesus pedir uma interpretação para uma autoridade em interpretar, um interprete da Lei. O mesmo, tentando justificar-se, fez uma nova pergunta: Quem é meu próximo?(v29). Jesus na posição de dirigente do grupo, resolveu usar um método de EBI criativo e propôs um historinha relacionada ao cotidiano da época e a realidade do seu grupo.(v30-35 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Jesus na intenção de trazer seu estudo para um âmbito pessoal da vida do grupo, termina seu estudo com um pergunta de aplicação pessoal quando integrada com a seguida resposta: "Qual destes três parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o intérprete responde: "aquele que teve de misericórdia com ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como sempre ocorre no fim dos EBIs, sempre tem uma recomendação, citação, ou uma frase que confronta e nos faz refletir na vida, Jesus Diz: “Vai e procede tu de igual modo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* EBI - Estudo Bíblico Indutivo. Método de Estudo da Bíblia muito utilizado em grupos da ABU (Aliança Bíblica Universitária) nas universidades.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-921424101033114918?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/921424101033114918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/09/jesus-aplicando-ebi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/921424101033114918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/921424101033114918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/09/jesus-aplicando-ebi.html' title='Jesus aplicando EBI*!'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Srady4J-06I/AAAAAAAAAF0/OpePemGe_Lo/s72-c/vi%C3%A7osaEBI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5637292005318295577</id><published>2009-08-09T15:55:00.000-03:00</published><updated>2009-08-09T16:08:52.437-03:00</updated><title type='text'>As Estrelas Nos Lembram</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sn8ead56gzI/AAAAAAAAAFM/xpCExV_TR3M/s1600-h/OgAAAH2WeAmAPrwicCDlQQWBKr_91kTl-MCJ0fOZ1-_0QK39sjnAhe34oaRApZ7dUuldVfxwX5ODX8cXDiboxlgMqeUAm1T1UI7e5bBp5SiXts3y5U1MBr8LeNW8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368042720901890866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sn8ead56gzI/AAAAAAAAAFM/xpCExV_TR3M/s400/OgAAAH2WeAmAPrwicCDlQQWBKr_91kTl-MCJ0fOZ1-_0QK39sjnAhe34oaRApZ7dUuldVfxwX5ODX8cXDiboxlgMqeUAm1T1UI7e5bBp5SiXts3y5U1MBr8LeNW8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sn8c0TkL9oI/AAAAAAAAAFE/sz0r2-pE-FU/s1600-h/OgAAAH2WeAmAPrwicCDlQQWBKr_91kTl-MCJ0fOZ1-_0QK39sjnAhe34oaRApZ7dUuldVfxwX5ODX8cXDiboxlgMqeUAm1T1UI7e5bBp5SiXts3y5U1MBr8LeNW8.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Em lugares ausentes da história, antes dos limites do tempo sobre a vida, quando a face dos seres era uma imagem do desconhecido... Em terras do nada, lugar esse onde tudo é apenas imaginação... Como árvores de natal sem enfeites, não havia estrelas penduradas no céu... Antes do sol nascer pela primeira vez - talvez se a imaginação assim desejasse, haveria uma lua invisível sem astro algum para iluminá-la... Existiam seres, talvez humanos, talvez reais, seres que moravam na escuridão, cujos olhos eram bolinha inúteis imergidas nas trevas. Já diziam que os olhos são a janela da alma e a cegueira é apenas a alma que não reconhece a luz. Eles não conheciam a luz, pois não havia dia e o que chamamos de noite eles chamavam de vida. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Não! Mesmo assim, os olhos não eram em tudo inúteis, afinal, por eles a alma chora e manifesta quase em palavras, mas apenas em lágrimas, sua solidão. Caminhar e viver são dois nomes dados a mesma pessoa. Caminhavam sem sentido, pois seus olhos eram virgens que nunca conheceram a luz, todavia, posso imaginar que o simples ato de caminhar denuncia uma procura, ou posso usar forçosamente a palavra “esperança”? Sim, creio que devo usá-la. Porém, uma tímida esperança apenas, e nada mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia... Não! Esse termo é mentiroso, pois até então não existia dia. Vou tentar novamente: até que... a imensidão escura se desfez diante de um imensurável ser que rasga o horizonte, pondo-se no céu como um rei e sentando-se em seu trono suspenso nos ares. A luz passa a habitar no mundo e caminhar entre os homens num encontro inevitável com os olhos... agora os cegos vêem! E os sonhadores aprenderam a olhar para o horizonte! O assombro de um recém-nascido fugido do escuro do ventre da mãe é ínfimo diante da admiração daqueles que deslumbravam petrificados o nascer do dia, esse visitante desconhecido. Peço encarecidamente um simples exercício de empatia: imagine-se como ser da noite que nunca contemplou a aurora da manhã, nem sequer uma chama a clarear, e de repente depara-se com o primeiro nascer do sol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Outrora obscurecidos os homens não enxergavam sua face no espelho, apenas tateavam os rostos uns dos outros, era impossível reconhecer a si ou a alguém, mesmo próximo. Contudo, quero agora falar apenas do primeiro dia em que houve dia. Tamanha a alegria, o céu e o mar foram pintados de azul e as pessoas conheceram o infinito, muito além do limite da imaginação onde seus sonhos tateavam. Nesse dia o perfume das flores fez mais sentido. Nesse dia o homem conheceu as montanhas e viu-se pequenino. Nesse dia os olhos aprenderam a olhar nos olhos, e o amor nasceu forte como em pleno meio-dia. Houve vida até o entardecer. Até que... O gigante se moveu e parecia ser engolido pela terra, para alguns, porém, mergulhava no mar. A escuridão sem fim tragou a luz e cegou os olhos de todos. Com o cair da noite, o sol que nasceu parecia aos poucos padecer... morto, foi sepultado e se pôs. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite a escuridão fez-se mais escura, e o medo postou-se mais visível. Peço novamente apenas mais um exercício de empatia: imagine-se perante a primeira noite, incerto se o dia outra vez nasceria. Talvez seja como o caso do cego que outrora contemplou o belo e suas cores, todavia hoje há apenas imagens de lembranças misturadas com saudades do que se foi. A humanidade caiu na incerteza do amanhã. Quando a noite não tem fim, não existe amanhã. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eles choraram amargamente, mas alguns não deixaram desfalecer sua esperança. Nas trevas seus olhos não esqueciam a luz, como se o sol nunca houvesse se posto em suas almas. Outros, porém, viram na escuridão que os cercava um simples reflexo de suas almas enegrecidas. Eles amaram mais a noite do que o dia. Esperança é esperar quando o coração já possui o que se espera, mesmo ainda esperando. O que se espera é que venha plenamente o que já se tem em parte. O dia nasceu para aqueles que já tinham o seu brilhar em si e Deus fez deles estrelas, brilhando na escuridão, para lembrar os homens que a noite não é eterna, mas finda, e que o dia logo vem. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;As gerações passaram e as estrelas ainda brilham, mas encantam a poucos. O sol nasce todas as manhãs como se fosse a primeira vez, mas poucos o aplaudem. Contudo, devemos convir, que o pôr-do-sol ainda é belo o bastante para roubar lágrimas. A saudade ainda acompanha todo entardecer, e quando escurece... já não sabemos mais a quem porventura se destina a saudade. Ouso perguntar: saudade do desconhecido? Sem demora, ouço a voz das estrelas a responder: “sabes apenas... saudades de Deus!” Enfim, não se angustiem a esperar – as estrelas nos lembram – breve o sol vai nascer. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Num mundo em trevas, falar de estrelas nunca é bastante, sempre é essencial. Ofereço a vós, estrelas, em forma de consolo, essa tão simples - ou até mesmo infantil - historinha. Devo esse textinho a uma amiga bem distante dos meus olhos, mas bem próxima do meu coração, nunca duvidei do seu brilho... do sempre amigo... Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;.E falou-lhes pois Jesus outra vez dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5637292005318295577?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5637292005318295577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/08/as-estrelas-nos-lembram.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5637292005318295577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5637292005318295577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/08/as-estrelas-nos-lembram.html' title='As Estrelas Nos Lembram'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sn8ead56gzI/AAAAAAAAAFM/xpCExV_TR3M/s72-c/OgAAAH2WeAmAPrwicCDlQQWBKr_91kTl-MCJ0fOZ1-_0QK39sjnAhe34oaRApZ7dUuldVfxwX5ODX8cXDiboxlgMqeUAm1T1UI7e5bBp5SiXts3y5U1MBr8LeNW8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2731758539900160569</id><published>2009-08-04T16:29:00.000-03:00</published><updated>2009-08-04T20:16:13.924-03:00</updated><title type='text'>Escultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SnighX9jzSI/AAAAAAAAAE8/LCTmXixSbXg/s1600-h/sereia_CIRCE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366215451240287522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SnighX9jzSI/AAAAAAAAAE8/LCTmXixSbXg/s320/sereia_CIRCE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Não escondas o rosto,&lt;br /&gt;Assim da vida...&lt;br /&gt;Retiras...&lt;br /&gt;Todo o gosto.&lt;br /&gt;És obra esculpida,&lt;br /&gt;És arte escultura,&lt;br /&gt;Sou artista&lt;br /&gt;Em loucura,&lt;br /&gt;Desejando ser arte,&lt;br /&gt;Tinta e versos&lt;br /&gt;Para encontrar-te.&lt;br /&gt;Apenas perto;&lt;br /&gt;Apenas parte;&lt;br /&gt;Parte da tua moldura.&lt;br /&gt;E por amor&lt;br /&gt;Que poeta criador&lt;br /&gt;Não se faz criatura?&lt;br /&gt;Mesmo Deus fez-se homem,&lt;br /&gt;Escritor,&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo escritura.&lt;br /&gt;Teus olhos&lt;br /&gt;Dois sóis,&lt;br /&gt;Puras, brancas nuvens,&lt;br /&gt;Limpos lençóis.&lt;br /&gt;Orquestra dos céus&lt;br /&gt;Sua mansa, doce,&lt;br /&gt;Límpida voz.&lt;br /&gt;Os cabelos teus:&lt;br /&gt;Mar negro,&lt;br /&gt;És a mais perfeita&lt;br /&gt;Criatura de Deus&lt;br /&gt;Feita em segredo.&lt;br /&gt;Sorria...&lt;br /&gt;Teu mover de lábios&lt;br /&gt;Encanta, embriaga,&lt;br /&gt;Enlouquece os sábios.&lt;br /&gt;Choro com ar divino,&lt;br /&gt;Uma lágrima&lt;br /&gt;Mergulha no mar&lt;br /&gt;Faz dele... mais salino.&lt;br /&gt;Tão doce até salgar,&lt;br /&gt;Um beijo...&lt;br /&gt;Enlouqueceria as ondas,&lt;br /&gt;Seria cômico, estranho,&lt;br /&gt;Nem imaginação sonda&lt;br /&gt;Essa quimera,&lt;br /&gt;Quem dera sonho.&lt;br /&gt;Traços de menina,&lt;br /&gt;Banha-se a bailar&lt;br /&gt;Na chuva&lt;br /&gt;Vinho de muita idade,&lt;br /&gt;És videira,&lt;br /&gt;Uva... felicidade.&lt;br /&gt;Afasta-te!&lt;br /&gt;Oh! infame&lt;br /&gt;E vil vaidade.&lt;br /&gt;Não devo tocar-te&lt;br /&gt;Dizer o nome,&lt;br /&gt;O amor fez-me covarde.&lt;br /&gt;Já não há sons no piano,&lt;br /&gt;As notas loucas repetem&lt;br /&gt;Emudecidas: “te amo... te amo”.&lt;br /&gt;Medo de compor,&lt;br /&gt;Oh! minha linda partitura!&lt;br /&gt;Apenas escultor&lt;br /&gt;Que admira, tu safira,&lt;br /&gt;A mais linda escultura.&lt;br /&gt;Castro Lins &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2731758539900160569?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2731758539900160569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/08/escultura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2731758539900160569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2731758539900160569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/08/escultura.html' title='Escultura'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SnighX9jzSI/AAAAAAAAAE8/LCTmXixSbXg/s72-c/sereia_CIRCE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4036610747408571289</id><published>2009-07-28T18:42:00.000-03:00</published><updated>2009-07-28T18:47:19.981-03:00</updated><title type='text'>Carta – Vento que sopra onde quer.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9xZVnr69I/AAAAAAAAAE0/Vvpaj4mE8e4/s1600-h/vento_menino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363630361335819218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9xZVnr69I/AAAAAAAAAE0/Vvpaj4mE8e4/s320/vento_menino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9xKvFZXjI/AAAAAAAAAEs/_jK-yGEGuMI/s1600-h/vento_menino.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lembro que quando criança morava num lugar cercado por pés de eucalipto. Logo atrás da minha casa havia uma floresta com macaquinhos saltando de galho em galho, um circo natural cheio de festa para uma criança cuja idade nem me lembro mais. No entanto, lembro do meu pai levando-me para mata com outros homens, para buscar algo que também já não me recordo ao certo o que era... Porém não importava as razões, a aventura iludia-me e seguir meu pai era como seguir um general. Seus amigos formavam o exército e eu era o soldado herói, o mesmo da televisão, apenas um tanto mais baixinho e com uma dezena de coisinhas grudadas em meu cabelo, pereciam uma certa espécie de carrapicho que dava muito trabalho para tirar depois. Nessas horas, minha mãe entrava em cena e arrancava cada coisinha puxando meu cabelo, – doía muito - mas garantia o final feliz da minha aventura na selva, o encontro inevitável com minha feroz imaginação. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Saudades da infância dos sonhos, quando eu ouvia o som assombroso do vento vindo de encontro aos eucaliptos. Orquestra que só os ouvidos refinados das crianças são sensíveis o bastante para degustá-la, definitivamente era lindo e ao mesmo tempo assustador para um pequenino. As folhas caiam em giros no ar e mereciam palmas. Minha mãe, ou talvez minha tia, me puxava pelo braço dizendo: “anda garoto parece bobo olhando para o vento”. Minha imaginação de menino perguntava a minha alma de bobo: “Será esse aquele a quem chamam Deus?” Lembro desse Deus! Falavam dele na reza anual na casa da minha tia, e estava certo que minha avó, cristã protestante, também havia falado nesse ser dito poderoso e grande. Naquele dia parece que fomos apresentados. Eu não tive a coragem de conversar com ele, pois todos diziam que ele era uma figura ilustre, então fiquei um tanto tímido. Também não conseguia enxergá-lo, era como aquele vento que apenas o sentia e ouvia seu choque com as árvores entres ares. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O som do vento entre eucaliptos... creio que o meu primeiro encontro em consciência com meu criador, como se a poesia olhasse para o poeta e dissesse: “oi”. Fora da minha posição de criatura, não sei qual seria a minha reação diante de algo assim. Todavia, agora posso supor os bons sentimentos que me invadiriam se um futuro filho meu, em suas primeiras palavras, pronunciasse um simples: “Papai.” &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;O tempo em sua obsessão de sempre nos destinar ao fim. Nunca esqueci esses eucaliptos que se foram dando lugar a tijolos e concreto. A rua ganhou asfalto e minha selva tornou-se selva de homens cheia de barracos e bares. Os macaquinhos se mudaram passando a habitar agora apenas em meus sonhos. Pessoas tristes agora moram atrás da minha antiga casa, toda aquela riqueza que eu tanto admirava tornou-se a pobreza que tanto me entristece. As aventuras hoje são desventuras de um homem que senti saudades da infância. Do muro da minha casa já não vejo verde. Agora vejo de olhos fechados, pessoas tentando esquecer de sua vida sem sentido, sem vento a soprar. Elas embriagam-se e se alucinam. O vento derruba seus barracos e a chuva desaba barrancos e inunda suas casas. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Para que tolos como eu possam lembrar dos antigos macaquinhos, esse lugar hoje se chama “Morro dos Macacos”. Agora homem, vejo que aos poucos o vento parou de soprar, os eucaliptos se foram. Descobri que meu pai era meu padrasto e como eu queria sentir novamente as incômodas coisinhas grudadas no meu cabelo, vendo minha mãe arrancá-las depois de mais uma aventura. Cresci e vi tudo diferente, já não sou leve o bastante para deixar ser levado pelo vento. Fui para universidade para aprender não ser mais criança e perder minha alma de bobo. Hoje corro atrasado entre os sinais de trânsito, e meus ouvidos estão ensurdecidos com a música que a vida me obriga a dançar. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos dias sentir-me sozinho, como de costume, gosto de caminhar em dias de solidão, foram tantos passos para fugir dela que de repente me vi cansado e sentei. E como alguém que estava surdo desde infância, em milagre meus ouvidos se abriram. Assustado como uma criança, eu ouvi novamente o sopro avassalador do vento entre os eucaliptos, logo atrás de mim. Nossa! Era Ele novamente! Deus! Agora, desde aquele dia quando criança, já um velho conhecido. Pai e amigo de outrora que, porém, naqueles dias eu indelicadamente havia esquecido. Ele era o mesmo dos dias passados, tudo se foi: as árvores, os macaquinhos, as rezas, mas ele não.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Percebi que não estava sozinho e nunca estive. Talvez, por horas de anos, eu tenha estado surdo para o som da sua voz que sopra onde quer, e cego para enxergar as folhas caindo das árvores, todavia não estava só. Nem no instante mais insignificante de minha breve vida. Depois da nossa primeira apresentação, agora com um pouquinho mais de intimidade eu conversei com ele abertamente. Foi um bom papo, falei das rezas da minha tia e a gente riu juntos, também choramos juntos quando eu falei das dores das pessoas que moram, hoje, atrás da minha antiga casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Aquele era um dia de páscoa, foi inevitável lembrar da cruz e nesse instante, como alguém que desperta de um sono milenar, o vento soprou em meus ouvidos como um sussurro suave: “ Ainda achas que não me importo com a dor dos meus filhos? Ainda pensas estar sozinho?”. Não tive respostas, mas acho que chorei escondendo o rosto das pessoas que passavam próximo a mim. Acho que elas me tinham como louco. Não bastante, lembrei de tantas boas pessoas, que as chamo de anjos, enviadas de Deus para sarar tantas vezes minha solidão. Mas os anjos, diferente de Deus, sempre na hora certa, se vão. Não sei, talvez eles voltem para o céu. Mas deixam conosco algo lá de cima que chamamos de saudades. Não foi por acaso, nem de forma forçosa. Eu simplesmente caminhava pelo Campus me sentido triste, quando ouvir o forte som do vento a cruzar os eucaliptos do ginásio de esportes. Lembrei-me da minha infância, chorei e depois que de todos os sentimentos que contei, sorri e agradeci a Deus pelo seu sopro que desfaz a neblina da solidão e forte o bastante que dá vôo para os anjos com suas asas. Saudades dos bons amigos e de uma amiga em especial a qual dedico essa carta, obrigado pela sua amizade espero não te ver bater asas. Do sempre amigo... Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4036610747408571289?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4036610747408571289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/lembro-que-quando-crianca-morava-num.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4036610747408571289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4036610747408571289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/lembro-que-quando-crianca-morava-num.html' title='Carta – Vento que sopra onde quer.'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9xZVnr69I/AAAAAAAAAE0/Vvpaj4mE8e4/s72-c/vento_menino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3869777487058347374</id><published>2009-07-28T17:55:00.000-03:00</published><updated>2009-07-28T18:23:15.684-03:00</updated><title type='text'>A Constante</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9sONDxnFI/AAAAAAAAAEE/SbqzrhbVKXU/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363624672501013586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9sONDxnFI/AAAAAAAAAEE/SbqzrhbVKXU/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9rgyYOa7I/AAAAAAAAAD8/CrNNVd9MKv0/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como já dizia um bom amigo:&lt;br /&gt;“a constante universal da vida é a tristeza”.&lt;br /&gt;A vida em sua cômica maldade enche seres a ser e sentir ilusões, apenas para em risos roubá-las de nós bem lentamente ao longo dos anos. É como dar presentes a uma criança e receber dela um abraço agraciado, logo em seguida, em plena frieza, tomá-los de volta deixando o pequenino apenas confuso. Restando-lhe em sua fraqueza diante do adulto, apenas o choro. Não abrace a vida nem lhe oferte sorrisos, no fim só resta o silêncio das lágrimas. O choro é uma constante. É isso que vejo quando ando nas ruas.&lt;br /&gt;Temo - ouso falar que poucas vezes isso me ocorreu. Temo não encontrar um final feliz para o que escrevo.&lt;br /&gt;Não encontro, pois a tristeza é uma constante, que se alimenta da inconstância da felicidade.&lt;br /&gt;Infeliz felicidade, não dura.&lt;br /&gt;Melhor se não houvesse de haver.&lt;br /&gt;Melhor seria apagar com um borrão sua existência. Enfim, se sou infeliz é porque a felicidade se foi, antes se não houvesse de vir, assim não haveria o choro pela ida.&lt;br /&gt;Ora, quero dizer apenas algo bem popular “tudo passa”.&lt;br /&gt;O que revolta é alguém dar um brinquedo a uma criança e depois tomá-lo de volta. Sensato seria antes não dar. Perdoem meu comportamento de criança. Apenas temo que a vida seja cúmplice do fim, afinal a mesma se entregará a ele um dia.&lt;br /&gt;Chego à conclusão que só há dor por haver alegria, ou amor. Preço justo? Sinceramente já não sei.&lt;br /&gt;Tenho repensado esse sentido. Os mártires que me perdoem.&lt;br /&gt;Essa montanha de altos e baixos vem me causando enjôo, a cada dia me convenço do desejo pelo fim dessa viagem...&lt;br /&gt;Peço a Deus que esse final que escrevo, não seja uma constante no que eu venha a escrever. Dessa vez me faltou um final feliz.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3869777487058347374?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3869777487058347374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/constante.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3869777487058347374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3869777487058347374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/constante.html' title='A Constante'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sm9sONDxnFI/AAAAAAAAAEE/SbqzrhbVKXU/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6393246399391384575</id><published>2009-07-16T19:47:00.000-03:00</published><updated>2009-07-28T18:11:17.595-03:00</updated><title type='text'>Carta – Surpresas do Caminho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Sempre brinquei com meus amigos dizendo que, se porventura, seguir a Cristo for apenas não beber, não fumar e não namorar, devo ser crente desde que nasci! Concordo com C.S.Lewis quando ele troca o termo conversão religiosa para: “surpreendido pela alegria”. Quando criança minha avó sempre falava a respeito de Cristo, sem perceber eu já estava caminhando com ele. Talvez não da forma mais tradicional, pois meus pais não freqüentam instituições religiosas apesar de declararem-se cristãos. Acho que sempre fui um garoto meio covarde, através do medo ou do respeito, eu sempre rezava o “Pai nosso” antes de dormir e me sentia culpado quando dormia durante a oração ou quando esquecia os pedidos. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mesmo sem fazer parte de qualquer igreja, não sei exatamente com quantos anos -talvez doze, ou onze - comecei a praticar uma leitura bíblica cotidiana. O que me levou a isso? Não sei ao certo, eu era um garoto meio tristonho, que se isolava frente à televisão, vezes lendo. Todavia, ler a bíblia sozinho me proporcionou adentrar numa grande aventura, um romance com heróis, traidores, guerras, poderes sobrenaturais, fogo que vinha dos céus, o bem e o mal em confronto, gigantes, leões e um cabeludo que, desarmado, incitava uma revolução na alma dos homens.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Muitos nascem na igreja, ou freqüentaram bastante a igreja antes do primeiro contato com a bíblia, para estes, as histórias bíblicas não são inéditas como foram para mim. Em minhas leituras, mesmo já ouvindo falar, eu simplesmente não sabia que Davi venceria Golias com uma pedrada. Davi era meu herói, até o dia em que quase chorei no meu sofá... Foi quando li sobre o assassinato e adultério que o mesmo havia cometido. Eu criava em minha mente o cenário de cada guerra do povo de Israel. Admito que pulava os trechos bíblicos mais chatos, e as reflexões confusas de Paulo, essas eu lia apenas para satisfazer minha consciência. Enfim, foi uma surpresa saber que a história de Sansão era bíblica, imaginava ser apenas um episódio do Chapolim Colorado, no entanto creio que grande parte do que eu lia não conseguia compreender muito bem. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A leitura bíblica contribuiu, mas acho que fiz da bíblia apenas mais um romance secular, ou um sacrifício cotidiano. Posso estar errado, mas só percebi que não estava sozinho em minha caminhada de vida quando passei por sérios problemas de depressão. Desentendimentos com meu padrasto (considero-o como pai), fizeram-me sair de casa e ingressar num colégio de regime internato. Não gostava muito do curso, na verdade só queria mesmo era fugir de casa. De certa forma, apesar dos bons momentos que vivi nesse colégio, minha depressão crescia a cada desapontamento com vida. Escrevia poesias melancólicas e chorei muito quando reprovado em algumas provas de vestibular ( algumas universidades aplicam processos de avaliação diferentes no nordeste), isso contribuiu mais ainda para minha doença da alma. Porém, mesmo ainda meio arisco e longe de igrejas, a dor inevitavelmente apontou o caminho para o consolador, alguém que sorrateiramente invadia minhas poesias e oferecia a elas um final feliz. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Descobri que não estava só. Isso me deu forças para não cometer uma tragédia contra minha vida. Acho que em nenhum instante de minha depressão chorei sozinho, entre abraços invisíveis, conheci esse Amigo e Pai que amo tanto. Não levantei minha mão em nenhum apelo da igreja, não fui até Deus, Ele veio até mim, invadiu, conquistou, ocupou um vácuo da alma, com seu carinho, consolo e amor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nos últimos anos de internato eu comecei a visitar algumas reuniões evangélicas que ocorriam no colégio. Contudo inclinei-me mais para um outro viés de identidade cristã. Todos os sábados, eu e meus amigos fugíamos da escola para assistir uma missa de um padre que aprendi a admirar pela sua sabedoria e eloqüência, ele me influenciou muito com suas reflexões (diferentes de qualquer outros sermões já ouvidos por mim). Brinco, ao crer que ele não seguia as orientações do Papa. Falava de um Jesus simples, com palavras que penetravam na alma pela força do Verbo. Desde então, tornei-me viciado em refletir nos ensinamentos de Cristo. Na cama de baixo da minha beliche, refletia sobre a vida e suas mazelas e por vezes isso aumentava minha tristeza... lembro-me dos meses de guerra no Iraque, nunca procurei tanto por respostas como naqueles dias. Por vez encontrava alento, vezes me desesperançava novamente num ciculo vicioso . &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Eu estava determinado a conhecer mais sobre esse Jesus que vinha causando tantas mudanças e confusões e surpresas em minha alma. Não sei bem explicar a razão, talvez sobre a influencia desse padre ou em virtude da minha timidez e insucesso com as mulheres, resolvi procurar um seminário católico. Resolvi tornar-me padre, no entanto, depois da primeira visita ao seminário desisti dessa idéia. Deparei- me com algumas instruções discordantes com a bíblia e, um tanto, distantes dos sábios ensinamentos do bom padre.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando terminei meu curso, sai do colégio interno e procurei uma igreja batista em minha pequena cidade, depois de um mês de igreja um irmão me perguntou: “Rafael, hoje, dia...você crê que Jesus é seu único salvador?” Pensei: “como assim?Acho que sempre foi!”. Na verdade não entendi bem a pergunta dele, mas não o contrariei. Hoje entendo melhor essa pergunta, e bem sei que a resposta sempre foi uma certeza bem viva em mim, antes mesmo que houvesse a pergunta. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Após três meses nessa igreja ingressei na UFRuralRJ e de repente conheci a ABU (Aliança Bíblica Universitária). Nesses dias compreendi de sobremodo o que Jesus chama de próximo, família, Corpo. Irmãos samaritanos que passando pela universidade encontraram um jovem ferido, longe dos pais e cheios de inquietações no coração. Cuidaram carinhosamente desse jovem e por fim, apenas sussurraram em seus ouvidos:”Vai e faz o mesmo”. Esse foi o meu “ide”. Lembro-me da minha timidez no grupo e do meu primeiro estudo bíblico. O tema era dia do PAI, fiz analogias entre Deus Pai e o dia dos pais. Foi nesse dia também que liguei para o meu padrasto e pedi perdão por todos os nossos desentendimentos. Foi na universidade e com o auxílio da ABU que descobri um amor inexplicável de Deus para comigo, isso me ajudou a superar crises da alma que ainda me afligiam. “O Amor de Deus”, esse era o tema de grande parte dos meus estudos na ABU... até hoje é. Descobri o grande segredo da bíblia e sua chave hermenêutica, Jesus. Na ABU encontrei uma palavra que por muito esteve longe de minhas poesias: amizade. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Minha fé foi cultivada aqui dentro da universidade, deparei-me com grandes descobertas depois do meu primeiro CF (curso de férias da ABU) em Campos-RJ. Descobertas cristãs que contribuíram para o meu amadurecimento, após, já participei de mais alguns CFs, mas o primeiro foi meu ponto de partida, inclusive, minha primeira ceia. Nesses dias percebi que não caminhava apenas eu e Jesus, havia um Corpo espalhado pela face da terra, havia uma missão na qual resolvi aventurar-me.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando descobri esse mundo novo, desbravei, mas desencontrei-me diante de inconformidades. Após algumas leituras a vivências, desapontei-me com a igreja. Por algum tempo fui revoltado com a igreja e seus inúmeros equívocos. Hoje um pouco mais maduro, não deixo de criticar, mas também já não deixo de me envolver. Atualmente dou aula em algumas classes do ministério de ensino em minha igreja local. Quero servir de alguma forma, há desapontamentos que continuam , porém eles estimulam-me a tentar não repetir erros, ou caminhar para melhorar o que ainda está errado. Entendi que a igreja é imperfeita, apenos por ser um reflexo meu no espelho. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ainda não sou um Super homem, há dias que ainda sinto depressão, as dúvidas ainda existem, todavia, sem abrir mão da certeza, posso afirmar: &lt;strong&gt;Fui surpreendido pela alegria.&lt;/strong&gt; Hoje espero aprender a servir, encontrar novamente comigo mesmo, olhar no espelho, analisar o passado, viver o presente e correr esperançosamente para o futuro. Quero conhecer mais a Cristo até que ele faça parte inteiramente de mim, quero entender e me entregar a esse inexplicável amor e ofertá-lo sem reservas. Essa minha estranha e resumida história, fala apenas de um garoto surpreso diante de tanto amor. Uma espera de olhos fitos no horizonte. Uma alegria que ainda respira depois de um profundo mergulho na tristeza. Essa é uma simplória carta destinada a amigos. Desejo a Graça e Paz de Cristo e abraços meus ... do sempre amigo... Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6393246399391384575?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6393246399391384575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/carta-surpresas-do-caminho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6393246399391384575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6393246399391384575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/carta-surpresas-do-caminho.html' title='Carta – Surpresas do Caminho'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-9026240081690659399</id><published>2009-07-07T20:46:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T21:12:35.136-03:00</updated><title type='text'>O Livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPj34fwEGI/AAAAAAAAAD0/O4xJqwy97c4/s1600-h/PenaPergaminho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355874931071520866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPj34fwEGI/AAAAAAAAAD0/O4xJqwy97c4/s320/PenaPergaminho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPjpLZDHHI/AAAAAAAAADs/3ILV7rA9E0M/s1600-h/PenaPergaminho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPjZXB--LI/AAAAAAAAADk/EfZ9mK4TRxc/s1600-h/PenaPergaminho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPjLxL2YbI/AAAAAAAAADc/t0ZGfR9oy7Y/s1600-h/PenaPergaminho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;A bíblia é um romance, onde o próprio Deus narra sua história de amor. Romance sem final. Certamente por essa razão, o último capítulo do livro – apocalipse - tem como tema principal não o fim, mas a eternidade. Primeira história de amor, pioneira, onde tudo que se julga amor de outrora, de agora, ou do por vir... é apenas uma sombra, uma réplica imperfeita, um mero prefácio desse livro onde o amor é levado à existência por quem amou até o fim.&lt;br /&gt;Uma história de amor de um Deus e seu povo. A noiva apaixonada, que espera em suspiros pela volta do seu Noivo. História de um povo, cujos fracassos são bem expostos em suas lamentações, e seus cânticos são bem ouvidos em seus salmos. Heróis que não sabem voar, mas possuem o céu como herança. Na terra sujam os pés, e carregam consigo apenas uma boa e nova mensagem para os ouvidos da alma... “Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça”. Alguns profetas, ou simples poetas. Outros são carteiros de todos os endereços, todos os destinatários. Uma carta de amor que Deus escreveu a punho, perfumada e selada com uma cruz.&lt;br /&gt;Depois de uma virgula no meio do parágrafo, o autor decide entrar na história do seu livro. O técnico entra no jogo. Um escritor se faz escritura e personagem principal. Esse capítulo muda o curso da história, o mocinho morre... Como nos livros infantis, havia a gravura de uma cruz. Na próxima página uma batalha é narrada e por fim a morte – vilã do livro - é vencida.&lt;br /&gt;Nos capítulos adiante, o filho pródigo volta ao Pai. A noiva finalmente é entregue aos braços do Noivo. O Rei estabelece perpetuamente seu reino, ou apenas... Uma carta de amor, ou apenas uma cruz que mais parece um soneto carinhoso. Na verdade, apenas uma história de amor. História sem final, e viveram felizes para sempre... Castro Lins&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;obs: Bem sei que a Bíblia é formada por vários livros juntos, todavia, bem sei e sei com veemência, que o Autor é um só.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-9026240081690659399?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/9026240081690659399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/o-livro-biblia-e-um-romance-onde-o_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/9026240081690659399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/9026240081690659399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/07/o-livro-biblia-e-um-romance-onde-o_07.html' title='O Livro'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPj34fwEGI/AAAAAAAAAD0/O4xJqwy97c4/s72-c/PenaPergaminho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-8258322071548699985</id><published>2009-06-03T10:12:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T21:02:19.456-03:00</updated><title type='text'>Palavra Coração</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPiA_g1m_I/AAAAAAAAADU/3Jj3cQAm5C4/s1600-h/FEBRE+DO+CORA%C3%87%C3%83O.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355872888550693874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPiA_g1m_I/AAAAAAAAADU/3Jj3cQAm5C4/s200/FEBRE%2BDO%2BCORA%25C3%2587%25C3%2583O.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;O coração, mesmo primordial em nosso corpo, não passa de um esquisito pedaço de carne sujeito a sua futura e certa decomposição. De repente a lógica se desfez, essa carne se fez &lt;strong&gt;verbo &lt;/strong&gt;“Logos”, o coração se torna &lt;strong&gt;palavra&lt;/strong&gt; e a matéria que antes condenada a se decompor num fim inevitável, agora é &lt;strong&gt;palavra&lt;/strong&gt; que percorre os séculos sem atrasar nenhum dos seus batimentos, como música de tambores ritmados. Suas batidas bombeiam o sangue da alma, no qual os médicos poetas chamam de sentimentos. Esses, conforme sua natureza pura ou impura, percorrem vias arteriais ou venosas, respectivamente.&lt;br /&gt;A ciência da alma, não teria outro nome diferente, chama-se apenas “Metáfora”.E quem é doutor nessa ciência bem sabe dos seus paradoxos, onde o mesmo coração que ama perdidamente pode também ser o objeto de amor, e talvez, o último lugar que se imagine que ele esteja, é no lado esquerdo do peito. Ora... “onde está seu tesouro, ai está seu coração”.&lt;br /&gt;Então parece não haver regras anatômicas para explicar o coração. Não se sabe ao certo seu lugar, ou sua função, pois as metáforas não respeitam o espaço, elas por certo existem para ir além dele, onde os olhos de carne já não podem mais enxergar. Todavia, muito se sabe das suas enfermidades que o deixam em pedaços, a dor de um coração partido parece inimaginável e quando algo foge da nossa imaginação concreta recorremos novamente as metáforas. Então pode-se dizer que essa dor também é dor &lt;strong&gt;palavra&lt;/strong&gt; - “Logos” – que por vezes se faz carne e dói no corpo e na alma. O que fazer? Mal sem cura!&lt;br /&gt;Alguns escolhem a prevenção e para evitar esse mal se protegem construindo um coração de pedra. Infelizmente existe um efeito colateral que essa medida trás consigo. Afinal, coração de pedra não bate e assim não bombeia sentimentos para alma, assim, a parada cardíaca pode ser inevitável e a alma chega a falecer e nesse estado de óbito, não demora muito para o corpo sujeitar-se ao mesmo trágico destino.&lt;br /&gt;O medo da dor sugere a nós, conselhos que recomendam a não entrega do seu coração para qualquer pessoa que o deseje. Mas devemos convir que algumas destas pessoas têm o dom de conquistá-lo fazendo uso do amor como seu cúmplice. Conselhos mais sábios ainda, ensinam o dever de entregá-lo apenas a Deus aquele cujo carinho e cuidado transcende até mesmo as metáforas, simplesmente inefável. Não deixo de forma alguma de concordar e realmente não me atrevo a discutir. Porém é bem verdade que Deus é amor e o amor é palavra – “Logos” – que de repente se fez carne e enquanto habitou entre nós, longe do mundo eterno das metáforas, entregou seu coração em &lt;strong&gt;palavra&lt;/strong&gt; e também em carne para sangrar sangue e sentimentos pela humanidade. O amor é “Logos”, todavia só é manifesto quando se faz carne. Estou a rir por brincar com as palavras, essas idas e vindas entre o real e o sonho são prazerosas.&lt;br /&gt;Quem ama bem sabe dos riscos e dores cardíacas quando se entrega o coração a alguém. As conseqüências vão desde simples suspiros apaixonados até gemidos de cruz. O que inquieta-me é saber que mesmo diante de tantos perigos, singelamente, o amor é uma metáfora de outra metáfora que consiste em “entregar o coração a alguém” e nesse exato instante o amor se faz carne e o coração se faz &lt;strong&gt;palavra&lt;/strong&gt;, uma inversão divina de papeis.&lt;br /&gt;Já exausto dessa conversa, devo relatar uma ultima lembrança que me veio a memória. Certa vez, vi num filme uma história de alguém que trancou seu coração num baú e escondeu a chave. Pensando apenas em mim, creio que as dores da vida me respaldam dando-me o direito de fazer o mesmo. No entanto, se não me engano, esse personagem tornou-se um monstro sem coração. Enfim, creio que prefiro assumir os riscos, caminhando sempre em direção a cruz que me espera como preço justo para aqueles que ousaram entregar seu coração para alguém, aqueles que simplesmente decidiram amar. Eis ai meu coração aceite-o como prova que meu amor que se fez carne para estar mais próximo de você. Do para sempre amigo Castro Lins.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-8258322071548699985?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/8258322071548699985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/06/palavra-coraao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/8258322071548699985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/8258322071548699985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/06/palavra-coraao.html' title='Palavra Coração'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SlPiA_g1m_I/AAAAAAAAADU/3Jj3cQAm5C4/s72-c/FEBRE%2BDO%2BCORA%25C3%2587%25C3%2583O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3441189517916020631</id><published>2009-04-28T21:11:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:13:32.145-03:00</updated><title type='text'>Dádivas e sonhos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Talvez as dádivas não sejam necessárias para existência do agradecimento.O real agradecimento precede as dádivas. Agradecer por mais contrastante que pareça, é uma dádiva. A real alegria de agradecimento não está nas pessoas que por seus méritos galgam dádivas, se assim fosse seria meu dever usar outra palavra de mérito inferior. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O agradecer e seu júbilo mais sublime mora em pessoas que sabem que sozinhas nunca alcançariam seus sonhos, pois na verdade seus sonhos nunca foram seus. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ora... os sonhos não são matéria, habitam fora da realidade, claros, porém invisíveis. Por isso não podemos tê-los em nossas mãos, por isso são apenas sonhos! O consolo é saber que existe um Senhor dos sonhos, também invisível, todavia real.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Dessa forma, o único capaz de trazê-los a realidade, materializá-los, ofertá-los a nós para que possamos com nossas mãos tocá-los e vê-los, agora não somente quando nossos olhos estiverem fechados. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nesse dia o Senhor dos sonhos veio a nós com uma dádiva, nem os mais belos versos são perfeitos o bastante para agradecer tal presente. É como agradecer pelo sol que nasce todas as manhãs, e como Deus de repente esconde essa estrela para acender outras centenas de milhares durante a noite. É como agradecer pelo ar que respiramos já quase em inconsciência de respirar e ainda assim ele nos dá vida, de tal e suprema forma é Deus que mesmo em nossa inconsciência e ingratidão nos alimenta saborosamente com sua vida. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O que nos resta é apenas imitar um singelo sorriso de uma criança diante de um presente. Embaraçadamente, só o que está em nosso alcance é nossa alegria sincera, o orgulho de nossos pais, a nostalgia dos amigos, nossos corações batendo mais forte, olhos a brilhar e outras centenas de etc mais, tudo! Tudo isso colocamos diante do Senhor dos sonhos... Deus. Sabendo, no entanto, que tudo isso por mais lindo e puro em sua existência, tudo isso, é ínfimo diante Dele. Afinal até a dádiva do agradecimento é motivo para agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3441189517916020631?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3441189517916020631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/dadivas-e-sonhos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3441189517916020631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3441189517916020631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/dadivas-e-sonhos.html' title='Dádivas e sonhos'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-6002755061010207619</id><published>2009-04-28T20:53:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:42:08.973-03:00</updated><title type='text'>Covarde</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SfeiVpRhylI/AAAAAAAAADM/g2QFMnMp2D4/s1600-h/Andes_bolivianos[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329907176756595282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SfeiVpRhylI/AAAAAAAAADM/g2QFMnMp2D4/s400/Andes_bolivianos%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Olhar para dentro de si, é simplesmente não saber o que vai se encontrar. É si encontrar sabendo que nem tudo que se encontra é desejável de se encontrar...&lt;br /&gt;Ele sempre esteve lá, nunca pude enxergá-lo, pois mora nas regiões abissais do nosso ser. Ele ama a escuridão, pois é nela em que nossos olhos falham e podemos nos ver claramente frágeis.&lt;br /&gt;O medo é um inimigo impiedoso que destruía meu ser, sem eu nem mesmo saber que estava em guerra. Minhas vestes de orgulho são rasgadas e percebo depois de séculos de covardia, que sou um covarde. Não falo isso à espera de tua compaixão, ou criando uma falsa humildade. Falo, ou escrevo, de uma descoberta nesse lugar desconhecido por mim, meu coração. Esperei encontrar os tesouros enterrados aos heróis, todavia o medo parece me enterrar para os mistérios insondáveis que o mar me oferece. Não desmarcarei minha covardia numa fuga estreita de uma briga de colégio, muito menos quando subi uma escada e olhei para baixo. Só reconheci esse impostor mascarado quando não temia apenas as coisas temíveis da morte, mas quando temi as dádivas mais sublimes da vida. Temer o que não devia causar temor é esquivar-se do amor e se a graça do amor não for tal qual, ou superior, ao teu medo de sofrer, és um covarde!&lt;br /&gt;Quando me deparei com o amor tão imensurável, com o horizonte tão infinito e com estrelas tão brilhantes, a minha primeira atitude foi fugir e me esconder, pois a tudo isso desconheço, e a nada tenho controle, e a tudo tenho medo, mas esse medo que também desconheço, não é o mesmo medo que outrora temia apenas o que fere, o que dói. Esse medo mais feroz e avassalador teme o carinho, teme o amor, não teme apenas a grandeza que machuca, mas sim todas as imensidades sejam elas de vida, ou de morte. Dessa forma repudiei as mãos desejosas a ofertar-me singelas carícias.&lt;br /&gt;Quando eu abri o armário do meu quarto não pude encontrar meu bicho Papão, pois estava escuro demais para míopes olhos. A luz acendeu, agora era ele que não podia me enxergar. Voltei a dormir e quando acordei lembrei que o covarde não é aquele que teme a dor, mas aquele que tem medo do amor. É como a luz e a escuridão, ambas controlam nossos olhos o que devemos, ou não, enxergar. O medo de amar é um egoísmo repleto de cuidado de si, uma fuga das reações dolorosas que acompanham o amor, é diferente de não se deixar ser amado, isso não é egoísmo, é covardia. Ouvi dizer que o amor lança fora o medo. Lancei-me em coragem brutal e enfrentei o gigante do perdão, ele parecia não ter fim! Hoje, não quero mais temer o perdão apesar do seu tamanho, e a cada passo deparo-me com mais imensidades inexpressáveis como o amor e a graça.&lt;br /&gt;Agora que não temo as alturas, meu alvo vai além dos Andes. Ainda pequeno como um escravo alforriado estou a encontrar outro senhor, e como já não há o medo das grandezas, não preciso ter medo de Deus. Tenho temor, afinal sua imensidão é assombrosa, mas vejo numa cruz de insignificâncias, não a majestade reduzida, mas sim o imenso de braços abertos ao pequeno, aos pequeninos, e o insignificante dando um significado ao amor. É como o encontro do finito com o infinito, das estrelas com os sonhadores, do inexpressivo ao criar um gigante inexpressável.&lt;br /&gt;Ser covarde é ter medo desse amor. Esse medo e esse amor não podem coexistir no mesmo coração, agora cabe a mim escolher: ou me entrego, ou me escondo. Castro Lins&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-6002755061010207619?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/6002755061010207619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/covarde-olhar-para-dentro-de-si-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6002755061010207619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/6002755061010207619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/covarde-olhar-para-dentro-de-si-e.html' title='Covarde'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SfeiVpRhylI/AAAAAAAAADM/g2QFMnMp2D4/s72-c/Andes_bolivianos%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-497509091804869768</id><published>2009-04-28T20:43:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:36:10.765-03:00</updated><title type='text'>Ensaio Sobre o Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sfeg9c3EUXI/AAAAAAAAADE/Ioq3WlsP3Mg/s1600-h/tempo_[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329905661595898226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sfeg9c3EUXI/AAAAAAAAADE/Ioq3WlsP3Mg/s320/tempo_%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sfeguo-doCI/AAAAAAAAAC8/NVODKPejUVI/s1600-h/tempo_[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é o espaço entre dois pontos numa linha infinita que denominamos eternidade. Um ponto é o início, o outro é o fim. Caminhar incluso entre esses dois pontos é estar sujeito às ordens desse espaço de tempo. Da mesma forma que o ponto final traz fim ao capítulo de um livro, mas não necessariamente é o final do livro e alguns podem até supor que esse livro não tenha um fim. Entre esses dois pontos que delimitamos como espaço do tempo, podemos criar divisões até chegarmos aos menores instantes, nos quais furtivamente se vão à medida que nos aproximamos do ponto final desse capítulo.&lt;br /&gt;A grande frustração humana é saber que o tempo é apenas um espaço delimitado que depois de percorrido vai acabar, e o que causa medo é não saber o que nos espera depois da linha de chegada. Será um troféu, ou vaias? Não saber qual é o começo que o fim traz consigo, essa é a fobia que faz-nos criar uma imagem sombria que chamamos de morte. A vida por outro lado, é bem manifestada e presente, assim, menos amedrontadora.&lt;br /&gt;Sabe-se bem que a morte é uma ausência de vida e que a vida precede a morte, sendo assim, é provável que se porventura a morte deixasse de existir, ou como imagem do nosso medo do desconhecido ela fosse vencida, haveria vida eterna, considerando uma linha infinita. A teologia fala de um homem que venceu a morte dando fim ao fim, para que o tempo desse lugar à eternidade e não houvesse mais pontos que interrompam a vida, fazendo da mesma eterna.&lt;br /&gt;Tudo leva a crer que da mesma forma que o tempo possui início e fim, tudo que se inclui nele também está sujeito à mesma ordem.Provavelmente tudo que se inclui na eternidade, onde o fim é inexistente, deve também se sujeitar a ordem do eterno. Sendo assim, podemos dizer que no tempo o mal pode ter fim e o mesmo ocorre com o bem. Já ao adentrar na eternidade, o mal (choro, dor, tudo a que possamos considerar ruim) dura para sempre, igualmente acontece com o bem (amor, paz, alegria e tudo que possamos considerar bom) dura para sempre. No tempo nos é dado o direito de escolher o início e o fim de algo, feita a escolha, ao entrarmos na eternidade não existe mais essa segunda opção.&lt;br /&gt;Apesar de não enxergarmos, nosso coração parece enxergar além dos pontos e esperar desejosamente pela eternidade. Quando o tempo e o espaço roubam nossos bons instantes de tempo, parecemos nos revoltar com um sentimento cujo nome é saudade. Quando a alegria chega ao fim, logo buscamos uma maneira de estendê-la um pouco mais e se fosse possível a faríamos plena então daríamos a ela o nome de felicidade, que parece ser sempre passageira, porém a maioria dos nossos esforços nessa vida giram em torno da continuidade desse bem estar. Como bem dizem: “eu só quero é ser feliz”. Diante da dor, bom mesmo é que o fim chegue e isso aponta um entendimento prévio para alguns suicídios, mas a esperança de quem deseja o fim do sofrimento não é apenas que a dor se vá e ele permaneça inerte no universo, o que ele realmente espera é que a ausência da tristeza de lugar a alegria e que essa alegria nunca de lugar a tristeza, ou melhor, que ela seja eterna. Envelhecer é difícil, o fim em seu desconhecido causa medo. Parece que realmente fomos feitos para eternidade e ela para nós.&lt;br /&gt;As histórias vivas de pessoas se cruzam num único livro suposto sem fim, algumas destas, de repente deparam-se com um ponto final. Na maioria das vezes isso ocorre com a morte de seu personagem principal. Devo convir que a morte e o fim parecem cúmplices, assim como a vida tem sua cumplicidade com a eternidade, talvez se o nosso personagem principal vencer a morte e ressuscitar, talvez o ponto final do tempo - a morte - apenas queira dizer que um novo parágrafo vem pela frente no livro da vida, ou na linha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;da eternidade.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-497509091804869768?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/497509091804869768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/ensaio-sobre-o-tempo-o-tempo-e-o-espaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/497509091804869768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/497509091804869768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/ensaio-sobre-o-tempo-o-tempo-e-o-espaco.html' title='Ensaio Sobre o Tempo'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sfeg9c3EUXI/AAAAAAAAADE/Ioq3WlsP3Mg/s72-c/tempo_%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5612984155984115223</id><published>2009-04-20T17:13:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:03:10.574-03:00</updated><title type='text'>Viajei</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em aula&lt;br /&gt;Olhei para cima&lt;br /&gt;E sorri.&lt;br /&gt;O professor disse irritado:&lt;br /&gt;Estás rindo de mim?&lt;br /&gt;Eu pensei:&lt;br /&gt;Apenas estou apaixonado&lt;br /&gt;O que tem de ruim?&lt;br /&gt;Professor: repete&lt;br /&gt;O que eu disse da matéria&lt;br /&gt;Me explica!&lt;br /&gt;Pensei: só entendo de amor,&lt;br /&gt;Não de química!&lt;br /&gt;Professor: não vai falar nada!&lt;br /&gt;Pensei: falta coragem,&lt;br /&gt;Mas pedirei pra ser minha&lt;br /&gt;Minha namorada.&lt;br /&gt;Professor: de que tu tens medo?&lt;br /&gt;Pensei: de dizer que a amo,&lt;br /&gt;Revelar meu segredo.&lt;br /&gt;Professor: vou te abrir&lt;br /&gt;Um processo menino!&lt;br /&gt;Pensei: quero roubar&lt;br /&gt;Um coração mas,&lt;br /&gt;Não sou um assassino.&lt;br /&gt;Professor: vou te reprovar!&lt;br /&gt;Pensei: primeiro&lt;br /&gt;Eu conquisto ela,&lt;br /&gt;Depois penso em formar.&lt;br /&gt;Professor: se não falar nada&lt;br /&gt;Te boto pra fora!&lt;br /&gt;Pensei: ela também&lt;br /&gt;Não fala nada,&lt;br /&gt;Sempre me ignora.&lt;br /&gt;Falei: desculpe foi&lt;br /&gt;Uma piada,&lt;br /&gt;Que lembrei agora.&lt;br /&gt;O professor desistiu&lt;br /&gt;De me reprovar,&lt;br /&gt;Mas eu não deixei&lt;br /&gt;Nenhum minuto de sonhar,&lt;br /&gt;Em plena aula,&lt;br /&gt;Estava eu a viajar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois....&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Na aula fiquei sonhando,&lt;br /&gt;Hoje estou quase reprovado.&lt;br /&gt;A menina....&lt;br /&gt;Que eu estava amando,&lt;br /&gt;Já tinha namorado.&lt;br /&gt;Acabei casando&lt;br /&gt;Com a química,&lt;br /&gt;Estamos apaixonados.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5612984155984115223?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5612984155984115223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/viajei-em-aula-olhei-para-cima-e-sorri.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5612984155984115223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5612984155984115223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/viajei-em-aula-olhei-para-cima-e-sorri.html' title='Viajei'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-445665430904019586</id><published>2009-04-11T22:26:00.001-03:00</published><updated>2009-04-11T22:35:52.141-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFFKOhtRdI/AAAAAAAAACk/-pD2CpIiW74/s1600-h/ET.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFE-653rJI/AAAAAAAAACc/XXkYL0r5GGg/s1600-h/ET.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFEybcPgBI/AAAAAAAAACU/W21z3u5A0qU/s1600-h/ET.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFFY2onazI/AAAAAAAAACs/cpq7uoYctB0/s1600-h/ET.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323612527813684018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFFY2onazI/AAAAAAAAACs/cpq7uoYctB0/s200/ET.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Existe vida lá?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Essa universidade é um universo, cada instituto está a anos luz de distância um do outro, existem alunos que vivem no mundo da lua e alguns professores extraterrestres não conseguem contato com a raça humana, alguns falam outra língua, outros são verdes e fizeram doutorado em Marte. Porém a grande pergunta do universo é: existe vida nesse planeta Rural? Estudos recentes indicam que sim, apesar dos buracos negros do dia a dia, de mãos dadas, os seres desse planeta aprenderam a vencer a gravidade e não cair. Semelhante às estrelas, eles são a luz nas noites mais escuras. Lá o sol nasce para todos e quando a chuva cai do céu uma semente precisa morrer para que surja uma nova vida. As lágrimas são salgadas, mas indicam vida. Sorrisos inconstantes nos rostos, mas alegrias infinitas no coração, indicam vida. Eles respiram, e todo ser que respira canta, louva, isso também parece vida. Alguém entre eles disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Essa é a maior prova que existe vida entre esses seres.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-445665430904019586?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/445665430904019586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/existe-vida-la-essa-universidade-e-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/445665430904019586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/445665430904019586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/existe-vida-la-essa-universidade-e-um.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFFY2onazI/AAAAAAAAACs/cpq7uoYctB0/s72-c/ET.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-1042522376883542334</id><published>2009-04-11T22:23:00.000-03:00</published><updated>2009-04-11T22:38:09.172-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323613155585872722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFF9ZRK01I/AAAAAAAAAC0/x_q0V7t1ukk/s200/OgAAAIwmT_tYP6KDQUK33UrFPnwtD6ZCAXx-pW8QTnncfVIOBFNDHtPtO3aCqmUWnFq7OZSmJqnsw3EOFDgcKH8B1cAAm1T1UCmcC1ac0mF1oJ1V901JD5kIduJF.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Passando pela Universidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Queria mesmo fugir de casa, alforria, liberdade.&lt;br /&gt;Queria mesmo começar uma revolução, mudar o mundo!&lt;br /&gt;Queria mesmo ingressar nos átrios onde habitam o saber e a suprema verdade.&lt;br /&gt;Queria mesmo buscar aventuras, o grande amor, para escrever e narrar meus próprios romances.&lt;br /&gt;Queria mesmo enriquecer, orgulhar meus pais.&lt;br /&gt;Dizem que tudo passa, mas na verdade, a universidade não passou, creio que fui eu quem passou por ela. Caminhando levei comigo dúvidas, falo sobre uma, a maior entre todas elas: no fim, o que permanece?&lt;br /&gt;Sei que, o anseio pela liberdade deu lugar à saudade de casa. Mudei as estratégias, para alcançar êxito, percebi que a revolução deveria começar em minha alma. Entendi que a sabedoria não mora em construções ou títulos e entre tantos relativos, não encontrei a verdade listada em sumários, com o tempo aprendi que a verdade não envelhece como as folhas amareladas dos livros da biblioteca.&lt;br /&gt;As aventuras me entediaram e o grande amor rendeu-se diante de algo ainda maior, é semelhante às estrelas, de tão longe parece pequeno e também se perde diante da imensidão do céu noturno.&lt;br /&gt;Talvez o orgulho dos meus pais custasse minha insatisfação profissional, no entanto, enriqueci... Desenterrei pérolas preciosas, amigos que nunca me deixarão retornar a pobreza da vida. Por fim, no fim, continuo no Caminho, no bolso esquerdo carrego conhecimento e no quadro negro do meu coração escrevi com giz de eternidade: Permanecem a fé, a esperança e o amor. (I Coríntios 13:13).&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-1042522376883542334?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/1042522376883542334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/passando-pela-universidade-queria-mesmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1042522376883542334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/1042522376883542334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/passando-pela-universidade-queria-mesmo.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SeFF9ZRK01I/AAAAAAAAAC0/x_q0V7t1ukk/s72-c/OgAAAIwmT_tYP6KDQUK33UrFPnwtD6ZCAXx-pW8QTnncfVIOBFNDHtPtO3aCqmUWnFq7OZSmJqnsw3EOFDgcKH8B1cAAm1T1UCmcC1ac0mF1oJ1V901JD5kIduJF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2461540059320129045</id><published>2009-04-06T20:53:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:43:13.541-03:00</updated><title type='text'>Céus olhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqWQWKgUwI/AAAAAAAAACE/oOQ62mmCkpA/s1600-h/olhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321731117263377154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqWQWKgUwI/AAAAAAAAACE/oOQ62mmCkpA/s200/olhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;O céu .... dela&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;É um céu estranho,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;É redondo,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;É imenso e brilhante,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Mas às vezes chove,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Não é chuva, é choro...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Entre seus cílios&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Não é ouro,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;É brilho.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Não são flores,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;São pétalas de estrelas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Violetas,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;De duas cores,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Horas verde, vezes castanho,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Não é céu, é mel.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Não é real,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;É puro sonho...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;São seus olhos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;São Céus olhos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,102)"&gt;&lt;em&gt;Castro Lins...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2461540059320129045?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2461540059320129045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/ceus-olhos-o-ceu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2461540059320129045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2461540059320129045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/ceus-olhos-o-ceu.html' title='Céus olhos'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqWQWKgUwI/AAAAAAAAACE/oOQ62mmCkpA/s72-c/olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3749155829954926958</id><published>2009-04-06T20:51:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:06:29.066-03:00</updated><title type='text'>Histórias que Contarei aos Meus Filhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqVxeCxjII/AAAAAAAAAB8/s9P9YYzrysQ/s1600-h/Pai+e+Filho+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321730586802490498" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqVxeCxjII/AAAAAAAAAB8/s9P9YYzrysQ/s200/Pai+e+Filho+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;A qualquer momento do dia, meu pai sempre estava pronto para me contar uma de suas aventuras de mocidade. Essas histórias me cativavam de maneira surpreendente, isso até eu completar meus 11 anos.Confesso que eu já não suportava ouvir as histórias repetitivas dos heróis do sertão. Aos 13 anos a televisão roubou o lugar de meu pai e me fez encarar uma cruel verdade: o Superman não é nordestino, e nem se parece com meu pai!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Descobri que as histórias do meu pai se resumiam a brigas de bar (ele sempre batia em todo mundo, e não sofria um arranhão, literalmente, um super homem), ou inúmeras namoradas (ser macho é uma prioridade), e não esquecendo (isso realmente ele nunca me deixava esquecer), de como ele trabalhou para conquistar os poucos bens que nossa família possui.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Um dia me perguntaram: “em tua velhice que histórias você contará aos teus filhos e netos?”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Não vou negar que essa pergunta muito me intrigou, afinal, nunca briguei com ninguém, a única mulher de quem recebo elogios e caricias é minha mãe, e tudo que conquistei com meu trabalho até hoje são apostilas, livros e meus DVDs preferidos.Essa dura realidade me deixou sinceramente preocupado, acho que a aventura mais perigosa que já vivi foi no dia em que entrei de penetra numa festa de aniversário, isso foi realmente emocionante!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Até que um dia... Conheci uma tal de ABU (aliança bíblica universitária), isso sim foi uma aventura!Ao verificar o território não encontrei nenhuma gravata, isso já me deixou amedrontado.Um cara vestido de esportista com um violão nos braços. Pensei: “entrei no lugar errado”. Naquele momento mal podia imaginar que aqueles desgravatados e esportistas se tornariam minha nova família na universidade, mas o processo de adoção não foi tão rápido assim. Eu era muito desconfiado, tinha medo até de comer o lanchinho no final da reunião e se eu não abria a boca para comer, muito menos para falar, porém aquele que pouco fala muito ouvi, muito observa. Sim! Meus ouvidos receberam palavras que por muito tempo estiveram fora do meu dicionário Aurélio: fé, esperança e amor. E uma outra palavra que por muito tempo havia fugido de minhas poesias: amizade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Entrar na universidade é um sonho, mas quem entra não pode dormir. Realmente não foi, e ainda não é fácil cumprir com meus deveres de universitário.Foi difícil entender meu papel nesse lugar, afinal, por que roubaram meus desenhos animados e me deram um livro de química analítica? Por muitas vezes entrei em depressão. Nas quartas-feiras eu visitava a ABU e de repente alguém começava o estudo perguntando: “você hoje está feliz?” Não era atoa que eu ficava mudo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Chorei em vésperas de provas, solidão, problemas com os pais, alergias. Inventei novos complexos nunca antes estudados pela psicologia, eu acordava com complexo de Superman e dormia com complexo de inferioridade, apesar de muitas tentativas, eu nunca fui capaz de salvar o mundo, acho que eu precisava deixar Jesus me salvar primeiro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Por um minuto, a universidade afastou de mim todos meus ideais, minhas paixões e sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Por uma eternidade, na universidade encontrei a graça de Jesus, outrora perdida em minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Na universidade conheci a ABU, encontrei muitos amigos, e com eles brinquei, chorei, orei, amei, dentro do alojamento, dentro do banheiro, na fila do almoço ou em qualquer outro lugar*. Vivi tantas aventuras que segundo meus cálculos, meus filhos completarão seus vinte anos e não precisarão ouvir duas vezes a mesma história.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Tanto amor, proezas e medos, tenho pra narrar. Lembro-me de olhar nos olhos dos formandos, no olho esquerdo eu via a alegria de formar, no direito eu via escapar uma lágrima e a tristeza em deixar a ABU... È difícil pensar que logo chegará minha vez.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Sentir Deus, eu sinto em qualquer lugar, mas a ABU é meu lugar predileto. Amadureci atento a cada estudo, quando aprendi a ouvir, comecei falar. Falar de algo novo pra mim e surpreendente: o amor e a graça de Jesus Cristo. Lembro-me também de situações engraçadas: a primeira vez que dancei forró, acredite se quiser, foi na ABU!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Peço paciência para contar minha última grande aventura, o encontro de 50anos da ABUB (aliança bíblica universitária do Brasil) em Goiás.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Um dia olharei nos olhos do meu filho gordinho e perguntarei a ele: “por acaso seu pai já lhe contou a emocionante história das pérolas perdidas?”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Direi a ele, sobre uma divertida viagem de 18 horas do Rio a Goiás.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Cantarei a ele, uma das tantas músicas de louvor que cantamos durantes esse percurso.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Direi a ele, que naquele encontro, meus questionamentos a respeito da miséria e o silêncio de Deus foram respondidos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Direi a ele, que Deus usou uma missionária da África, como exemplo de entrega e amor ao próximo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Direi a ele, que existe muitos outros ABUenses espalhados pelos Brasil pregando o evangelho nas universidades e vivendo suas próprias aventuras.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Farei ele rir das boas brincadeiras, principalmente da noite em que nós rapazes ensinamos cada garota a observar as estrelas de uma forma divertida e especial.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Não esquecerei de dizer a ele, sobre a bela e atrapalhada serenata, que nós rapazes fizemos para as garotas em plena luz da lua, e as coreografias... Essas não precisam ser descritas detalhadamente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Com certeza, ele como todo garoto curioso perguntará: “papai o que aconteceu com as pérolas que estavam perdidas?”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Direi a ele, que não haviam pérolas perdidas, na verdade, elas sempre estiveram comigo e eu não sabia enxergá-las.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Quando ele estiver quase dormindo, sussurrarei em seus ouvidos uma verdade que aprendi em minhas aventuras: “as mais preciosas pérolas que Deus nos dar: são os amigos”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Parabéns ABU pelos seus 50anos, não podemos negar as dificuldades da semente, mas também não podemos deixar de experimentar o doce dos frutos. A ciência e a fé que vivemos, escreve uma história de amor e amizade aos olhos de DEUS.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;* trecho da música “grato te sou” própria do grupo ABU-rural. 15/06/07&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3749155829954926958?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3749155829954926958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/historias-que-contarei-aos-meus-filhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3749155829954926958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3749155829954926958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/historias-que-contarei-aos-meus-filhos.html' title='Histórias que Contarei aos Meus Filhos'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqVxeCxjII/AAAAAAAAAB8/s9P9YYzrysQ/s72-c/Pai+e+Filho+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-8361964030132929740</id><published>2009-04-06T20:47:00.001-03:00</published><updated>2009-04-06T20:48:07.434-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqUrtNMCWI/AAAAAAAAAB0/Fcjj7h3V0PE/s1600-h/IMG_0568.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqUrtNMCWI/AAAAAAAAAB0/Fcjj7h3V0PE/s200/IMG_0568.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321729388281858402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-size:180%;" &gt;Marcharemos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;em&gt;Existe um livro intitulado: Aliança Bíblica Universitária, esse livro não possui um final, pois narra contos da eternidade, eterno, todavia é um mosaico de instantes, de cada passo de estudantes que aprenderam a marchar de joelhos, e orar abraçados. Aventuras de heróis cuja força está na fraqueza e na amizade. Histórias de amor sem final feliz, pois esse livro não fala de fim, narra apenas infinitos. As pessoas vão embora, mas nada acaba. As lembranças, os abraços de sorrisos e de lágrimas não estão sujeitos ao tempo, por isso não são finitos, nem ao espaço, por isso não existe distância entre nós. Mesmo quando a amizade se tornar uma fotografia ou quando o amor tornar-se cartas amareladas ou e-mails da sua caixa de mensagens, mesmo quando nossa memória nos trair e nos condenar ao ingrato esquecimento, mesmo assim! Lembraremos que ainda estamos marchando... Marchando num Caminho comum, seguindo uma só esperança da nossa vocação, um só Senhor, uma só fé... Não se esqueça que um capítulo desse livro narra a sua história. E todos esses romances de pessoas que marcham estão escritos a punho no livro da vida. Levaremos conosco essa eterna aliança de esmero que não pode enferrujar e nem morte pode separar, contudo devo convir que há algo finito entre nós, isso é o que as pessoas chamam de saudades. Algo que carregaremos por muito tempo, mas sei que um dia o tempo dará lugar a eternidade.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;em&gt;Deus te abençoe... do amigo... Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-8361964030132929740?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/8361964030132929740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/marcharemos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/8361964030132929740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/8361964030132929740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/04/marcharemos.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SdqUrtNMCWI/AAAAAAAAAB0/Fcjj7h3V0PE/s72-c/IMG_0568.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-7168925598210645203</id><published>2009-03-28T19:15:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:07:18.988-03:00</updated><title type='text'>Aliança</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aliança de puro ouro,&lt;br /&gt;É parte do dedo anelar,&lt;br /&gt;Esse é o fim do namoro,&lt;br /&gt;E o momento de casar.&lt;br /&gt;Aliança no bolso&lt;br /&gt;Do marido infiel,&lt;br /&gt;A fidelidade da aliança,&lt;br /&gt;Na arca de Israel.&lt;br /&gt;Aliança que se esquece,&lt;br /&gt;É ouro sem valor,&lt;br /&gt;Diamante frágil&lt;br /&gt;É a ferrugem do amor.&lt;br /&gt;Mais valiosa que o ouro:&lt;br /&gt;A amizade.&lt;br /&gt;Mais forte que o diamante:&lt;br /&gt;A fé e a verdade.&lt;br /&gt;Mais brilhante que as estrelas:&lt;br /&gt;Um sorriso.&lt;br /&gt;A aliança de um amigo&lt;br /&gt;Não está nos dedos,&lt;br /&gt;No bolso,&lt;br /&gt;Na arca,&lt;br /&gt;Ela é ferro quente&lt;br /&gt;E no peito marca,&lt;br /&gt;Dói, mas é pra sempre,&lt;br /&gt;Esse é seu lugar,&lt;br /&gt;Essa aliança está no coração,&lt;br /&gt;Faz parte de você,&lt;br /&gt;É o elo&lt;br /&gt;De um só corpo&lt;br /&gt;Que não pode se romper:&lt;br /&gt;Sou eu,&lt;br /&gt;Somos nós,&lt;br /&gt;É DEUS,&lt;br /&gt;É você,&lt;br /&gt;Até que nada nos separe.&lt;br /&gt;Nunca esqueça que:&lt;br /&gt;Nunca iremos te esquecer! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Castro Lins &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aliança Bíblica Universitária&lt;br /&gt;ABU-Rural&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa poesia é clássica nas despedidas dos bons amigos que se vão da ABU- Rural, é uma singela lembrança da nossa eterna aliança...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-7168925598210645203?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/7168925598210645203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/alianca-alianca-de-puro-ouro-e-parte-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7168925598210645203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7168925598210645203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/alianca-alianca-de-puro-ouro-e-parte-do.html' title='Aliança'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-5974326819544773865</id><published>2009-03-19T19:04:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:07:58.629-03:00</updated><title type='text'>Para Sempre...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sd5XEjKbWhI/AAAAAAAAACM/IvidWJ2cUVg/s1600-h/DSC_0363_JPGvvvvv.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322787545268574738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sd5XEjKbWhI/AAAAAAAAACM/IvidWJ2cUVg/s400/DSC_0363_JPGvvvvv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanto tropeçar no fim, aprendi a viver de horizontes, pois neles não há finitude. O tempo exige de volta os bons momentos que tomamos emprestado e o espaço cumpre seu dever e se coloca entre nós e as pessoas que amamos.&lt;br /&gt;Saudade é se revoltar contra o tempo e o espaço.&lt;br /&gt;Saudade é uma criança teimosa que pede e chora pela eternidade, onde não há tempo para roubar os bons instantes, nem espaço para romper com uniões eternas.&lt;br /&gt;Saudade é um querer do porvir onde nada é deixado para trás, pois não existe espaço. Onde nada é entregue ao esquecimento, pois não existe passado cúmplice do tempo para envelhecer nossa memória.&lt;br /&gt;Saudade é o lamento pela existência do fim.&lt;br /&gt;Bem aventurado aquele que tem saudade, pois o fim dessa desventura será o consolo da eternidade.&lt;br /&gt;Saudade é desejar o fim do conto de fadas, onde há sempre um “para sempre”.&lt;br /&gt;Cássia Eller canta um belo verso: “...lembra quando a gente chegou um dia a acreditar/ que tudo era pra sempre/ sem saber/ que o pra sempre sempre acaba...”. Essa música é uma chave que abre uma caixinha de lembranças que guardo com carinho. Mas bem sei que um dia nem a saudade, nem os versos da Cássia Eller farão sentido algum. Estou certo que o amor não acaba. Um dia o sempre será pra sempre. Quando as utopias do amor serão reais. Quando as estrelas estiverem mais próximas de nós. Saudade é estar de olho no horizonte, de pés descalços na areia molhada pelas ondas frias do mar esperando apenas... Alguém voltar. Saudades é o que eu sinto dos amigos que conheci num janeiro ensolarado em Salvador.&lt;br /&gt;Muitas saudades... Fica de olho no horizonte.&lt;br /&gt;Do “para sempre” seu amigo&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Aprendi a partir e deixar para trás pessoas que amo, mas nunca foi fácil. As vezes tentei esconder esse sentimmento furtivo, mas hoje resolvi expo-lo com meus singelos versos. Talvez as cartas do apóstolo Paulo também tenham sido uma forma de calar uma saudade latente que ele sentia por irmãos que ele tanto amou, todavia viajar era preciso, nem mesmo a astuta saudade é capaz de deter a proclamação do evangelho. talvez eu sempre carregue comigo um pouco de saudade, afinal se há saudades é porque ainda há, ou um dia houve, amor. Esse texto também é uma carta a amigos mais chagados que irmãos que dividiram comigo apenas um breve momento, mas bem sei que um dia dividiremos a eternidade. Um dia contarei aos meus filhos histórias sobre amigos, alegria e fé, contarei sobre um janeiro ensolarado que o tempo não poderá roubar de mim, fiquem sempre de olho no horizonte...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Comentário do amigo Castro Lins &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus. E também faço essa oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção...&lt;br /&gt;(Felipenses 1: 8-9)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-5974326819544773865?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/5974326819544773865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/para-sempre.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5974326819544773865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/5974326819544773865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/para-sempre.html' title='Para Sempre...'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sd5XEjKbWhI/AAAAAAAAACM/IvidWJ2cUVg/s72-c/DSC_0363_JPGvvvvv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-7228050297411242094</id><published>2009-03-14T16:12:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:10:34.409-03:00</updated><title type='text'>Nesses últimos dias...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbwEeKnTKAI/AAAAAAAAABs/1rJcty_NH-o/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313126576682117122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbwEeKnTKAI/AAAAAAAAABs/1rJcty_NH-o/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nesses últimos dias, tenho observado uma angústia silenciosa entranhada e escondida em algum lugar, em algum momento, no espaço e no tempo, dentro e fora de mim.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nos dias tristes as pessoas procuram caminhar, quanto maior a tristeza mais elas caminham, distanciam-se da cidade, dos homens, do asfalto e quando chegam no chão de barro elas se encontram, como se o espelho fosse feito de argila, como se não houvesse mais nada atrás, e a frente, apenas se ver um caminho que se encontra com o horizonte e não se enxerga o fim. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A tristeza não se ver ela é como a gravidade, apenas te faz cair. Cada passo a frente, deixa para trás uma lágrima que cai de seu rosto, é caminhado e dialogando com o caminho, deixando as dores pelo caminho e tornando-se leve para caminhar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos dias, decidi caminhar. A beira do caminho vi uma criança tentando pegar borboletas amarelas com as próprias mãos, foi engraçado, o menino era enérgico e sorridente, parecia incansável em busca das belas e de tão ricas amarelas borboletas.Em minha tristeza vi felicidade. Passados alguns minutos, o pai do garoto – cansado do futebol - se aproxima e chama-o: “vamos para casa filho”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Nesse mesmo instante o menino finalmente havia capturado sua borboleta amarela, instintivamente ele olha para o pai, olha para a borboleta na brecha de suas mãos, em menos de um minuto ele pensa em todo esforço, alegria e por fim sua conquista, olha para o pai novamente em sua impaciência, sorri e solta a borboleta que voa pelos ares, o garoto correu para os braços do pai e voltou para sua casa.&lt;br /&gt;Eu vi aquela criança dando o seu melhor com entusiasmo em busca de um sonho voador, ela era feliz correndo, pulando e finalmente com a borboleta amarela tão sonhada nas mãos, mas inesperadamente e nesse exato momento seu pai lhe chama pelo nome, o domingo no parque havia chagado ao fim, junto a ele a felicidade se esvaia, o menino precisava ouvir a voz do pai e abrir suas mãos para a borboleta partir, ele não podia levá-la, certamente ela morreria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Todo esforço, cada corrida, cada pulo, tudo ficaria para trás... As crianças são felizes no parque, com os amigos e até mesmo na escola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Brincar é bom, caçar borboletas amarelas é divertido, mas quando a criança ouve a voz do pai ela percebe que aquele parque não é sua casa, aquele não é seu lugar, logo a noite vai chegar e com ela a escuridão vai descer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;A criança não pensou mais do que um minuto para correr em direção dos braços do pai, por mais incrível que pareça creio que, enquanto brincava, aquele menino cultivava em seu mente uma certeza concisa ao saber: de onde ele veio e para onde ele vai. O garoto sabia que viera com pai e que deveria voltar com pai, isso não o impediu de alegra-se no domingo, só contribuiu para melhor aproveitá-lo.&lt;br /&gt;“Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim... sabendo este que o pai tudo confiara ás suas mãos, e que ele viera do Pai, e voltava para o Pai”.(João 13:1-3).&lt;br /&gt;Voltando a caminhar, entendi que nossas vidas devem imitar um garoto e sua borboleta. A nossa vida é um parque dos dias de domingo, devemos ser enérgicos, sorridentes e esforçados na busca do que deseja nosso coração, em busca do que acreditamos, em busca do amor. Precisamos estudar ou trabalhar, namorar, constituir família. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Devemos ser realista e sonhadores, políticos, lutar por ideais e fazer das belas utopias uma realidade, tocar e nos dar uns aos outros, correr na graça, e pular na fé, não deixando que o cansaço ou os tombos, tire a alegria dos nossos rostos nem o desejo de correr e brincar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Essa é a melhor maneira de amar infinitamente até o fim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Todavia caçar as belas borboletas é privilégio das crianças apenas. A felicidade também! O parque é divertido, mas ele não é nossa casa, nós viemos do Pai e ao ouvir o som da sua voz voltamos correndo para Pai, pulamos em seus braços, e Ele nos leva para nosso verdadeiro lar.&lt;br /&gt;Nesses velhos dias, eu não havia aproveitado os dias de domingo, não brinquei, e as borboletas amarelas zombavam de minha moleza. Nesses últimos dias, tenho a certeza que vim do meu Pai e que logo voltarei para Ele, basta o som da sua voz e eu correrei como uma criança para seus braços, mas enquanto isso... estou caçando borboletas amarelas - amando até fim.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-7228050297411242094?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/7228050297411242094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/nesses-ultimos-dias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7228050297411242094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7228050297411242094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/nesses-ultimos-dias.html' title='Nesses últimos dias...'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbwEeKnTKAI/AAAAAAAAABs/1rJcty_NH-o/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2440938189764622890</id><published>2009-03-13T16:47:00.001-03:00</published><updated>2011-06-25T17:46:36.899-03:00</updated><title type='text'>Prova de Amor</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O que ela tem de mais belo?&lt;br /&gt;Poderia eu nem imaginar,&lt;br /&gt;Beleza de preencher oceanos,&lt;br /&gt;Escreveria eu&lt;br /&gt;Durante anos,&lt;br /&gt;Terminaria minha vida&lt;br /&gt;Mas essa poesia&lt;br /&gt;Nunca ia terminar.&lt;br /&gt;É como contar a constelação,&lt;br /&gt;Caminhar do sol a plutão,&lt;br /&gt;Tentar apalpar&lt;br /&gt;As estrelas com as mãos,&lt;br /&gt;Tentar quantificar em litros&lt;br /&gt;As águas do mar&lt;br /&gt;Enlouqueceria eu,&lt;br /&gt;Tentando sua beleza explicar.&lt;br /&gt;O cosmos é pequeno&lt;br /&gt;Para conter meu sentimento,&lt;br /&gt;Vermelho e doce como morango,&lt;br /&gt;Amarelo e de brisa suave como outono;&lt;br /&gt;Eterno, como as estações&lt;br /&gt;Que renascem a cada ano.&lt;br /&gt;Nada...&lt;br /&gt;Nada assemelha-se a ela,&lt;br /&gt;Sua graça e colorido&lt;br /&gt;Faz inveja a primavera.&lt;br /&gt;Branca e leve como a lã,&lt;br /&gt;União de cores&lt;br /&gt;Retratadas num só quadro&lt;br /&gt;Chuva de flores&lt;br /&gt;De flamboiâ&lt;br /&gt;Pintadas e desenhadas&lt;br /&gt;Com o romantismo da Itália&lt;br /&gt;E pelas mãos de Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330033;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2440938189764622890?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2440938189764622890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/poesia-das-serenatas-o-que-ela-tem-de_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2440938189764622890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2440938189764622890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/poesia-das-serenatas-o-que-ela-tem-de_13.html' title='Prova de Amor'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-594291729961128945</id><published>2009-03-13T16:16:00.000-03:00</published><updated>2009-03-14T12:52:40.922-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sbu5nyVPFfI/AAAAAAAAABM/VViOyLSZk7w/s1600-h/Castro1+145.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313044278590510578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sbu5nyVPFfI/AAAAAAAAABM/VViOyLSZk7w/s200/Castro1+145.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Divã: Quando Criança...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança deparei-me com uma crítica um tanto estranha, não sei bem por que meus pais sempre me recriminavam esperando de mim atitudes mais adultas. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Acho que eu era criança demais para compreendê-los, mas na verdade, ainda hoje, com meus vinte e poucos anos, guardo essa dúvida como uma esquisita lembrança da minha infância. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O mais interessante é que essa crítica sobreviveu os anos e meus amigos mais próximos afirmam, brincando, que minha idade máxima deve chegar aos 13 anos de idade, creio que não falam isso pelo meu rostinho de garoto (afinal já aprendi fazer a barba), essa opinião se deve as minhas brincadeiras bobas, ou ao meu apresso pelas crianças que chega a ponto de uma difícil distinção entre eu e elas, porém pessoas mais observadoras podem atentar ao detalhe da minha altura&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nesses últimos dias, iniciei meus trabalhos de professor numa escolinha de interior localizada numa zona rural em um bairro carente do Rio de Janeiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A realidade fora do universo universitário é tristonha, sobretudo irônica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ironia esse bairro chamar-se Campo Alegre, ironia ainda maior quando vejo pessoas pobres e tristes morando ao lado do paraíso, ou melhor, a “Cidade Paradiso”, um conjunto habitacional que está sendo construído com promessa de lazer, beleza, paz e segurança para os filhos das famílias que estiverem dispostas a pagar por um terreno nesse paraíso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O céu está de volta ao mercado, e o que separa as crianças condenadas socialmente com pena de muitas vezes freqüentar a escola em busca apenas da merenda escolar, dessas outras, aquelas destinadas ao paraíso: é apenas uma cerca de arame, ou duas placas cada uma se referindo a um bairro distinto do estado do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O paraíso é vizinho da miséria, na verdade sua alegria deve-se a tristeza do vizinho, sua existência de fartura deve-se a existência de escassez do seu vizinho, assim como não existiriam os ricos se não existissem pobres. Assim como a favela da rocinha cerca prédios de luxo, na esperança da suas sobras, migalhas do seu pão nosso de cada dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Essas são as atitudes adultas que mais me enojam, os adultos criam e respeitam as cercas, as crianças pulam os muros e brincam no quintal do vizinho independente da classe social ou cor de pele e sobrenome que seu amiguinho possa ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Atitudes adultas construtoras de cercas morais entre o paraíso e o inferno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Julgamos uns aos outros nas duas caras da vida na face social e espiritual, no fim as cercas só nos separam, isso explica a razão da solidão dos adultos, chorar não é mais uma atitude infantil ela é particular aos adultos, já o mais puro e sincero sorriso, não aquele maquiado que vemos nos comerciais, falo das gargalhadas desprovidas de intenções, essas vão embora com a idade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quando comecei a conviver e observar as crianças dessa escola, percebi que meus pais e amigos estavam extremamente errados, infelizmente não sou uma criança. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Como alguém diante de um espelho enxerguei o adulto miserável que sou. Foi vergonhoso e ao mesmo tempo pacificador o instante em que pisei na escola e as crianças me abraçaram sem ao menos me conhecerem, abraços esses que eu nunca consegui oferecer as pessoas desde adulto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sempre tive dificuldade com abraços. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A cada dia que ficamos mais velhos (não me refiro à idade sim ao espírito terno), perdemos aos poucos o dom de expressar nossos bons sentimentos, o medo é o sentimento que nos leva a esconderijos, e como dizia Drumomm &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“a prudência egoísta que nada arrisca, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A vida nos faz insensíveis a abraços, incapazes de ofertá-los, restringindo-os, muitas vazes, como exclusivos a minha “mãe e esposa”, suspeito e temo a economia dos abraços até entre pais e filhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;As crianças expressam seus sentimentos com uma perfeição que inveja os poetas, não é nada fácil ser verdadeiro para alguém e lançar fora o medo ao mesmo tempo em que se sabe das responsabilidades e sacrifícios quando se diz: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Eu te amo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Creio que as muitas frustrações do amor estão no medo de expressá-lo, ou até na insegurança de não ser correspondido, isso nos faz adultos de pedra, os sentimentos guardados findam na petrificação, ou pior, ganham uma nova natureza e podem tornarem-se odiosos armazenados como rancor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fiquei pasmo e derretido com cada abraço, com cada beijo sem lascívia, com cada cartinha de amor de desenhos simplórios e mal pintados escritos dessa forma: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“tiamo”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Todavia não são cartas vazias, são carregadas com amor que invejaria o melhor entre os escritores, são bem mais que papel e grafia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mesmo diante de uma realidade tortuosa, mesmo preso ao meu pessimismo puramente racional que adquiri quando adulto, mesmo assim, meus ouvidos ouviram uma melodia de fé, quando algumas crianças recitaram seus sonhos. Desejos simples, mas que poderiam ser enquadrados como utopias diante do real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Quando me tornei adulto, simplesmente perdi esse dom de sonhar, acreditar mesmo que as circunstâncias me torturem e me obriguem a negar tudo que acredito. As belas utopias que nos fazem caminhar foram esquecidas entre os trânsitos de carros da vida adulta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O tempo que é curto apenas para o que temem, não nos permite olhar para as estrelas que são inalcançáveis, mas são o brilho na escuridão do céu noturno, guiam navegantes e nos levam a Belém, onde nasce a esperança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quando criança, tudo parecia mais fácil, não havia cercas entre eu e você, não havia filtro para palavras, pois elas já saiam puras.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;As máscaras que usei, foram as do homem aranha, a imaginação era viva e sapeca, eu não sabia português, mas sabia abraçar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As crianças não reverenciam nem inserem o perdão na complexidade que ele merece, perdão não é dito, as crianças apenas esquecem o que passou, minutos depois convidam seu opressor momentâneo para brincar de roda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quando criança chorava as dores das minhas perebas e tombos de bicicleta, quando adulto aprendi a esconder as lágrimas onde ninguém as encontraria no pique esconde, já não vivo aos berros, na maior idade o choro é silencioso e solitário, já não temos nossas mães por perto para consolar e passar pomada em nossas almas doloridas&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Já não adianta berrar, existe um uma barreira de concreto aprisionando o som, os fones de ouvido não permitem que alguém nos escute. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Não satisfeitos, roubamos o que não temos, para que ninguém mais o tenha, e exploramos crianças no trabalho infantil, ou talvez pior, simulamos e antecipamos a desgraça por vir, preparando-os para o julgamento final: o vestibular, onde as ovelhas serão separadas dos cabritos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;No fim, minha infantilidade não consegue entender o gigantesco muro que separa a Cidade Paradiso da miséria do bairro Campo Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não encontrei respostas em livros adultos, nem em telejornais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Talvez o sistema político seja apenas uma caricatura externa da nossa interiorizada e enrugada face adulta, que perdeu com o tempo os traços simplórios de um sorriso infantil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Sei que o tempo não volta, mas quero destruir os muros de Berlim que construí outrora, não quero que ninguém se machuque mais com minhas cercas de arame farpado, e quando olhar as estrelas vou lembrar que não há véu nem muros que nos separem dos céus, os adultos dirão: utopia, as crianças dirão: fé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-594291729961128945?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/594291729961128945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/diva-quando-crianca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/594291729961128945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/594291729961128945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/diva-quando-crianca.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sbu5nyVPFfI/AAAAAAAAABM/VViOyLSZk7w/s72-c/Castro1+145.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-7078796610312521091</id><published>2009-03-13T16:09:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T21:11:03.871-03:00</updated><title type='text'>O Inexpressável inexpressivo...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Como aprisionar - te na melodia?&lt;br /&gt;Cercar-te com notas,&lt;br /&gt;Amarrar-te com versos?&lt;br /&gt;Se tu transcendes a música,&lt;br /&gt;A poesia,&lt;br /&gt;O universo.&lt;br /&gt;Como te expressar?&lt;br /&gt;És imenso,&lt;br /&gt;Mesmo assim&lt;br /&gt;Sou míope a te enxergar.&lt;br /&gt;Tu que zombas do fim,&lt;br /&gt;Pois não conheces o tempo&lt;br /&gt;E se tento&lt;br /&gt;Tocar-te,&lt;br /&gt;Foges, entre meus dedos,&lt;br /&gt;Como sopro, como vento...&lt;br /&gt;És assombro que vence o medo,&lt;br /&gt;Não posso chamar-te apenas:&lt;br /&gt;Sentimento...&lt;br /&gt;És mais que palavra,&lt;br /&gt;Não te sujeitas a raciocínios,&lt;br /&gt;Teorias, pensamentos.&lt;br /&gt;És flecha, no peito crava,&lt;br /&gt;Até invadir o coração.&lt;br /&gt;Não sei,&lt;br /&gt;E se não acreditas,&lt;br /&gt;Sei que existe,&lt;br /&gt;Mas como expressá-lo?&lt;br /&gt;Não é nada que se conquiste,&lt;br /&gt;É independente&lt;br /&gt;De valor extremo,&lt;br /&gt;Não passa&lt;br /&gt;E faz-me vassalo&lt;br /&gt;E tremo&lt;br /&gt;E calo.&lt;br /&gt;Embriaga-me com meia taça.&lt;br /&gt;Diante dele não falo,&lt;br /&gt;Nem compro, nem vendo,&lt;br /&gt;Como podes ser de graça?&lt;br /&gt;Não sei sobre o que&lt;br /&gt;Estou escrevendo,&lt;br /&gt;Não conheço as estrelas,&lt;br /&gt;Apenas me contento em vê-las,&lt;br /&gt;Apenas contemplo.&lt;br /&gt;És poema&lt;br /&gt;E minha ousadia em ler,&lt;br /&gt;A expressão suprema&lt;br /&gt;De um bem querer,&lt;br /&gt;Fruto de inspiração inigualável,&lt;br /&gt;Romance que faz da vida&lt;br /&gt;E da morte&lt;br /&gt;Meros personagens,&lt;br /&gt;O poeta que vê na poesia&lt;br /&gt;Sua imagem.&lt;br /&gt;Não posso resumir-te: empatia.&lt;br /&gt;A paz e a minha agonia!&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Como te expressar?&lt;br /&gt;Só há uma forma&lt;br /&gt;Onde o impossível&lt;br /&gt;Possível torna,&lt;br /&gt;É quando o intangível me abraça...&lt;br /&gt;Mas como?&lt;br /&gt;Chamam isso... apenas Graça.&lt;br /&gt;Deparo-me com a poesia desmetrificada,&lt;br /&gt;Escura de um fim de tarde,&lt;br /&gt;Uma cruz mal desenhada,&lt;br /&gt;Cenário sem formosura,&lt;br /&gt;Espinho sem rosa,&lt;br /&gt;Canção que o homem&lt;br /&gt;Não pode compor,&lt;br /&gt;A única forma de expressar&lt;br /&gt;Essa inexpressiva imensidade&lt;br /&gt;Reduzida na palavra: Amor.&lt;br /&gt;Versos sem explicação.&lt;br /&gt;És meu espanto,&lt;br /&gt;A loucura da razão,&lt;br /&gt;És o limite do infinito,&lt;br /&gt;Inenarrável e santo,&lt;br /&gt;Incondicional para além&lt;br /&gt;Do bem... do mal.&lt;br /&gt;Como podes tanto?&lt;br /&gt;Quem és?&lt;br /&gt;És tu amor!&lt;br /&gt;As rimas do Deus poeta,&lt;br /&gt;Quem podes conter,&lt;br /&gt;Se amas até o fim,&lt;br /&gt;Se amas até morrer!&lt;br /&gt;Se te entregas a morte,&lt;br /&gt;Todavia,&lt;br /&gt;És da morte vencedor&lt;br /&gt;Isso fazes pela impressiva poesia,&lt;br /&gt;E assim expressas&lt;br /&gt;Teu inexpressável amor...&lt;br /&gt;.................Ágape..................&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-7078796610312521091?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/7078796610312521091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/o-inexpressavel-inexpressivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7078796610312521091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/7078796610312521091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/o-inexpressavel-inexpressivo.html' title='O Inexpressável inexpressivo...'/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3283028560661768786</id><published>2009-03-11T15:52:00.000-03:00</published><updated>2009-03-13T16:43:56.501-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sbq0WCqehYI/AAAAAAAAABE/YoisgOAs4TQ/s1600-h/image_mini[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312757001202075010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 151px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sbq0WCqehYI/AAAAAAAAABE/YoisgOAs4TQ/s320/image_mini%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;Divã: O Poeta e o poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diz a alma, eu escrevo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;Não consigo lutar contra minha alma, pois eu sou ela. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;Por mais incrível que pareça, meus melhores textos sugiram assim: em milésimos de segundos como um vento forte que você não sabe de onde vem nem para onde vai,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;Um sopro divino que por onde passa deixa um pedacinho de vida ao inspirá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;Eu não vejo esse vento, mas tento descrevê-lo, limitado que sou, apenas o sinto e para manter esse prazer mais perto de mim eu tento prendê-lo num mero pedaço de papel, e como não posso vê-lo tento imaginá-lo, enfim, digo que ele é o amor. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;Na verdade faço apenas uma analogia e materializo algo tão imenso e desconhecido, algo como êxtase, um gozar infinito, felicidade eterna que não consigo detalhá-la, porém na fome de escrever sobre ela, digo que tudo isso é o amor de Deus. Sei apenas que sou limitado. Sou apenas um poeta, sou apenas um bufão ( acho que foi Pablo Neruda quem disse isso uma vez, não tenho certeza). &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Quanto passei a ser movido não mais pelo sonho de fama e reconhecimento, escrever ganhou um novo significado em minha vida, o amor que tanto falo, é um amor aos leitores e ao Senhor da obra, só quero ajudar as pessoas de alguma forma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Diante de tantas frustrações que tive na minha vida, percebi que o que faço de melhor para amar meu próximo: é escrever para ele, enfim, no meio dessa confusão louca que fiz com as palavras o que quero lhe dizer, ou lhe pedir, ou sugerir é: faça tudo e a todos, faça com amor e por amor, este, lança fora o medo da rejeição, dá brilho ao que é repudiante aos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Lembra da música do João Alexandre: “o poema, a maior obra de arte divina destaca-se à parte numa cruz vulgar/ custando o suplício de seu filho amado/ mais alta expressão do ato de amar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Pelo amor, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Deus fez a mais bela poesia dos séculos eternos num cenário de cruz, morte e dor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;O amor é o segredo que eu queria lhe contar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Pensei nessa música quando ouvi a tradução grega de um versículo bíblico em efésios capítulo dois, essa passagem afirma que “somos feitura de Deus”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;A palavra feitura no grego significa poema, em outras palavras somos a poesia mais perfeita escrita pelas mãos do maior dos Poetas, Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Eu escrevi certa vez que a poesia é parte do Poeta, dessa forma existem poetas incompletos; de forma maestral você me corrigiu e escreveu: “a poesia é uma extensão do poeta”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Isso explica a razão pela qual fomos feitos para estar ligados a Deus, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;afinal a poesia e o poeta são um, morre aos poucos a poesia longe do poeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Poesia que existe para encantar o poeta, ele por sua vez, ama sua criação como um pai ama um filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Certa passagem diz que somos feitos para o prazer de Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Como poeta, a poesia me dá prazer, ela é parte de mim. Como poesia sou fruto dos mais belos sentimentos materializados em mim, sou parte de um todo infinito, sou a obra mais bela do maior dos escultores que desenhou cada traço do meu rosto, cada detalhe, a arte é resultado da criatividade e do prazer em criar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;O Deus criador estar acima dos mais renomados artistas, pois ele é o único que dá vida a sua obra de arte. Talvez nesse espaço exista o lugar para a famosa expressão bíblica: “Autor da vida”. Imagine se Leonardo fosse capaz de dar vida a sua amada obra, Monaliza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Tenho uma amiga que gosta muito de Fernando Pessoa e creio que ela seja capaz de reconhecer um texto dele sem assinatura, lembrando apenas da sua forma de escrever, da sua pessoalidade e características comuns que os autores deixam claras em seus escritos, afinal sempre digo que o autor deixa parte dele no que escreve, seu texto é sua foto, sua marca registrada, fruto de toda uma história de vida, fatores do momento histórico vivido e dos seus sentimentos e ideologias mais pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Até os textos bíblicos inspirados não perdiam a influência do autor e do contexto da época, enfim quero dizer que a poesia é a imagem do poeta, são suas virtudes, amores e defeitos colocados no papel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Sendo assim, somos a imagem de Deus, a sua semelhança em forma de poesia, isso nos dar a capacidade de amar, perdoar, criar, escolher e sorrir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Aqueles que não perderam essa maravilhosa herança genética (se é que posso me colocar assim), expressam a imagem de Cristo em suas atitudes, em seus sonhos, em sua empatia. Sendo que, estes, mesmo sem uma assinatura religiosa nos fazem reconhecer seu Autor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Peço novamente o direito de falar sobre as crianças, pois conheço uma historinha que narra o drama de duas crianças durante a guerra do Vietnã, quando soldados decidem explodir a aldeia dessas crianças, porém, um certo soldado vendo-as rapidamente agarra elas e corre para fugir da explosão, diante do estouro e da destruição ele abraça as crianças e os estilhaços da bomba chegam a ferir suas costas gravemente, um dos meninos vendo a atitude carinhosa e corajosa do soldado pergunta: ‘&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;O senhor é Deus?”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;E repete : “O senhor é Deus?”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;As nossas atitudes de amor, entrega, empatia, fazem lembrar o sacrifício de Cristo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;O abraço a custo de ferimentos, lembra a cruz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Certa vez, as mais belas obras primas foram manchadas com tinta preta que despercebidamente caiu sobre elas, o que o Artista tem feito para reaver o que se perdeu? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Resume-se em limpar seus desenhos, apagar todo borrão as manchas negras que ofuscam a beleza dos seus quadros, até que eles retornem a perfeição outrora perdida. Essa mancha negra é chamada de pecado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Jesus é o artista que apaga essas manchas com seu próprio sangue. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;É bem verdade que algumas poesias são expressão de sentimentos ruins: dor, morte, lascívia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Poetas mortos geram poemas pálidos, frios e sem vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Porém nesse mesmo capítulo do livro de efésios no versículo 5 diz: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, (...) e pela graça sois salvos”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;O grande Amor: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;por causa, o motivo, a motivação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Diante de algo tão grande, um sentimento que não dá lugar a outro que seja oposto, pois luz e trevas não se encontram juntas. Não há dúvidas que o amor é a fonte do poema divino. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;A poesia também é arte de expressar sentimentos, sendo assim,Deus expressa esse amor, escreve um poema para os homens, entregando seu filho amado para morrer na cruz, esse foi o mais perfeito e belo entre todos poemas, e como disse João Alexandre: “a mais alta expressão do ato de amar”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Recomendo-lhe poesias, recomendo-lhe também a boa música do João Alexandre. Perdão pela confusão de palavras abstratas, nesses últimos dias percebi que sou subjetivo demais, poucos entendem o que falo e o que escrevo, isso tem me feito rever meus dons e às vezes abalado minha coragem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;No entanto não sou Pregador, nem teólogo, ou erudito, se não me deixo entender é porque sou apenas um poeta incompreendido, como quase todos são, inclusive o maior de todos excedendo todo entendimento. Somente os sensíveis de ouvidos refinados ao amor podem ouvir Deus recitar seus poemas e se encantar com a expressão de cada verso: “Quem tem ouvido para ouvir ouça”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Os poetas falam para poetas, pois ambos tem a mesma natureza, os mesmos sonhos, o horizonte é apenas um, mas eles são dois. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Enfim, eles caminham juntos pelo mesmo Caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Creio que você enxerga o mesmo horizonte que eu, talvez até o veja mais nitidamente do que eu, em qualquer lugar da terra que se olhe, a lua é sempre a mesma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Espero não ser pra você um desafio de interpretação, como tenho sido a muitas pessoas. Do amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castro Lins.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3283028560661768786?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3283028560661768786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/diva-o-poeta-e-o-poema.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3283028560661768786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3283028560661768786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/diva-o-poeta-e-o-poema.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sbq0WCqehYI/AAAAAAAAABE/YoisgOAs4TQ/s72-c/image_mini%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4577187224902137406</id><published>2009-03-11T15:49:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T15:50:25.781-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#996633;"&gt;Avassalador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor tem várias formas,&lt;br /&gt;Senhor das leis&lt;br /&gt;E das muitas normas.&lt;br /&gt;Domina reis&lt;br /&gt;E os reinos,&lt;br /&gt;Temei!&lt;br /&gt;Pois ele é avassalador.&lt;br /&gt;Te amo!&lt;br /&gt;Mas não é minha culpa,&lt;br /&gt;Sou vassalo,&lt;br /&gt;Vassalo do amor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4577187224902137406?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4577187224902137406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/avassalador-o-amor-tem-varias-formas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4577187224902137406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4577187224902137406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/avassalador-o-amor-tem-varias-formas.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-2434233267610301010</id><published>2009-03-11T15:16:00.000-03:00</published><updated>2009-03-14T12:59:05.579-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbvCOYGZ_5I/AAAAAAAAABk/2TdGByK7NbM/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo+2[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313053737656909714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbvCOYGZ_5I/AAAAAAAAABk/2TdGByK7NbM/s200/sem%2Bt%25C3%25ADtulo%2B2%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbqnkIWN0vI/AAAAAAAAAA8/SPTD3j1_Wm0/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo+2.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Divã: dor e amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desculpe não quero ser entediante novamente, mas preciso lhe contar sobre algo muito importante que aconteceu comigo nesse final de semana.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Acho que foi sábado à noite, quando resolvi conversar um pouco com meu velho e bom amigo C.S.Lewis, comecei a ler um novo capítulo que debate a respeito do sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não sendo uma novidade, mas lembrei-me de ti.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Lembrei-me quando ele começou a narrar a morte de sua esposa, que antecipadamente você já havia me contado. Ele narra um sofrimento real em sua vida, utilizando-se daquele momento para conhecer e analisar esse visitante inoportuno que agora passava a fazer morada em sua casa e no seu coração. Mas o fato é que naquela noite não pude entender muito bem a mensagem daquele capítulo, isso tirou meu sono.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Entramos num debate, eu, Lewis e Deus. O sofrimento é algo complexo que necessita de estudo, análises e a presença do Espírito Santo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Eu só não imaginava que as respostas dos meus questionamentos viriam novamente vestidas de metáforas, e depois de tanta procura, eu as encontraria escondidas numa literatura secular qualquer. Lembrei de um livro antigo que li no ensino médio, de forma inconsciente - pelo menos eu acho que seja - a literatura me lembra a ABU (aliança bíblica universitária), agora me lembra você também, creio que Freud possa explicar essas minhas loucuras, não sei, nessa noite fui dormir quase três da madrugada, mas o fato é que pude entender o sofrimento dos homens e o amor de Deus, através desse livro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No terceiro ano do meu segundo grau, um singelo livro contagiou os alunos do colégio interno em que estudei, eu fui um dos primeiros a contrair aquela febre e fiz questão de passá-la para outros colegas. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O livro se chama: “Olhai os lírios do campo”, escrito por Érico Veríssimo ao qual tornei-me fã até hoje.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A história narra a vida de Eugênio, um garoto tímido de origem humilde, que no decorrer de sua infância contrai uma doença perigosa, que aos poucos cresce na mesma medida que seu portador diminui. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ela enegrece seu coração, sua mente, até atingir o estágio final quando ganha sua alma e instala a morte na sua vida de forma que você já não pode diferenciá-las.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não falo pelo livro, falo por mim, eu me identifiquei com Eugênio, poucos livros foram tão hipnotizastes para meus olhos. Eugênio sofria com depressão, mais precisamente complexo de inferioridade, já dei alguns estudos na ABU a esse respeito.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eugênio cresceu foi para faculdade e cursou medicina, um curso que o amedrontava, ele tinha nostalgiaa em sua vida e odiava sangue. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A doença no peito do pobre rapaz progredia semelhante a um câncer, na verdade cursar medicina foi uma procura pela cura, uma forma de tentar vencer a inferioridade, no entanto, foi ineficaz, talvez o efeito tenha sido até mesmo inverso. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entre uma centena de diferentes rostos durante uma festa de formatura, Eugênio conheceu Olívia sua primeira amiga, seu primeiro sentimento de ternura mais sublime e oposto, ou apenas maior, a tudo que ele já sentiu relacionado ao belo e o horrível, ao choro e o sorriso.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eugênio encontrou em Olívia sonhos que ele nem mesmo ousou em sonhar, mas quando acordou lembrou-se de sua doença, a dor o fez olhar de lado, assim ele conheceu Eunice, uma mulher linda e de família nobre. Eugênio viu nela a cura de seu mal. A inferioridade ia dar lugar a um futuro médico renomado e a uma esposa perfeita. A depressão e o vazio seriam preenchidos de toda felicidade que o homem pode conquistar. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não consegui julgar e condenar Eugênio por ter se casado com Eunice, talvez no lugar dele eu faria o mesmo. A minha maior surpresa foi quando comecei a odiar Olívia, pois o livro demonstra um jovem inseguro e doente a procura do amor para curar-se, Olívia sabia disso e o autor deixa bem claro que um simples gesto, ou uma palavra, não um grito, mas apenas um sussurro de Olívia faria Eugênio correr para os seus braços, ela tinha o poder nas mãos, amando-o verdadeiramente não deixaria ele ir embora e sofrer as conseqüências de uma escolha errada. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enfim, Olívia poderia ter evitado a dor de seu amado e oferecer-lhe a felicidade.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A história continua narrando o sofrimento de Eugênio, sua infelicidade no casamento no trabalho, sua depressão já se tornava insuportável e a cada página eu dizia: “tudo culpa da Olívia”. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu odiei aquela personagem e queria saber se meus colegas que haviam lido o livro achavam o mesmo, resolvi então fazer uma pesquisa, – essa foi a minha primeira – perguntei a meus amigos a respeito das atitudes, ou melhor, da falta de atitude de Olívia, perguntei também sobre Eugênio e seus erros, o resultado foi assustador! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A maioria das mulheres, com pequenas exceções, disseram que a Olívia não tinha culpa de nada, reclamaram da insensibilidade de Eugênio, elas usavam termos como: “ o verdadeiro amor se vê nos olhos não precisa de palavras”. Prefiro não citar outras frases do tipo para não lhe fazer dormir. Vai entender as mulheres... acho que elas não devem participar de pesquisas, elas devem é ser pesquisadas, mas tudo bem.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os homens, por outro lado, concordaram comigo: “Olívia não amava Eugênio verdadeiramente, apesar de toda bondade ela era apática e distante”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Guardei esse meu resultado vencedor - pois a opinião feminina foi irrelevante - até ser confrontado para meditar a respeito do sofrimento humano.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todo bom ateu odeia um Deus que não existe, discute com Ele e diz: se Deus existisse e nos amasse com todo esse amor infinito, Ele não permitiria tanta dor, tanto sofrimento, crianças assoladas pela morte, seres que mal conhecem a vida, mas bem sabem o que é não ter o que comer.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mal conhecem a vida, mas bem sabem que ela é cruel, impiedosa e cheia de preconceitos.As guerras frias que geram pessoas frias! Se Deus tem todo o poder nas mãos e todo o amor em seu coração, então por quê? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por um tempo da minha vida tentei carregar as dores do mundo, percebi que aquilo era pesado demais pra mim, então me revoltei com Deus, afinal se Ele existisse estava de olhos fechados para toda nossa dor, estava distante em seu trono enquanto a gente se matava por aqui. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que Deus insensível era esse, apático, não muito diferente de nós. Não sei, talvez Ele quisesse brincar conosco, um jogo, ou um vestibular para os mais capacitados e bondosos entrarem no reino dos céus. Ou pior ainda, Ele podia não existir! Pensei em todas as hipóteses, mas nenhuma me convenceu, eu não podia acreditar que o Deus e Pai ao qual eu dei a minha existência, pudesse não existir, então quem chorava comigo durante as noites difíceis? Quem me abraçava e me trazia segurança?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em que peito eu reclinei minha cabeça tantas vezes? Quem me amou, mesmo quando eu não me amei? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Percebi que a raiva que eu senti por Deus, era a mesma que sentia por Olívia. Hoje eu entendo que ela tinha um poder, perante a insegurança de Eugênio, para evitar aquela escolha errada, porém ela não só estaria evitando o erro e a dor, mas também a escolha. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sim, ela poderia pedir para que Eugênio ficasse e vivesse um amor que certamente o faria feliz, um amor capaz de curar as feridas da alma e pleno para garantir uma cura eterna. Todavia todo pleno é completo, enquanto Eugênio não tivesse a certeza plena em encontrar a felicidade nos braços de Olívia, ele não poderia vivê-la plenamente, assim ela não valeria a pena. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todas as manhãs Eugênio olharia para traz, imaginando todo o dinheiro que poderia adquirir, lembrando da beleza de Eunice, toda a ternura oferecida por Olívia seria insuficiente e pequena mesmo sendo grande e suficiente. Ele apostou tudo, pensando encontrar sua cura em outro caminho, isso trouxe muito sofrimento, mas o livro continua, e depois de tanta dor esse jovem obre os olhos e ver que sua cura estava nas mãos de Olívia, percebe sua escolha errada, então arrependido e completo pela certeza do seu amor por Olívia, ele decide voltar e reencontrá-la. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Finalmente ele estava pronto!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deus age de forma semelhante, mesmo tendo o poder de evitar a dor, ele deseja nos dar amor e felicidade, porém ambas maravilhas só podem ser plenas e perfeitas, se de forma completa tivermos a certeza que fizemos a escolha certa, a certeza que nos foi dado o direito de escolher e a escolha de estar perto de quem nos ama. As desgraças humanas são proporcionais à distância que o homem está da graça e do amor de Deus, não são castigos, são os frutos das nossas sementes.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mal é apenas a ausência do bem. C.S.Lewis diz que as pedras não são más e não sentem dor, porém não são boas e nem felizes, a elas não foi dado o direito de escolher. Saber que Deus existe é simples, claro e evidente, mas saber que Ele é Pai cabe somente aos filhos. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando resolvemos trilhar nossos próprios caminhos achando que a felicidade vai ser encontrada nas riquezas, ou na mulher dos seus sonhos, numa manhã perceberemos que nosso câncer da alma não parou um só segundo de crescer causando dor a você e a todos ao seu redor.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não estou afirmando que na caminha cristã não haverá sofrimento, pois o pecado é um câncer que dói em todos, e por mais que alguns neguem: “toda dor dói”. Mas apesar das agulhas semelhantes, a dor de uma vacina é diferente da dor de uma injeção de cianeto, a primeira lhe garante imunidade, a segunda lhe envenena, uma é para vida, a outra é para morte. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alguns mais apaixonados se encantam com a beleza da rosa, que nem percebem seus espinhos perfurando suas mãos, e nem mesmo o sangue escorrendo entre seus dedos os fariam largar aquela fascinante rosa. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como disse o poeta: “Amor é ferida que dói e não se sente”. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A beleza do amor de Deus é encantadora, e os espinhos não foram capazes de roubar esse encanto, a cruz só provou que esse amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De forma que ele inicia em nos um tratamento médico, e a dor já não nos leva a morte, ela é um tijolo que faz parte da construção da nossa alma, ela faz parte do tratamento.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olívia poderia apertar a mão de Eugênio e não deixá-lo ir, assim ela evitaria tantos erros e sofrimentos, inevitavelmente ela também escreveria um fim a toda e qualquer forma de amor perfeito e eterno. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deus poderia segurar em nossas mãos evitando tantas mazelas que permeiam a dor humana, inevitavelmente toda forma de felicidade e amor seria incompleta ou nula, afinal, as pedras não possuem sentimentos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As questões sobre o sofrimento são inúmeras, mas Jesus é a única resposta.O livro também só está na metade e há muitas outras perguntas a esse respeito, mas não quero me alongar mais, acho que cheguei no limite da sua paciência Jódiniana. Quando possível leia esse livro. Qualquer dúvida leia a bíblia, leia C.S.Lewis.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mesmo minhas colegas estando certas com relação à pesquisa, suas justificativas eram bobas e cheias de infantilidade. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aprendi a amar Olívia, mas ainda não entendo as mulheres. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tem coisas que nem eu, nem meu amigo Freud sabemos explicar.&lt;br /&gt;Ass... &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Castro Lins&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-2434233267610301010?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/2434233267610301010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/deus-age-de-forma-semelhante-mesmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2434233267610301010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/2434233267610301010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/deus-age-de-forma-semelhante-mesmo.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/SbvCOYGZ_5I/AAAAAAAAABk/2TdGByK7NbM/s72-c/sem%2Bt%25C3%25ADtulo%2B2%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-3267622121043209590</id><published>2009-03-11T13:50:00.000-03:00</published><updated>2009-03-11T14:18:48.517-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;Nossa!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A beleza da poesia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É a feiúra do amor,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quanto mais dor;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nossa!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mais a flor crescia,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;No choro desabrocha,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Diante do fim;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nossa!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um jardim.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quando morre, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O sol nasce&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ao mesmo tempo,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Chove.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Confunde o céu,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Deus do céu!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É um arco- íris.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A dor alimenta o amor,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O amor escreve de si,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A poesia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Filha do escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Como um parto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Com rangidos e gemidos;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nasceu!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ela é linda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tem os traços dos versos,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A perfeição dos sonetos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não vou chamar-te &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nem Ana, nem Maria.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Seu nome é flor, jardim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nossa!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Poesia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Castro Lins&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-3267622121043209590?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/3267622121043209590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/nossa-beleza-da-poesia-e-feiura-do-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3267622121043209590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/3267622121043209590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/nossa-beleza-da-poesia-e-feiura-do-amor.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7263612628219666344.post-4401338392444153227</id><published>2009-03-05T11:29:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T11:40:45.306-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sa_kYQbs03I/AAAAAAAAAAk/KqSARkaxkdg/s1600-h/Flamboyant01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309713591072248690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sa_kYQbs03I/AAAAAAAAAAk/KqSARkaxkdg/s320/Flamboyant01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Flamboiã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;A primeira vez que conheci o flamboiã, estávamos no verão. Fiquei admirado com tamanha árvore, tão grande e forte, as crianças brincavam em sua sombra, famílias faziam piqueniques, canários amarelos pousavam em seus galhos e enfeitavam aquela majestade verde.&lt;br /&gt;Passado alguns dias, o outono chegou. De repente eu olhei para o flamboiã e vi uma chuva de folhas amarelas caírem ao chão, sendo levadas embora pelo vento sem destino, pareciam lágrimas de uma árvore perdendo suas folhas, sua sombra e sua razão de existir. Os dias eram frios, não haviam crianças nas ruas, não havia sol para os piqueniques, o céu escureceu intensamente, o inverno chegou.&lt;br /&gt;Não sei explicar como, mas o flamboiã parecia secar e morrer, perante o tempo e o espaço me vi pequeno e a única coisa que restava as minhas mãos, era fechá-las, orando a Deus para que ele viesse devolver a vida da árvore que tanto me alegrou um dia.&lt;br /&gt;Meses se passaram e o flamboiã ainda parecia sem vida. Certo dia, um raio de sol penetrou as escondidas pela brecha da minha janela. Sim! A primavera chegou. Semelhante a um milagre, o flamboiã ganhou de volta suas folhas, e junto a elas, ganhou flores. Aquela foi à primeira vez que vi um flamboiã florido, nunca esqueci aquela bela imagem. Porém, o mais fascinante ainda estava por vir: o flamboiã que no outono chorou folhas, na primavera chora flores... As flores caiam lentamente e enfeitavam o chão onde as crianças voltavam a brincar. Dessa vez já não era choro, parecia neve colorida em plena primavera, ou apenas uma chuva de felicidade que o vento espalhava pelas ruas da cidade.&lt;br /&gt;Lembro-me bem daquele chão colorido e perfumado. Lembro dos canários e dos piqueniques. Lembro daquele verão. As lembranças têm vida própria, não consegui deixar de lembrar da palidez morta do outono, ou do frio de inverno, mas é impossível pensar em apenas três estações, não pude esquecer que a primavera veio logo adiante e isso me deu forças para esperá-la sempre, talvez essa seja a razão da verde esperança, talvez esse verde signifique o flamboiã, talvez o flamboiã signifique a esperança.&lt;br /&gt;Naqueles dias aprendi que mesmo que eu chore no outono, mesmo que prossiga um inverno escuro, nunca devo perder a certeza da primavera.&lt;br /&gt;Deus escreve a histórias de seus filhos e ele sempre termina com um final feliz.&lt;br /&gt;Ele deu-me o dom de passar essas histórias para o papel. Deus é a primavera que traz luz e vida. As crianças e os pássaros são as pessoas que precisam de sombra, precisam de amor, sorrisos, e de um lugar, ou alguém, que ofereça a elas um alívio, um consolo, uma sombra, depois da quente e cansativa caminhada da vida. Diante das quatros estações da vida, somos flamboiãs, as vezes perdemos nossas folhas e secamos e todos se afastam de nós, mas nem a morte é capaz de conter a primavera, em galhos secos brotam flores, e com vento a vida volta.&lt;br /&gt;A primavera já chegou, espero te ver florescer.&lt;br /&gt;Castro Lins&lt;br /&gt;Esse é um trecho de uma carta que escrevi a uma amiga, achei interessante dividi-la e oferecê-la a outros amigos tão especiais quanto essa minha querida amiga. Diante da globalização que cativa os viventes do globo terrestre, rindo, eu recomendo que sempre quando possível – leitor- escreva cartas, não deixe o sistema globalizar seus sentimentos, sua fé, seu romantismo, não deixe a crise na bolsa de valores lhe causar uma crise de percepção da qual grande parte das pessoas está inserida, ou melhor, contaminada. Não importa a distância, - essa amiga mora numa cidade ironicamente bem próxima a minha casa - escreva cartas, divida pensamentos, medos, felicidades. Exercite os sonhos, seja poeta, barroco, seja meu amigo, escreva uma carta pra mim!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7263612628219666344-4401338392444153227?l=castrolins.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://castrolins.blogspot.com/feeds/4401338392444153227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/flamboia-primeira-vez-que-conheci-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4401338392444153227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7263612628219666344/posts/default/4401338392444153227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://castrolins.blogspot.com/2009/03/flamboia-primeira-vez-que-conheci-o.html' title=''/><author><name>Castro Lins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12316450762803854399</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nPNJ4-UqS6k/Sa_kYQbs03I/AAAAAAAAAAk/KqSARkaxkdg/s72-c/Flamboyant01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
